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O Expresso anuncia com estrondo que foi ler a obra jornalística de Paulo Portas. Não me parece mal, se a razão disso não for dar asas a um preconceito e à campanha para denegri-lo e crucificá-lo, pois parece haver por aí quem o queira fazer claramente, como Vasco Pulido Valente já comentou no sábado passado. Pessoalmente, esta súbita atenção ao seu comentário político de jovem muito talentoso, informado e atento virá sempre tarde de mais, e vou dizer porquê.
Quando Paulo Portas se decidiu candidatar a deputado por Aveiro, num longínquo ano, propus à administração do Independente publicar uma grande antologia dos seus textos, que foi aprovada e em que trabalhei muito nisso. Foram-lhe até enviadas duas versões, uma recolha completa por datas e uma antologia temática organizada por mim. Acabou por não resultar, creio que porque em campanha ele não poderia ocupar-se disso como gostaria. E é pena porque isso teria permitido entender, desde então, que muito ao contrário dos seus futuros colegas no hemiciclo Paulo Portas tinha, tem ideias próprias (dentro duma tradição europeia e norte-americana) e sabe ao que vem — e mesmo muito antes do Independente, do tempo do primeiro Semanário de Victor Cunha Rego...
Há muito que essa leitura deveria ter sido feita.
E que se lhe junte os textos sobre filmes, livros e exposições saídos nos primeiros meses do Sol, e se compare com... Deixa para lá!...
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