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Perdoar-me

por José Luís Nunes Martins, em 26.05.13

Nem sempre as minhas ações estão de acordo com o que sou. Umas vezes pela vontade de impedir o bem; outras, pela de permitir o mal. Quase sempre por medo.

 

O principal dano das minhas culpas recai sobre mim mesmo, uma vez que transgrido a mais essencial de todas as leis de que faço parte: o meu projeto íntimo de felicidade.

 

A culpa é um estado de dívida que visa ser saldado por uma pena que, justa, reponha o homem de novo a caminho do seu destino.

 

Porque o passado é, por essência, inalterável, sobra o tempo que se tem por diante. O arrependimento é a firme disposição de mudar o futuro para remissão da falta cometida.

 

Estamos condenados ao arrependimento, somos livres e erramos, e este sofrimento voluntário é a única forma de purificação realmente eficaz... Embora a culpa só desapareça com o perdão de todos os que prejudicámos... e a tentação do mal esteja sempre por perto, depois da penitência até mais do que antes...  mas também é verdade que, como o disse S. Catarina de Sena, “o mal é fraco porque só pode aquilo que eu lho permitir.”

 

A coragem com que me disponho a redimir-me da culpa, que honestamente assumo, determina a minha paz, o meu valor... o que sou.

 

Há culpas maiores que outras, mas nenhuma se transpõe abanando-lhe os ramos, o que importa mesmo é arrancá-las pela raíz. Ainda que trema o chão que nos segura os pés.

 

Só eu sou causa da minha decadência e apenas eu me posso resgatar dela. Porque, afinal, só eu posso ser o herói da minha vida. Quando for capaz de, apesar do medo, me fazer maior que os meus erros.

 

 

 

(publicado no jornal i - 25 de maio de 2013)

 

ilustração de Carlos Ribeiro

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