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Mudança de casa

por João-Afonso Machado, em 22.03.13

Quis o Destino viesse morar para junto deste regato. Não exactamente nas suas margens, é claro, mas um pouco acima, lá para os lados do casario - "moradias em banda", como correntemente se diz. Bom, não é que viva numa delas. Não chegava para tanto. A coisa resolveu-se com um T1. Um apartamento de uma assoalhada só, na nomenclatura lisboeta. É, mas espaçoso, uma boa sala, a cozinha excelente. Preocupa-me apenas o exaustor, não sei se não será de comprar um novo, despesas imprevista, esqueci-me dessa minúncia quando visitei o apartamento. E o exaustor, depois de exausta a minha conta bancária? E a sua colocação? E onde descobrir um artista capaz de tal façanha?

Afora isso, tudo uma maravilha. A nossa parceria inclui os canídeos, comummente considerados indispensáveis amigos. Foi a pensar neles e na sua juventude que as temíveis cortinas que encontrámos ficaram no lugar. Tempos virão em que novos tecidos se perfilarão.

Resta somente a estante imensa, pensada a transbordar de livros. E de miniaturas Corgy e Dinky. Jura-me o carpinteiro que para a semana está no sítio. Eu aconselhei-o a que sim. Lá por o habitáculo ser diminuto não significa que não seja do maior respeito. Além do mais, é fruto do meu trabalho e da minha vida poupadinha. Passando galhardamente ao lado dos empréstimos bancários.

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8 comentários

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De Tiro ao Alvo a 22.03.2013 às 21:30

Que seja muito feliz, é o que lhe desejo.
Modo de dizer um bocado piroso, mas não me ocorre outro...
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De João-Afonso Machado a 22.03.2013 às 22:29

Obrigado. O que é sincero nunca é piroso.
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De Severo a 22.03.2013 às 23:33

É assim, João Machado, que se governa a vida. É disto que eu falo quando digo que os portugueses ganham demais. Você não se queixa, mas muitos que ganham salário mínimo, que ainda é máximo, queixam-se de falta de dinheiro para os bifes e, imagine-se, ainda querem aumentar o pecúlio. O seu exemplo é assinalável. Parabéns e felicidades.
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De João-Afonso Machado a 23.03.2013 às 10:00

Obrigado, Severo.
Eu não ganho o salário mínimo - trabalho sem rede, profissional liberal.
Respeito os dramas (desemprego) dos outros, mas evidenntemente que não é com greves e reivindicações que alguém vai a lado algum.
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De Severo a 23.03.2013 às 12:35

Obviamente que não. Há que respeitar a autoridade As pessoas devem conformar-se com o que os patrões, os que sabem melhor,lhes dão. Como bem diz, não é com reinvidicações que isto lá vai, mas as reivindicações são um dos vícios maléficos do comunismo. Serei dos poucos,junto com o meu amigo, com saudades dos tempos em que o povo não reinvidicava, nem fazia greves. Protestar e fazer greves nunca deveria ter sido autorizado
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De João-Afonso Machado a 23.03.2013 às 20:51


Não concordo. O direito à greve deve existir e a greve deve estar ao alacance dos trabalhadores para todas as situações que justifiquem tomadas de posição dessa natureza.
Isto não quer dizer que a greve seja uma arma para paralisar a produção, reclamar o impossivel, agitar politicamente ou chantagear.
É muito diferente.
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De Severo a 23.03.2013 às 21:47

É que precisamente, as greves paralisam a produção. Se um patrão diz que não pode pagar mais, obviamente não pode pagar mais. E quem paga ao patrão o prejuízo da paralisia da empresa? É uma forma de chantagem. No sector público, é ainda mais grave. Qualquer funcionário público é um priveligiado por natureza, quando faz greve, é contra todos nós,que lhes pagamos o ordenado. Tudo isto apareceu com o social-comunismo, um sistema que veio convencer os trabalhadores que são iguais aos patrões, que lhes pagam o ordenado e lhes dão de comer. O João Machado é provavelmente muito novo, desculpe se estou errado. Eu sou de um tempo em que havia respeito e cada um sabia o seu lugar.
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De xico a 25.03.2013 às 11:42

Ó meu querido Severo. O senhor diz que é de um tempo em que havia respeito? Qual? O tempo de Spartacus na velha Roma? O tempo de John Ball na Inglaterra medieval? O tempo de 1383 quando o alfaite Fernão Vasques pediu meças à rainha e o povo miúdo matou o bispo de Lisboa e o tabelião de Silves? O tempo de 1789 quando a arraia miúda de Paris assaltou a bastilha e arrastou o marquês de Launay pelas ruas para depois o decapitarem? O tempo de 1846 quando um bando de mulheres do Minho, de bigode na beiça, cuspiram nas leis do Cabral? O tempo de 1773 quando o povo de Boston mandou o rei inglês cobrar impostos para a xxxx que o pariu? O senhor não é de tempo nenhum, pois até Adão desobedeceu e faltou ao respeito ao Criador. Por isso lhe digo: meta o respeito por ele acima. Talvez lhe faça bom proveito.

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