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Enrico Letta (foto AP)

Portugal não tem o dinheiro de Itália, não tem as poupanças dos italianos, não tem a indústria de Itália, não tem o PIB italiano, tem uma situação altamente dependente dos países ricos da União Europeia, e no entanto tem cá uma soberba. Cria conflitos, recorre à intriga, pressiona o presidente, faz o que pode para destabilizar a ajuda europeia. Critica o Governo, critica a austeridade como se fosse uma escolha. O líder do PS e o PS (sobretudo aquele Pedro Silva Pereira) combatem um Governo de maioria, querem à força correr com o Governo para irem para lá (com minoria no parlamento o que tornaria tudo mais dificil). António José Seguro não apoia nenhuma medida do Governo. O PS não quer alterar a constituição para reformular o Estado Social. O Tribunal Constitucional chumba medidas de austeridade do Orçamento de Estado. Portugal que não tem nada para dar, faz o que pode para tornar a ajuda europeia impraticável, faz o que pode para deixar sem saída os pares europeus.

No 25 de Abril o Presidente da República fez um discurso sensato, e pediu aquilo que é óbvio: consenso político e social para sair da crise. E a oposição, os jornalistas, os comentadores, etc, criticaram o Presidente, acusaram-no de estar com a Direita! For god sake!

Agora vejam Itália um país que tem uma força económica que Portugal nunca terá dentro da União Europeia, um país que NÃO ESTÁ INTERVENCIONADO PELO FMI: Acaba de formar governo de UNIÃO NACIONAL; uma coligação esquerda-direita, composta por 21 ministros da maioria dos partidos italianos.

O vice-primeiro-ministro de Letta é Angelino Alfano, um próximo de Silvio Berlusconi e actual secretário-geral do partido do Povo da Liberdade.

Para as Finanças, Enrico Letta (de esquerda) foi buscar um tecnocrata apolítico: o actual director do Banco central italiano, Fabrizio Saccomanni. Uma espécie de Vítor Gaspar, aqui está tudo doido para correr com o Vítor Gaspar, para criar a instabilidade política, para destruir o país. Porque esta miséria de país só está interessada na luta de classes. 


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20 comentários

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De makarana a 28.04.2013 às 21:20

Só não se percebe uma coisa: porque é que há dois anos o presidente o presidente falava em limites de sacrificios , e não em consenso.Ah, e porque razão o PSD não quis saber de consensos quando chumbou o pec IV.Pelos vistos uns partidos são mais que outros.
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De Maria Teixeira Alves a 29.04.2013 às 00:42

Por amor de Deus o PEC IV não servia para nada, please, ao menos estudem os assuntos. O PEC IV era austeridade sem o dinheiro da troika.
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De makarana a 29.04.2013 às 01:03

Isso de servir ou não é uma questão de perspectiva,pois há quem acha que o pec IV serviria melhor que o actual memorando(veja o que tem dito Manuel Caldeira Cabral, por exemplo,ou Murteira Nabo).O que é certo é que o PS pediu a colaboração do PSD e este recusou-a.Porque haveria agora o PS de aceitar colabora com o PSD, quanto mais quando este tem um governo de maioria com o CDS? Nem a Maria, nem ninguém de um desses partidos têm moral para pedir ao PS o que quer que seja.Lamento, mas não deve haver filhos e enteados aqui.
Quanto ao Presidente, a mesma coisa: as suas palavras não valem um copo de água que beba quando se contradiz em 2 anos.
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De Anónimo Veneziano a 29.04.2013 às 07:03

Sem dúvida, um bom ajuste de contas, Makarana. Mas não esquecer que a política é a arte do possível.

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De Maria Teixeira Alves a 29.04.2013 às 12:40

A sua resposta "makarana" reflecte exactamente o espírito dos socialistas que eu critico aqui. Vão ajustar contas num ringe de futebol, de boxe, onde quiserem, agora não andem a brincar com o país porque é meu também e eu não quero Portugal fora do euro.. capiche?
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De makarana a 29.04.2013 às 15:14

Está enganada Maria.Acho que o PS devia colaborar sim. Tal como o PSD devia-o ter feito á dois anos! A  minha questão é outra:de coerência de principios.   É que o PSD e grande parte das pessoas, incluindo você, não se importaram há 2 anos atrás de "brincar com o pais",fazendo esse tal ajuste de contas contra o qual você agora grita contra, fazendo-o correr o risco de colocar Portugal fora do euro.Estão pedir a ajuda que um dia antes negaram dar.O PS devia dialogar sim, mas o PSD e o CDS não estão em posição de exigir o que quer que seja.
Além disso, agora têm maioria absoluta, diferentemente de antes


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De Maria Teixeira Alves a 30.04.2013 às 00:52

Por amor de Deus, o Sócrates não queria a intervenção do FMI, os bancos estavam a caminho da falência com a quedas dos ratings e o Sócrates continuava a falar de um PEC IV. Vocês não sabem o que estão a dizer, nem viveram as angustias que os protagonistas da economia viviam naquela altura com um louco que não queria perder poder nem que lhe entrassem pela casa adentro. Até o Ministro das Finanças deixou de lhe falar, foi o Ministro das Finanças que chamou o FMI contra a vontade de Sócrates. A sério não falem mais de PEC IV... hoje seríamos a Grécia, ou a Islândia.
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De makarana a 30.04.2013 às 01:40

Tudo o que a Maria disse acerca do anterior governo,pode perfeitamente ser dito contra este governo, contra a balbúrdia interna e a descoordenação politica neste governo.Esse louco chamado Passos Coelho ou Vitor Gaspar, também têm medo de perder o poder,nem que lhes entrassem pelas casas adentro, por isso é melhor pensar melhor antes falar de "o ministro das finanças deixar de falar ao primeiro-ministro".Eu li o livro Resgatados,e vendo o que se passan hoje não mudámos uma virgula.
Se seriamos a Grécia ou a Islândia podiamos ser como podiamos não ser..são meras especulações á mais pura forma Zandinga,acompanhadas de uma bola de cristal qualquer
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De makarana a 30.04.2013 às 01:44

PS: Como sabe, o pec IV foi formulado com o apoio dos parceiros europeus, que queriam evitar um resgate.Recordo-me até, de uma intervenção da Angela Merkel no Bundestag a criticar o chumbo.E não parecia pouco zangada não.Devem ser loucos eles também..
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De joão a 28.04.2013 às 23:13

Cara Maria, chama consenso a 21 ministros de outros tantos partidos ? Por mim não passa de um saco de gatos. Veremos se se cumpre a tradição italiana de desgoverno constante.
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De Maria Teixeira Alves a 29.04.2013 às 00:43

Pois, o consenso é entendimento entre diferentes, evidentemente que também se pode ver como um saco de gatos...
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De l.rodrigues a 29.04.2013 às 11:01

Mas que caneco. Consenso pois com certeza, mas em torno do que? Se é para continuarmos a ser sacrificados no altar das ideias mortas, é bom que não haja consenso. 
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De Anónimo a 29.04.2013 às 11:24

21 ministros de 21 partidos é manifestamente exagerado meu caro. Do the math!
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De Maria Teixeira Alves a 29.04.2013 às 12:45

É capaz de ter razão eu ouvi na televisão, mas agora não encontro número de partidos da coligação, mas sei que são a maioria dos partidos de Itália, se souber entretanto o número de partidos, diga-me para eu alterar o post, obrigada.
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De jo a 29.04.2013 às 12:40


O governo italiano anterior também resultava de um consenso apadrinhado pela UE e não parece ter dado grande resultado.

Já agora se Portugal é assim como o descrito a autora também é, ou não é portuguesa?
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De Maria Teixeira Alves a 29.04.2013 às 12:52

Pois sou, e é por isso que quero que o meu país mude. Precisamente porque as guerrinhas de poder entre partidos prejudica o país e ainda acabamos a sair do euro e depois vou pedir contas aos Pedro Silva Pereiras, aos Pachecos Pereiras, aos que querem andar em eleições de dois em dois anos, os que querem o Estado social pesado e mega gratuito, vou pedir a esses para me pagarem as contas.
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De jo a 29.04.2013 às 14:43

Desculpe mas parece uma personagem queiroziana a dizer: Isto é uma "choldra menino", como se tivesse a verdade toda.
Acho que dar a Itália como exemplo de governos sólidos é um pouco forçado, ainda se fosse dar a Itália como exemplo de que a turbulência política não faz uma diferença tão grande assim. Afinal de conta como nota no post a Itália está muito mais rica do que Portugal e de certeza que não foi devido à estabilidade governativa.
Parte do Estado Social redistribui dinheiro não o gasta. Quando paga pensões ou assistência médica a alguém, utilizando impostos cobrados a outros, não está forçosamente a dar um mau uso ao dinheiro. Têm-nos tentado vender a idéia de que se o dinheiro ficar sobretudo junto de quem o produz será mais bem empregue mas não se vêm grandes provas disso.
Quanto ao nosso presidente parece que ora diz que há austeridade a mais e espirais recessivas ora diz que elas são inevitáveis e temos de nos sujeitar a elas, conforme pensa que o discurso faz mais efeito.
A sensação que fica é que se passa uma de duas coisas: ou o ele muda de opinião constantemente ou diz o que acha melhor. Não é o perfil de uma pessoa de confiança e o presidente devia ser alguém em que podemos confiar.
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De jorge silva a 29.04.2013 às 16:51

a grande diferença entre portugal e itália é que eles têm um presidente da republica e nós temos um reformado ressabiado porque ganha pouco e já não pode fazer negociatas com ações do bpn

 
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De Maria Teixeira Alves a 30.04.2013 às 00:54

O Jorge Silva foi violento, mas tem uma certa razão.
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De Anónimo a 03.05.2013 às 15:14

Considero, sinceramente, que a diferença está mais entre aquilo que é Napolitano e aquilo que (não é) o Sr. de Boliqueime do que entre PS/PSD e o monte de partidos italianos. Com um Napolitano por aqui as coisas estariam mais claras.

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