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Ainda adopção e co-adopção homossexual

por João Távora, em 23.05.13

A pedido do Abel, em baixo publico a sua resposta a este comentário do Rui Pinto no blog "A Direita Arrependida". 

 

Não costumo responder à calúnia, mas Rui Pinto merece-me o benefício da dúvida pela forma quase equilibrada como postou pedindo ser esclarecido.
Aqui vai para ele e quem quiser algumas, só algumas, das referências que usei e duas referências (a 10 e a 11) de estudos usados pelos defensores da co-adopção e que têm graves falhas metodológicas e por isso é também natural que esses estudos defendam nos seus textos a co-adopção. Foi isso que Rui Pinto publicou e que lhe fez confusão. Fica então esclarecido e com isso esclareço também o principal de todos os estudos que o João Távora colocou no seu blog.
Espero que o Rui Pinto e todos os que possam, consigam e queiram se debruçem e estudem os vários documentos.
Acho que a discussão deve ser ampla e sem preconceitos para que possamos ficar esclarecidos!
E já agora um pedido ao Rui, não acuse, não maltrate os outros só porque têm opiniões diferentes da sua, muito menos quando não tem razões para isso. Cinja-se à razão à ao debate cientifico pois é esse que eu faço.
Nunca me ouviu nem ouvirá a colocar em causa quem quer que seja nem a atacar ninguém na sua honra e bom nome profissionais. Quer contrariar as minhas ideias e convicções, por favor faça-o, mas faça-o com elevação e respeito, usando argumentos válidos.
Sou totalmente contra a co-adopção no superior interesse das crianças! Nada disto tem a ver com direitos de homossexuais ou com orientação sexual! O que é preciso saber e perceber é se, para as crianças, é igual, melhor ou pior ter só dois pais ou só duas mães. é disto que se trata!
Esta é a forma que eu tenho de me pronunciar sobre as coisas, não sou fundamentalista nem “engenheiro social” e estou aberto à evidência cientifica. Claro que tenho uma forte convicção e acredito muito no que defendo, mas quem tem a verdade absoluta?

Abaixo as referências dos estudos que consultei.

(1) Enright, R. & Fitzgibbons, R. (2000). Helping Clients Forgive: An Empirical Guide for Resolving Anger and Restoring Hope. Washington, DC: American Psychological Association Books ,p. 187-89.

(2) McWhirter, D. and Mattison, A. 1985. The Male Couple: How Relationships Develop. Prentice Hall.

(3) Gartrell, N. & Bos, H. (2010) US national Longitudinal Lesbian Family Study: Psychological Adjustment of 17-year-old Adolescents, Pediatrics, Volume 126, Number 1, July 2010, 28-36.

(4) Xiridou, M. et al. (2003). The contribution of steady and casual partnerships to the incidence of HIV infection among homosexual men in Amsterdam. AIDS 17: 1029-38.

(5) D. O’Leary. (2007) One Man, One Woman: A Catholic’s Guide to Defending Marriage Manchester, NH: Sophia Institute Press, 149-68.

(6) Kobak, R. (1999). "The emotional dynamics of disruptions in attachment relationships: Implications for theory, research, and clinical intervention". In J. Cassidy & P. R. Shaver. (Eds.), Handbook of Attachment (pp. 21-43). New York: The Guilford Press.

(7) http://www.pbs.org/newshour/gergen/july-dec99/fisher_8-16.html.

(8) Sarantakos, S. (1996) Children in three contexts. Children Australia, 21(3), 23-31.

(9) Sirota, T, (2009) Adult Attachment Style Dimensions in Women with Gay or Bisexual Fathers. Arch. Psych Nursing, 23, 289-297.

(10) Gartrell, N. & Bos, H. (2010) US national Longitudinal Lesbian Family Study: Psychological Adjustment of 17-year-old Adolescents, Pediatrics, Volume 126, Number 1, July 2010 p. 28-36.

(11) Biblarz, T. J. & Stacey, J. (2010). How does the gender of parents matter? Journal of Marriage and Family. 72, 3-22.

(12) Kobak, R. (1999). "The emotional dynamics of disruptions in attachment relationships: Implications for theory, research, and clinical intervention". In J. Cassidy & P. R. Shaver. (Eds.), Handbook of Attachment (pp. 21-43). New York: The Guilford Press.; Popenoe,D. (1996) Life Without Father, New York: Free Press, P. 176; Golombok, S. et al (1997) Children raised in fatherless families from infancy: Family relationships and the socioeconomic development of children of lesbian and single heterosexual mothers. J. Child Psychology and Psychiatry 38: 783-791; Gallagher M. & Baker, J.K. (2004) Do Mom and Dads Matter: Evidence from the social sciences on family structure and at the best interests of the child.

Resumo das conclusões dos estudos: os números abaixo correspondem aos estudos com o mesmo numero acima nas referências.

1 – Estudo editado pela APA sobre acompanhamento de crianças adoptadas e em famílias de acolhimento durante vários anos; tratamento de crianças adoptadas durante 35 anos;

2 - Um dos mais amplos estudos sobre casais homossexuais revelou que apenas 7 em 156 casais tinham uma relação sexual totalmente monógama. A maioria destas relações teve uma duração inferior a cinco anos. No caso dos casais com relações mais duradouras, os seus membros tinham também actividade sexual fora do relacionamento.

3 - As relações homossexuais são frágeis. A probabilidade de que a relação termine é elevada no caso dos casais de lésbicas. Num relatório de 2000, o “US National Longitudinal Lesbian Family Study”, 40% dos casais que tinham concebido uma criança através de inseminação artificial terminaram a relação.

4 - Estudos holandeses demonstraram que a maioria dos novos surtos de infecções de VIH em Amsterdão surgiu em homens homossexuais que mantinham relacionamentos estáveis.

5 - Estudos de investigação nesta área demonstram que nas uniões homossexuais há maior incidência de violência doméstica, depressão, toxicodependência e de doenças sexualmente transmissíveis.

6 - As crianças que foram privadas de cuidados maternais durante longos períodos na sua infância “revelam-se frias, mantêm relacionamentos afectivos superficiais, e demonstram ter tendência para comportamentos hostis e antissociais” na idade adulta.

7 - A vasta investigação dos problemas sociais psicológicos, académicos e sociais dos jovens criados em famílias sem pai demonstra a importância da presença de um pai em casa para o desenvolvimento saudável da criança.

8 - Em 1996 um estudo sólido realizado em 174 escolas primárias na Austrália – 58 crianças em famílias com pais casados, 58 em famílias com pais em união de facto (heterossexuais) e 58 em lares de uniões homossexuais – sugeria que as famílias de pais casados ofereciam o melhor ambiente para a educação e desenvolvimento social de uma criança. Em segundo lugar figuravam os unidos de facto e em último plano surgiam os casais homossexuais.

9 - Os resultados de um estudo realizado com mulheres no ano de 2009 em Nova Iorque, Boston e São Francisco, são semelhantes. Os investigadores entrevistaram 68 mulheres com pais homossexuais ou bissexuais. As mulheres (com média de idades de 29 anos, nos dois grupos) que tinham pais homossexuais ou bissexuais revelavam maior dificuldade nos seus relacionamentos a três níveis: Estavam menos à vontade com a proximidade e intimidade; eram menos capazes de confiar e depender dos outros; e experimentavam uma maior ansiedade nas relações em comparação com as mulheres educadas por pais heterossexuais.

10 e 11 - Os activistas homossexuais e os meios de comunicação social citam frequentemente dois grandes estudos publicados em 2010. Nanette Gartrell e Henry Bos (10), bem como Tomithy Biblarz e Judith Stacey (11) argumentam que as crianças que foram deliberadamente privadas dos benefícios da complementaridade que existem num lar com um pai e uma mãe não sofrem danos psicológicos.
No entanto, todos os dados utilizados no estudo de Gartell e Bos são relatórios que as próprias mães e crianças objecto do estudo entregaram. As mães estavam cientes da agenda política por detrás da investigação o que muito provavelmente distorceu os resultados. Este erro metodológico põe seriamente em causa a credibilidade do estudo. No meta-estudo realizado por Biblarz e Stacey, em 31 dos 33 estudos de famílias com dois pais, foram os pais que forneceram os dados, que se tratavam, por isso, de juízos subjectivos. Também aqui, esta metodologia levou a resultados enviesados uma vez que os pais homossexuais sabiam da agenda política que estava na origem do estudo. Acresce que, dos 33 estudos que abordaram estas famílias de casais, só dois estudos tratavam de homens, embora o título do estudo “Qual a importância do género dos pais?” levasse a crer que homens e mulheres estivessem igualmente representados.
Grande parte da investigação sobre casais homossexuais sofre geralmente de falhas metodológicas. Argumenta-se com frequência que não está provado de que seja prejudicial para as crianças serem criadas por dois homens homossexuais. Esta firmação é verdadeira, no entanto, esta falta de provas não leva necessariamente à conclusão de que tal não é prejudicial para as crianças. Significa que não está provado. São raros os estudos sobre crianças criadas por homens homossexuais. Não há ainda nenhum estudo que tenha analisado os efeitos a longo prazo em homens adultos, que foram criados por homens homossexuais.

12 - É pernicioso privar deliberadamente uma criança de um pai ou uma mãe. A investigação das ciências sociais sustenta esta tese.



8 comentários

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De umquarentao a 23.05.2013 às 14:26

É UMA MUDANÇA ESTRUTURAL HISTÓRICA DA SOCIEDADE:
- os homens poderão ter filhos... sem repressão dos Direitos das mulheres... e independentemente de agradarem ou não às mulheres!... Leia-se: O ACESSO A 'BARRIGAS DE ALUGUER'...
.
-> Ponto nº 1:
Quando se fala em Direitos das crianças... há que ver o seguinte: muitas crianças (de boa saúde) hão-de querer ter a oportunidade de vir a ser pais... oportunidade essa que lhes é negada pela 'via normal'.
-> Ponto nº 2:
Idealmente, uma criança deveria estar sempre acompanhada do pai e da mãe... ora, como é óbvio... não se pode proibir às pessoas que têm filhos o Direito ao divórcio.
-> Ponto nº 3:
Deve existir Igualdade de Direitos: actualmente as 'famílias monoparentais de pai'... são ínfimas em relação às 'famílias monoparentais de mãe'...
.
.
NOTA:
- Muitas mulheres heterossexuais não querem ter o trabalho de criar filhos... querem 'gozar' a vida.
- Muitos homens heterossexuais não querem ter o trabalho de criar filhos... querem 'gozar' a vida.
--->>> Conclusão: é ERRADO estar a dizer (como já alguém disse) «a Europa PRECISA DE CRIANÇAS, NÃO DE HOMOSSEXUAIS!»... isto é, ou seja... a Europa precisa de pessoas (homossexuais e heterossexuais) com disponibilidade para criar crianças!!!
.
.
.
Anexo:
- O Direito de ter filhos em Sociedades Tradicionalmente Monogâmicas!
.
Ainda há parolos que acreditam em histórias da carochinha... mas há que assumir a realidade:
-> Nas Sociedades Tradicionalmente Poligâmicas apenas os machos mais fortes é que possuem filhos.
-> No entanto, para conseguirem sobreviver, muitas sociedades tiveram necessidade de mobilizar/motivar os machos mais fracos no sentido de eles se interessarem/lutarem pela preservação da sua Identidade!... De facto, analisando o Tabu-Sexo (nas Sociedades Tradicionalmente Monogâmicas) chegamos à conclusão de que o verdadeiro objectivo do Tabú-Sexo era proceder à integração social dos machos sexualmente mais fracos; Ver o blog http://tabusexo.blogspot.com/.
.
Concluindo:
- Nas Sociedades Tradicionalmente Poligâmicas é natural que sejam apenas os machos mais fortes a terem filhos, no entanto, as Sociedades Tradicionalmente Monogâmicas têm de assumir a sua História: não podem continuar a tratar os machos sexualmente mais fracos como sendo o caixote do lixo da sociedade!... Assim sendo, nestas sociedades, numa primeira fase, deve ser possibilitada a existência de barrigas de aluguer [a longo prazo poderão vir a existir mesmo úteros artificiais] para que, nestas sociedades os machos (de boa saúde) rejeitados pelas fêmeas, possam ter filhos!
.
.
P.S.1.
Com o fim do tabu-sexo:
- a percentagem de machos sem filhos aumentou imenso nas sociedades tradicionalmente monogâmicas.
.
P.S.2.
Com o fim do tabu-sexo:
- por um lado, muitas mulheres das sociedades tradicionalmente monogâmicas vão à procura de machos de maior competência sexual, nomeadamente, machos oriundos de sociedades tradicionalmente Poligâmicas: nestas sociedades apenas os machos mais fortes é que possuem filhos, logo, seleccionam e apuram a qualidade dos machos;
- por outro lado, muitos machos das sociedades tradicionalmente Monogâmicas vão à procura de fêmeas Economicamente Fragilizadas [mais dóceis] oriundas de outras sociedades.
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De Jorge a 23.05.2013 às 17:22

Devo, por honestidade, referir que sou a favor da adopção por casais homossexuais, tal como em geral tendo a ser (peço-lhes que tolerem o uso de tal expressão) pró-uma total coincidência legislativa e /ou outra no que se refere ao tema em causa (o que incluí, obviamente, o casamento gay e lésbico). A partir daqui, a minha posição deixa de importar para a discussão, e precisamente por ser só minha; a qual, no caso do casamento gay, e como último esclarecimento, vai ao ponto de entender que não compete à sociedade opinar sobre tal – pois apenas refere e compete aos próprios.
Li com alguma atenção e probidade os argumentos que retira dos estudos, e não posso deixar de notar que na sua grande maioria as conclusões que expressa são argumentações externas (ou seja, alimentam-se a si próprias) ou então necessariamente subjetivas.
Quando diz “As crianças que foram privadas de cuidados maternais durante longos períodos na sua infância “revelam-se frias, mantêm relacionamentos afectivos superficiais, e demonstram ter tendência para comportamentos hostis e antissociais” na idade adulta”, pois, creiamo-lo, mas por muita razão que tenha, não estaremos perante a fatalidade de em certos casos a mãe pura e simplesmente não estar lá? E que fazer nesses casos? Garante o meu caro que a substituição da mãe por um pai, partindo do pressuposto que o outro pai faz parte do núcleo, piora a situação? Acredito que acredite que sim, mas convenhamos que a premissa (para mim é não, para si será sim) é apenas baseada num ponto de vista subjetivo – sabe que tal não vem (por que não pode vir) em nenhum estudo.
Outra, que estamos perante um caso semelhante ao anterior: “A vasta investigação dos problemas sociais psicológicos, académicos e sociais dos jovens criados em famílias sem pai demonstra a importância da presença de um pai em casa para o desenvolvimento saudável da criança.”.
Permita-me terminar da seguinte forma: seja qual for a argumentação, parece claro que pode ser olhada como a célebre pescadinha de rabo na boca. Pois, mesmo que todos os argumentos que usa sejam verdadeiros; tal não poderá ocorrer pelo facto de parte da sociedade olhar esses casos como anómalos e essa influência exterior estar a condicionar os comportamentos da criança? É uma possibilidade, certo? Assim sendo, por que não pensar ao contrário, ponderando na hipótese seguinte: se os comportamentos de fora forem outros, o comportamento da criança também será outro.
Pondere. Prometo-lhe que também o farei.
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De Luis Rainha a 23.05.2013 às 18:57

De novo: a autora do paper referido em 9) já desautorizou completamente o uso que o Fitzgibbons lhe deu. Mais: o estudo não é, de todo, sobre casais do mesmo género. Logo, as suas conclusões pouco ou nada têm a ver com esta polémica.


wakingupnow.com/blog/wp-content/.../Fitzgibbons-Blog-Response1.pdf
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De bem a 24.05.2013 às 10:57

que cientifica tareia está o abel a levar....
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De Ana a 24.05.2013 às 11:43

Faço minhas as suas palavras..gde tareia e bem merecida..

Bela resposta do blog da direita arrependida http://adireitaarrependida.blogs.sapo.pt/4083.html

Deviam ter vergonha na cara!
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De Ana a 24.05.2013 às 12:06

Agora que li o texto do Rui Pinto, considero uma vergonha aquilo que fez. Colocou na sua bibliografa artigos nada científicos, tirou conclusões completamente subjectivas e erróneas..e ainda teve a gde lata de acusar a Ana Matos Pires, quem lhe dera ter um pingo da integridade de carácter


rectidão In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. [Consult. 2013-05-24].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/pesquisa-global/rectid%C3%A3o (http://www.infopedia.pt/pesquisa-global/rectid%C3%A3o)>.
dela. Plagiar é crime, sabia? Ainda por cima chamar de “um dos maiores psiquiatras americanos” a Richard Fitzgibbons que tem "práticas clínicas desprezadas pela comunidade cientifica norte americana" (como refere o Rui Pinto) é tomar todos por parvos. Realmente isto só pega neste blog.
Sr. João Távora, deveria escolher melhor quem defende..o seu nome vai igualmente para a lama..
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De Salvador Ulrich a 24.05.2013 às 12:21

Seria risível, não fosse trágica, a incapacidade revelada por uma certa esquerda para analisar e discutir a co-adopção.
Se não sabem conviver com a divergência de opinião, se o melhor que têm para dar são bulverismos de terceira, jugulem-se uns aos outros, de preferência, sem sujar nada.
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De Krasnodemskyi a 25.05.2013 às 09:08

Pelos comentários abaixo nota-se que o problema em Portugal vivemos numa geração de portugueses miseráveis.

Está o país a ir às malvas e à beira da bancarrota.
Ao longo de 25 anos destruíram-se milhares de milhões de euros de fundos europeus e, fora o caso da Partex, não houve qualquer grande processo judicial em relação a desvio de fundos.
Temos uma geração de universitários completamente impreparada para a vida activa e que foi educada a achar que tudo lhe é devido.
Não temos cultura empresarial, não temos uma base industrial sólida, a fuga aos impostos (IVA, IRC, etc.) é generalizada e socialmente aceite.
Temos centenas de milhar de pessoas no desemprego, famílias na miséria, desespero, frustração, etc.
Vivemos num clima de crispação social, de frustração, inveja, mesquinhez em que a culpa é sempre dos outros e ninguém pergunta o que é que EU posso fazer pelo meu país?

Mas, ao contrário de outros países civilizados, em que o debate entre \"direita e esquerda\" (mas será que este conceito ainda é válido?) está centrado na estratégia para sair da crise, na nossa pequena aldeia lusitana assiste-se a rounds sucessivos de peixeiradas sobre causas fracturantes. Visto de Londres, onde vivo só da para pensar: será que as pessoas em Portugal endoideceram?
Tudo isto é patético.
Tenham paciência! Acordem para a vida e foquem-se naquilo que é mais premente. E, quando a tempestade passar, aí sim tratem destes assuntos.

Em relação ao processo em si, será que numa democracia com quase 40 anos de idade não faria mais sentido realizar um referendo sobre a adopção por casais homossexuais? Poupava-se a gritaria toda à volta do processo e, caso fosse aprovada, dar-se-ia legitimidade moral à lei.

P.S. Desconfio que vou ser espancado pelas claques prós e contras.

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