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Para fechar...

por João Távora, em 24.05.13

A questão essencial e única é se as argumentações que Abel Matos Santos trouxe a público e defende são ou não válidas, caros Rui Pinto e jugulares. Parece-me que sim e ainda não as vi rebatidas. Sem surpresa constato que as respostas aos seus argumentos, ao invés de se focarem em se é bom, mau ou indiferente para as crianças a co-adopção e a adopção, entornam-se sempre para a via da adjectivação e do insulto, um tipo de guerrilha que eu por regra não alimento - a vida ensinou-me que nunca se vai convencer quem já está convencido. Com respeito pelas vossas certezas, prefiro as minhas profundas dúvidas - e até alguma angústia, vá.   

Finalmente, estou convicto de que esta discussão terá servido para esclarecer alguns leitores, não pelas convicções expressas (que tão facilmente se tornam  em meras armas de destruição massiva) mas através de teses cientificamente suportadas. De resto, o importante é que os portugueses conheçam as diversas posições sobre este tema e em breve saberemos qual o resultado da votação no parlamento. A bem das crianças desprotegidas e da sanidade da nossa comunidade espero que os graves problemas que as atingem possam ser resolvidos sempre em seu próprio e único favor, que elas jamais se tornem objectos de satisfação de egos pueris, nem arma de arremesso para uma agenda de afirmação dos homossexuais como "facção" coisa que me parece absurda, tanto mais pelo respeito que qualquer pessoa me merece. 


Finis, laus Deo.

 



20 comentários

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De pedro picoito a 24.05.2013 às 22:03


João, este filme dos estudos é uma sequela do filme que tive a honra imerecida de protagonizar sobre o mesmo tema e quase exactamente com os mesmos protagonistas. Começou e acabou da mesma maneira, mas desta vez foi muito mais rápido.  Se tiver tempo, ainda escrevo um post sobre o argumento porque é muito revelador do modus operandi dos defensores da causa gay. A primeira cena é igual. Alguém escreve uma evidência, por exemplo que os casais gays são mais instáveis ou mais promíscuos e isso desaconselha a adopção. Pedem-nos estudos científicos que confirmem essa evidência, que não passaria de preconceito. Se citarmos estudos em abono da nossa posição, segue-se a cena da tentativa de descredibilização (cena central), que  pode ter duas versões: os estudos não são actualizados ou não têm peer review. Se os estudos são actualizados e têm peer review, passa-se à cena seguinte: a tentativa de descredibilização dos autores dos estudos. Também aqui há duas versões: ou os autores têm convicções religiosas que os tornam homofóbicos ou não têm o reconhecimento da comunidade científica. As duas coisas estão geralmente ligadas. Não ter reconhecimento da comunidade científica significa, na linguagem do activismo gay, ser alvo de um processo disciplinar na ordem ou na universidade por "homofobia" ou ir contra o "consenso" da comunidade científica. Exactamente como aconteceu ao Abel Matos Santos. O objectivo desta sequência é impedir a circulação dos estudos contrários à adopção gay e reservar o estatuto de cientificidade para os autores que a defendem, como se só as conclusões a favor fossem científicas. O mecanismo mais eficaz para criar um falso consenso científico é a tomada de posição pública de uma associação profissional relacionada com o tema. O caso mais célebre e citado é o parecer favorável à dopção gay da American Psychological Association (APA), em 2004, que se apresenta sempre como neutro e científico, e não é. O parecer é uma declaração,  votada pelos membros da APA, em apoio das conclusões de um grupo de trabalho formado por activistas LGBT e saído de uma secção da APA chamada Gay, Lesbian and Bisexual Issues, com o objectivo de combater a discriminação sexual. As conclusões de um tal grupo de trabalho são previsíveis, mas pode dizer-se que são o clímax do filme. A partir daqui, e se insistimos em apresentar argumentos que põem em causa o consenso científico da APA e quejandos, só resta o insulto. O filme aproxima-se a passos largos do fim. No meu caso, o insulto incluiu até os meus filhos (dei alguma luta e, chegados a este ponto, o verniz dos tolerantes, ou dos qua ainda o tinham, estalou por completo). No teu caso, o verniz estalou muito mais cedo e passou-se rapidamente dos estudos ao insulto. O verniz está cada vez mais fino. The end e um abraço.  
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De João Távora a 24.05.2013 às 22:57

Abraço Pedro. Muito obrigado por este comentário. 
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De oberon a 25.05.2013 às 00:06

O problema do seu argumento é que dá para os dois lados!
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De pedrop a 25.05.2013 às 00:12

É interessante o desdém do Pedro Picoto pelo combate à discriminação sexual. É elucidativo; mostra bem que, ao fim e ao cabo, é esse o factor diferenciador de toda esta discussão, por mais que o neguem. 

Entendi recordar isso mesmo aqui: http://planofechado.blogs.sapo.pt/3982.html

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De então e o plágio a 25.05.2013 às 12:57

?
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De João Távora a 25.05.2013 às 14:08


Se citar autores é plágio então estamos conversados… é que para mim plágio é não os citar, fazendo nosso aquilo que não é. Abel Matos Santos sempre referiu as fontes.
Aliás, conseguiu um feito inédito, deu-vos dois estudos que apoiam a co-adopção e que vocês nem conheciam tal é a vossa capacidade de pesquisa e argumentação. E vocês todos contentes logo viram uma oportunidade para o atacar dizendo que ele tinha dito coisas diferentes desses artigos! 

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