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Conclaves...

por Luísa Correia, em 12.03.13

Em nota do historiador Christophe Dickès, ficamos a saber que a interferência dos Estados austríaco, francês e espanhol na eleição dos Papas, pelo exercício do privilégio "exclusivo" (ou de exclusão) de qualquer candidato, aconteceu pela última vez em 1903, com Pio X. Ficamos também a saber que, desde então, a liberdade de voto é particularmente acarinhada no Vaticano, razão por que os cardeais "papabile" que fazem campanha em benefício próprio nunca são eleitos (ressalvado o caso do enigmático Paulo VI). Ficamos finalmente a saber que, com as excepções do mesmo Paulo VI e de Bento XVI, os papas dos últimos tempos choraram, todos eles, ao saber-se escolhidos, mais de humilde terror do que de orgulhosa comoção. A ver vamos o que nos traz o conclave de hoje... não esquecendo que homem moderno, empático e responsável deita - mas doseia! - a lágrima.



6 comentários

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De c. a 12.03.2013 às 14:14

Portugal detinha igual privilégio, que nunca usou com carácter efectivo.
O veto austríaco no conclave de 1903 deveu-se, segundo se diz, a reservas levantadas pelo cardeal excluído à possibilidade de um enterro religioso para o Arquiduque Rodolfo.
No entanto, esse direito de veto acabou mais tarde e para não se deixar prescrever,  o estado português (já na república jacobina!), tal como os outros com igual direiro exercia-o, vetando um cardeal absolutamente não papabile (muito velho, doente, etc).
Creio, sem certeza,  que tal prática se prorrogou até aos anos 20 do século passado
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De c. a 12.03.2013 às 14:28

P.S. Tem o verbete sobre o assunto aqui http://en.wikipedia.org/wiki/Jus_exclusivae
O facto de o Papa ter afastado essa possibilidade em 1904 pela Commissum Nobis não quer dizer que os estados aceitassem, por isso, a informação de que tal veto foi "exercido" em data posterior pode ser exacta.
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De Severo a 12.03.2013 às 17:48

Estão mal informados. A eleição dos papas é inspirada pelo Espírito Santo, e não por esses jogos politico-diplomáticos, que mais faz parecer a eleição de um papa uma rebaldaria republican de jogos de bastidores. Vê-se que nem a Luisa Correia, nem os comentadores que me precedem conhecem realmente o que inspira a eleição do Santo Padre.
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De c. a 13.03.2013 às 17:38

A assistência do Espírito Santo decorre da origem da própria Igreja, mas cada um de nós - e cada um dos cardeais - tem livre arbítrio e a opção pelo mal está sempre presente e é sempre possível.
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De Severo a 13.03.2013 às 21:08

Errado. O Espirito Santo guia cada um dos cardeais na eleição do Papa. Não coloque o conclave ao nível da decisões pessoais de cada um de nós. Nunca me hei-de habituar a estes progressimos e relativismos.
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De Luísa Correia a 13.03.2013 às 21:36

Obrigada a ambos pelos V. comentários. Já agora, agradeço-lhe, C., a referência que me dá.

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