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80-8. Porreiro, pá! vamos voltar ao poder, bora?

por Rui Crull Tabosa, em 31.10.12

Anda por aí muita gentinha sem memória ou com memória selectiva, entretida a branquear as responsabilidades do Partido Socialista na situação de bancarrota que o País vivia quando o camarada Sócrates resolveu ir brincar aos estudantes para Paris.

Uma das mentiras mais comuns é a de que a culpa das parcerias público-privadas é do actual Governo, como se tivesse sido este a contratá-las, a negociá-las ou a blindar a posição da parte privada com cláusulas leoninas e de risco zero.

Como o descaramento não é pouco entre aqueles que apoiam quem desgovernou o País até há ano e meio, vale bem a pena lembrar a repartição de responsabilidades entre os governos dos últimos 25 anos, em que o PS esteve 13 no poder e o PSD (com ou sem o CDS) 12, chegando-se à brilhante conclusão de que o PS fez uma média de 6 parcerias por ano, contra 0,6 do PSD/CDS, ou seja, 10 vezes mais; o PS foi responsável por 91% do investimento, contra 8,5% do PSD/CDS, uma proporção ainda superior à anterior.

Apesar disto, é de esperar que um partido que não tem vergonha de ter levado o País à bancarrota há pouco mais de um ano, não tenha agora o pudor da autocrítica.


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33 comentários

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De Fernanda a 01.11.2012 às 01:53



Qual a ilação a tirar disto?


Não votar nos partidos do chamado "arco da governação", do género - ora agora crio eu 9, ora agora crias tu 30, 60....e assim sucessivamente.


Certo?


Pois.
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De Hugo a 01.11.2012 às 07:46

Veremos agora o que esses socráticos vão dizer. O descaramento dessas criaturas não tem limites.
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De Tenha juízo a 01.11.2012 às 08:51

A crítica que se faz ao actual governo não é essa, mas a de não ser capaz de tocar nas parcerias público-privadas, a não ser com punhos de renda, enquanto dá marretada da forte no cidadão comum.
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De Rui Crull Tabosa a 01.11.2012 às 09:17

Aprenda a ler: "como se tivesse sido este [Governo] a blindar a posição da parte privada com cláusulas leoninas e de risco zero".
Portanto, para si, ao invés de se reduzirem rendas (em 2013 o corte será de 250 milhões) o melhor era quê? nacionalizar sem indemnizar? cortar à bruta e não pagar? Imagina o sinal que isso seria para quem nos empresta dinheiro e que obviamente deixaria de o continuar a fazer? E entºão como seria?
Sei bem que essa conversa é popular. Mas convinha antes pensar.
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De Miguel Loureiro a 01.11.2012 às 09:55

Se os contratos são danosos, é preciso denunciá-los e rescindi-los, certo?
Quem o pode fazer? O governo atual?
Por que não o faz?
Que relação tem os contratos com o resgate? Os maiores credores das PPP não são os "nossos" bancos?
Quem recebe empréstimos do BCE a 0,75% de Juros e empresta ao Estado até 8%?
Pelo raciocínio que faz, daqui a 100 anos de governação da direita, o Sócrates será o responsável....
Está a querer dizer que este governo, que piorou a situação herdada, é inimputável ou incompetente?
Fica na história, que o pai do negócio (PPP) foi Cavaco e que o Zé Manel e o Santana, só em 2 anos, foram 6. Extrapole.
Mas o que interessa, para a converss e solução é fazer alguma coisa e não referir uma poupança de 250 mil euros, que como sabe é por via da poupança de serviços, como cortar relva...
Mais rigor não fica mal a ninguém e que se lixe o Sócrates, o Coelho, o Portas e o Gaspar.
Pense pela sua cabeça, que a narrativa do post vem nas páginas do FB de que não anda bem informado.
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De Rui Crull Tabosa a 01.11.2012 às 16:00

Quanto às extrapolações que preconiza, os 2 anos de DB e SL dariam nos 6 de Guterres e Sócrates 18 PPP, enquanto estes fizeram 30 e 50, respectivamente.
No mais deve ter razão: o que é preciso é gatar mais dinheiro, fazer mais investimento público e a troika e os nossos credores que se lixem. Assim é que é e viva a Albânia. Falta de pachorra.
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De Miguel Loureiro a 01.11.2012 às 16:12

É abusivo concluir do que eu disse, que é preciso gastar mais dinheiro, quando muito não roubar aos pobres e não cumprir contratos de trabalho e os descontos feitos aos aposentados!
Não disse que seja preciso fazer mais investimento público, mas esperava, como deve defender, que houvesse mais investimento privado, em vez de comprarem em saldo o património de todos!
Mas digo que a troika e os nossos credores que se lixem  se não alterarem as condições do empréstimo usurário que nos fizeram, em que há dificuldades de pagar os juros, quanto mais a dívida!
Se para si "viva a Albânia", com as políticas destes seus amados governantes, já falta pouco...
Realmente é preciso pachorra para ouvir certas coisas...


E por que.não responde às outras questões sobre as PPP? Não há pachorra!
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De Rui Crull Tabosa a 01.11.2012 às 17:25

Ainda não percebeu que as PPP foram na sua quase totalidade criadas por anteriores Governos e que se forem pura e simplesmente rasgadas o estado português será condenado internacionalmente a indemnizações brutais, para além de tal significar o fim do crédito e o corte dos empréstimos?
Tudo seria tão bom se fosse tão fácil, mas não é.
Quanto aos juros do empréstimo da troika estarão nos 3 e tal %, tendo já descido um ponto percentual desde o acordo PS. E, seja como for, o País está ainda com as calças na mão, é fácil berrar, mas se cortarem o financiamento, então é que estamos lixados, ou ainda não percebeu?
Quanto aos aposentados, quantos deles o são sem carreira contributiva, ou com reformas a contar com o último vencimento, os melhores 5 anos dos últimos 10 ou os melhores 10 dos últimos 15? Pois é, este fartarvilanagem dos últimos 40 anos tinha consequências, pena é que só acordem quando nos estão a ir ao lombo.
É a vida, como dizia um dos grandes responsáveis pela nossa miséria actual.
Agora é sofrer, recuperar e pagar.
E sim, a constituição, os direitos adquiridos, e blá, blá, blá, que isso interessa muito se voltarmos a ter juros de 10 ou 20% por andatmos a berrar que não pagamos.
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De makarana a 01.11.2012 às 17:47

se o estado está falido para o resto, então também está falido para as ppp. É o que diz medina carreira por exemplo, e estou de acordo com ele.
E rui, o governo ps, é responsável das coisas do seu tempo sim, mas não é responsavél pelos erros que o govenro está a cometer.
Dito de outra forma,a catástrofe vai acontecer, porque uma politica tão virada para o aumento da fiscalidade , voltará a fracassar rotundamente , como já fracassou este ano.Nós portugueses já atingimos o limite do nosso esforço fiscal.Como liberal que sou, digo-lhe para si que é membro do PSD: Cumpram as vossas promessas eleitorais


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De Rui Crull Tabosa a 01.11.2012 às 18:18

Gostaria de o ver a decidir não assumir os compromissos do estado com as PPP: é que, sabe, as SCUT, os aeroportos de Beja e os hospitais estão lé, reparou? O que se pode fazer é renegociar rendas e reduzir trabalhos futuros. Mais do que isso é, aí sim, a catástrofe que resultaria de dizermos lá para fora que não pagamos. E depois, como seria com salários, pensões, SNS, sistema educativo, etc., quando todos sabemos que os impostos não chegam para a despesa?
Diz que a situação está má. É verdade, mas também é verdade que as poupanças dos portugueses estão a aumentar.
Se atirarmos a toalha ao chão, pode crer que será muito pior. acha acaso que o Governo gosta do que tem de fazer? Seria muito mais popular continuar a tradição dos anteriores, mas isso simplesmente estaria errado, além de não ser mais possível.
O desafio que temos pela frente é simplesmente o de sabermos se o País quer por uma 'banda gástrica' no Estado ou se prefere que este engorde até rebentar com o próprio País.
o resto é conversa para entreter ou enganar.
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De makarana a 01.11.2012 às 19:50

O que bsei rui, é que não temos dinheiro para pagar essas ppp.Essa é que é essa.E quando nao ha dinheiro, nao ha , pronto
Eu nao falei em atirar a toalha,mas sim de alterar a actual politica economica baseada no massacre fiscal, para uma de redução da despesa estrutural e de redução de impostos.Essa é a unica formula económica que nos pode permitir cumprir as metas, sendo que com a actual estamos em direcção ao fracasso.Nesse aspecto, olhe que estamos iguais aos anteriores governos!
E outra coisa: o governo tem que decidir as suas poupanças, e não as dos portugueses
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De Miguel Loureiro a 01.11.2012 às 21:30

Apesar de ouvir este blá, blá todos os dias de todos os comentadores independentes que nos querem manipular nas TVs, vejamos:
1 - As PPP foram contratualizadas por quem as fez! Os contratos, não são sérios ou são ruinosos para uma das partes e só por isso  não é possível denunciá-los em tribunais normais ou especiais? Quem tem a possibilidade e a obrigação de o fazer? Até a troika obrigava a tal;
2 - A taxa de juro, são várias taxas de juro, conforme os anos e a de 10 já vai em 8%;
3 - Se há aposentados que não contribuíram, há os que contribuíram (é o meu caso, 40 anos de descontos e 1 de gozo) e estão a ser confiscados, roubados, literalmente;
4 - No lombo, tem apanhado os Funcionários Públicos e aposentados e até agora os privados só pagaram até agora 1/2 subsídio de Natal em 2011 (e não me venha com a treta do Portas das garantias de emprego);
5 - Agora que os privados vão pagar metade do que pagarão os FP e aposentados, é que vem falar nos altos impostos, porque lhes vão ao bolso;
6 - Presumo que não é FP nem aposentado e ouso perguntar-lhe com quanto contribuiu para o peditório nacional e se acha justo que os "Ricardos Espírito Santos" não tenham entrado com um centavo;
7 - Se a Constituição para si é blá, blá, blá, estamos conversados e nem perca tempo em responder-me.
Passe bem!
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De Miguel Loureiro a 02.11.2012 às 20:50

Só para andar informado sobre as taxas de juro, porque isto não é poesia e achismo:

Os juros da dívida soberana estão hoje a subir em todos os prazos, no dia em que a equipa do Fundo Monetário Internacional se encontra em Lisboa para dar apoio técnico à "revisão da despesa pública pelo governo".

Cerca das 09:30, os juros da dívida soberana portuguesa a dois anos seguiam em alta, com os investidores a exigirem um juro de 5,338% (contra os 5,230% de quinta-feira).   

A cinco anos, os juros estavam nos 6,594%, acima dos 6,529% da última sessão, assim como aumentavam no prazo a 10 anos nos 8,237%, contra os 8,195% de quinta-feira. 

http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO067614.html (http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO067614.html)


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De Falta-lhe o juízo a 01.11.2012 às 09:57

Não há contratos "blindados" com os outros, é só com as ppp. É mas é um governo fraco com os fortes e forte com os fracos.
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De Rui Crull Tabosa a 01.11.2012 às 10:01

Isso, deve ter razão. adorável simplismo...
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De Aprenda V. a 01.11.2012 às 09:59


"...como se tivesse sido este (governo) a contratá-las, a negociá-las..."
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De Rui Crull Tabosa a 01.11.2012 às 10:05

Arre, que não aprende!
"a contratá-las, a negociá-las ou a blindar a posição da parte privada com cláusulas leoninas e de risco zero"
"OU" designa alternativa, ainda não percebeu? Então não posso fazer nada por si.
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De Fernanda a 01.11.2012 às 11:31

Isto não é normal. Isto está profundamente errado...


Um comentador, Marques Mendes, afirmar na TV que uma equipa do FMI está em Portugal para "refundar" as "gorduras do estado" - educação, saúde e segurança social.


Não há governo em Portugal?


O facto de termos um memorando dá direito a que uma entidade exterior governe Portugal?


Rui, temos de acordar num mínimo - isto não é normal, mesmo que se esteja ciente da situação em que vivemos. Dou isso de barato.


Isto é uma ocupação total de Portugal e temos um governo vendilhão da Pátria.


Agora percebo porque querem acabar com o feriado comemorativo  do 1º de Dezembro de 1640.


Agora percebemos melhor a "refundação" - a de Portugal.
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De antonio a 01.11.2012 às 11:50

Vender a pátria? essa já foi vendida há muitos anos... agora é mesmo mendigar, não haja ilusões... e esperar compaixão dos novos lordes..
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De Fernanda a 01.11.2012 às 15:13

Não quero mendigar nem quero compaixão.


Dois conceitos que nunca transmiti aos meus filhos e que recusarei sempre.


Mais depressa um qualquer conde andeiro será convidado a saltar pela janela.


E viva o 1º de Dezembro de 1640!
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De Fernanda a 01.11.2012 às 12:03

Marques Mendes é porta- voz do governo?


Como é possível 1 comentador afirmar tal coisa em público?


E ninguém acha isto muito estranho? 


Só falta o comentador e conselheiro de estado Marcelo R de Sousa dizer o que se passa nas reuniões do CE. Vontade parece não lhe faltal, mas vai tentando fugir à tentação.


Mas, e este Marques Mendes?


Fará parte de algum governo sombra?
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De p D s a 02.11.2012 às 11:34

Por refere que : 
"Anda por aí muita gentinha sem memória ou com memória selectiva (...)"




Só posso concordar!




eu proprio, á luz disto:
" Pedro Passsos Coelho dixit:
O PSD chumbou o PEC 4 porque tem de se dizer basta: a austeridade não pode incidir sempre no aumento de impostos e no corte de rendimento "

e ainda: 
“se vier a ser necessário algum ajustamento fiscal, será canalizado para o consumo e não para o rendimento das pessoas."




chego á mesmissima conclusão:


  anda ai muita gentinha com memoria selectiva.







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De Rui Crull Tabosa a 02.11.2012 às 12:06

O sr. ainda não percebeu que em Maio de 2011 Portugal estava na bancarrota, pois não?
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De p D s a 02.11.2012 às 12:48

Rui, 
limitei-me a transcrever declarações de pessoas com responsabilidades.


Eu momento algum manifestei a minha propria percepção da realidade.


A ser verdade o que diz, que "não percebeu que em Maio de 2011 Portugal estava na bancarrota"...


se alguem não o percebeu, terá sido o autor das declarações que transcrevi. O autor das declarações e não eu! Julgo que é simples e obvio.


Mas lá está, será que o autor das declarações não percebeu mesmo...ou haveria ali um qualquer segundo interesse...que não permitui frontalidade e coerencia entre o conteudo do discurso e a percepção da realidade ?


Infelizmente, qualquer uma das possibilidades logicas ... abonam muito pouco sobre os destinos e o futuro proximo da nação!
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De Rui Crull Tabosa a 02.11.2012 às 13:41

Se o ponto é o da "frontalidade e coerência" diga-me quando foi a última vez que o viu?
O que eu quis dizer é que o País está em estado de guerra. Não o percebermos não só não evita os sacrifícios como os tornará ainda piores no futuro.
Se a actual solução política acaso for destruída, nem quero pensar o que acontecerá a Portugal.
Ou temos muito, mas mesmo muito cuidado, ou vamos ter um futuro terrível, muito poior do que o presente e o esperado.
É simples: ou aguentamos ou perdemos a cabeça, com as consequências interentes a cada uma das duas opções.
Tenho pena de pensar que, como habitualmente, nos vai faltar o nervo.
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De p D s a 02.11.2012 às 16:09

"Se a actual solução política acaso for destruída, nem quero pensar o que acontecerá a Portugal."

...pois, Rui, teoremas semelhantes a este foram formulados pelos governantes actuais, aquando do OE2012. E a generalidade da população, mesmo com muitos analistas a afirmar que o caminho não era aquele, cumpriu a sua parte, fez os sacrificios, e teve o "nervo" que foi pedido.


Constatou-se, mais uma vez, que não se chegou ao que foi apresentado como "OBJECTIVO DA NAÇÂO".


Ora, o autor da declarações que transcrevi acima,   pelos visto aplicou uma pratica contraria ao seu discurso...vá-la, até dou de barato, porque inocentemente não tinha ainda percebido que "em Maio de 2011 estavamos na bancarrota".


Mas, depois disso tambem já contradisse na pratica as afirmações que prduziu, com todo o "nervo", aquando do OE2012....e aqui já era suposto conhecer bem o estado da nação.


Mais acrescento, que é publico e conhecido, que antes de chegar ao Governo, o autor das declarações que transcrevi, tambem afirmou "saber bem as gorduras do Estado onde cortar"...e neste preciso momento, chamou instituições estrangeiras para procederem a cortes da despesa do Estado...a mesmissima despesa que afirmará conhecer bem e saber on de cortar.


Perante tudo isto, que são factos simples e verdadeiros, julgo que o problema do pais não será a "falta de nervo da populaça"...


...mas antes "falta de nervo" , e acrescento eu de "neurónios" nos mandantes e governantes que teem ininterruptamente conduzido os destinos da nação nos ultimo s 30 anos.


O unico ponto onde me parece haver de facto "falta de nervo na populaça", é precisamente na tão nossa caracteristica de sermos um "povo manso"...que come e cala, bovinamente, desde o mais inculto até á mais iluminada elite, os desmandos dos politicos baixos que temos tido.


Esta sim, é a "falta de nervo" que nos condena.


Olhe que na Islandia não faltou nervo para por o pais a crescer.
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De Rui Crull Tabosa a 02.11.2012 às 22:11

Não discordo de si quanto aos erros que, no passado e desde o 25/4, todos os governos cometeram e creio que o tenho abundantemente expliciatado.
quanto ao presente, a questão de não ter aumentado os impostos é sempre interessante, mas sabemos bem que, se essa subida não tivesse ocorrido, o défice teria certamente ultrapassado os 10%. E mais: a tal troika teria chumbado a avaliação (a 2.ª ou a 3.ª) e o dinheiro acabava automaticamente e qualquer um pode imaginar o que sucederia.
É triste a nossa situação de protectorado? Sem dúvida, mas fomos nós que, pelos erros que cometemos ou permitimos, no colocámos nessa situação.
O resto é conversa bonita mas conversa.
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De makarana a 03.11.2012 às 14:47

"empre interessante, mas sabemos bem que, se essa subida não tivesse ocorrido, o défice teria certamente ultrapassado os 10%"


O que sabemos bem, rui,é que no lugar de aumentar esses impostos, podiamos ter descido a despesa no mesmo nivel.
Mas não sei se teriamos o défie em 10%.O rui ja ouviu falar em curva de laffer? É que me parece que ao contrario do que diz, esse aumento de impostos veio descer as receitas, em vez de compensá-las.E foi insistir na politica economica do ps
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De Rui Crull Tabosa a 03.11.2012 às 16:33

Não deixo de registar a curiosidade de se exigir que o Governo tivesse feito em ano e meio o contrário do que os restantes fizeram em 40 anos.
seja como for, a despesa já reduziu largos milhares de milhões de euros (só na saúde foram mais de mil).
Alem disso, agora que começou a falar-se de reduzir a despesa do Estado em 4 mil milhões, deve também reparar nas reacções gerais ou não?
A questão é que ou nos adaptamos ou morremos.
E falar no crescimento económico só é possível quando a dita despesa do Estado (que consome metade da riqueza nacional) for significativamente reduzida.
De resto, porque razão ainda não se ouviu ninguém apresentar alternativas sérias e suficientes para sairmos da crise?

 
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De makarana a 03.11.2012 às 18:19

"Alem disso, agora que começou a falar-se de reduzir a despesa do Estado em 4 mil milhões, deve também reparar nas reacções gerais ou não?
A questão é que ou nos adaptamos ou morremos.
E falar no crescimento económico só é possível quando a dita despesa do Estado (que consome metade da riqueza nacional) for significativamente reduzida."


Sim claro, nada a contrapor.Mas se isso tivesse começado a fazer no ano passado ou este ano, o estado não estaria a comer tanto dos nossos bolsos.É que rui: há 2 formas de resolver: uma é aumentar os impostos, e outra é descer a despesa do estado.Como a 1ºnao fracassou monumentalmente, vamos ter que optar pela segunda.Ninguém exige fazer em 1 ano, o que nao se fez em 40.O que se exige é que os senhores(psd) cumpram aquilo que prometeram nas eleições,e que não façam promessas incumpriveis.É pedir assim tanto?
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De Rui Crull Tabosa a 03.11.2012 às 19:26

Se acaso se tivesse falado ainda em 2011 em fazer cortes na ordem dos 3% do PIB - os tais 4 mil milhões - teria havido uma revolta geral.
Paradoxalmente (e creio que involuntariamente) só é possível à generalidade das pessoas aceitar esta reestruturação do Estado que passe pelos tais cortes gerais, profundos e permanentes na despesa do estado, como consequência da própria redefinição das funções deste, depois de todos termos sofrido pesados aumentos de impostos para se perceber que não se pode ir mais por esta via, além da mesma nem sequer ser suficiente.
Só sabendo e sofrendo o aumento de impostos é que se aceita melhor a outra via que, não se duvide, irá obrigar a uma alteração do próprio paradigma do serviço público. Agora talvez se perceba melhor que o Estado não tem de ter quase o exclusivo do sistema de ensino não superior, podendo antes passar os tais 'cheques-ensino' de que se falava há uns anos e que davam liberdade de escolha aos pais que a quisessem, agora talvez se perceba melhor o problema da TAP ou da RTP, agora que estamos a pagar começamos a estar preparados para resistir à demagogia esquerdista da cristalização do Estado socializante.
Dito isto, claro que nem tudo é perfeito, mas é mil vezes preferível à loucura daqueles que nos arruinaram no passado com investimentos inúteis e sumpruários, como os aeroportos de Beja, as SCUt e por aí fora.
Se perdermos o nervo, aí sim, estamos bem tramados e vamos comer o pão que o diabo amassou.
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De makarana a 03.11.2012 às 20:16

"aradoxalmente (e creio que involuntariamente) só é possível à generalidade das pessoas aceitar esta reestruturação do Estado que passe pelos tais cortes gerais, profundos e permanentes na despesa do estado, como consequência da própria redefinição das funções deste, depois de todos termos sofrido pesados aumentos de impostos para se perceber que não se pode ir mais por esta via, além da mesma nem sequer ser suficiente."
Não sei se tinha havido essa revolta toda, uma vez que o programa eleitoral do psd era até muito bom(pena foi tger sido logo mandado para o lixo!), programa eleitoral que prometia uma direcção liberal na economia,
As pessoas não perderam o nervo,aliás, o senhor disse isso como se o nosso povo não fosse um povo de mansos que aceita tudo e mais alguma oisa que os politicos façam.E foi assim que aceitaram o bombardeamento fiscal do ano passado.Não culpe o povo portugues pela politica económica pouco eficaz que gaspar e passos implementaram.O governo portugues cumpriu, o governo é que esteve em falta.
Mas fico satisfeito pelo rui reconhecer que as coisas falharam, e que é preciso mudar de politicas e de rumo.Em vez de massacrar os nossos bolsos, faça-se uma redução valente do estado, e dos impostos.A economia agradecerá .Mais vale tarde que nunca!
Nota: de que governo veio a "politica de betão" e que politico no contra-informação(lembra-se deste maravilhoso programa?) era conhecido como o betoneira amaral? E quem é responsável pela ppp chamada lusoponte e hospital amadora sintra?


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