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Da consciência

por João Távora, em 21.12.12

A ideia protestante de que cada um sabe governar a sua vida por si (pessoas e instituições), à revelia da comunidade e da tradição, resultou no quadro económico que temos agora. É preciso voltar a chamar a tradição - o mesmo é dizer, o catolicismo - para sairmos daqui e encontrarmos um novo caminho.

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6 comentários

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De fty a 21.12.2012 às 14:51

Caro João Távora, Pode-se governar a vida por si mesmo sem ser à revelia da comunidade e da tradição...
Quanto ao "quadro económico que temos agora", os países que estão pior parecem ser os católicos... Isto para não falar já de que houve sempre actividade económica fora do mundo católico e ocidental e que tinha vários modelos.
Por outro lado a tradição em si, pode ser boa ou má. Se há bons valores e tradições católicos a restaurar, com certeza, restaurem-se.
Um Santo Natal para si e todos os seus.
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De João Távora a 21.12.2012 às 15:43

No meio urbano em que eu vivo, mal se reconhece a cultura católica, é mais Pai Natal e Dia das Bruxas. O sentido de comunidade é muito frágil. Conseguimos somar pior dos dois mundos. 
Um Santo Natal também para si e para os seus FTY.


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De fty a 21.12.2012 às 21:40

Pensei que falava do mundo actual e afinal fala de Lisboa e da linha!
Estará a pacata e provinciana Lisboa tão sobo o domínio do politicamente correcto que tenta a descristianização, como diz?  Acho Lisboa apenas triste, sem gente, lojas fechadas, bons hábitos perdidos.
Se é isso, estou de acordo consigo e acredito nesse pior de dois mundos. Será preciso reagir, e com energia.
(Aqui entre nós, a hierarquia da Igreja Portuguesa também não ajuda muito: que Deus a ilumine e que o Santo Padre a corrija).
Santo Natal.
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De l.rodrigues a 21.12.2012 às 14:57

Sempre achei piada a esta concepção de uma ideia política e económica que só "funciona" na redenção da religião... 
Ora porque, como aqui se diz, o individualismo tem que ter freios sociais que só o catolicismo lhe empresta, ora porque, numa visão mais lata, se pode diferir a felicidade para outro reino, e portanto as desigualdades e misérias causadas pela política e economia "no curto prazo" se tornam irrelevantes. Nunca me esqueço de ter ouvido há anos o dr. César das NEves, ainda eu não sabia quem ele era, na televisão a dizer que o capitalismo era uma coisa nova e que isto só daqui a 500 anos é ia ao sítio... os males eram dores de crescimento.
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De João Távora a 21.12.2012 às 15:47

Caro Luís: não confundamos capitalismo com liberalismo. O capitalismo é para mim uma consequência da sacrossanto livre arbítrio, e não é mau per se.
Votos de Feliz Natal.
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De l.rodrigues a 21.12.2012 às 16:12

Obrigado. Para si, um Santo Natal, que sei que é assim que o deseja. 
O livre arbítrio tem as costas largas. Ou nao fosse o alibi de Deus :). Mas deixo isso para outra quadra.

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