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Síndrome de Estocolmo?

por Rui Crull Tabosa, em 30.10.12

O Partido Socialista – ninguém o esqueça – governou Portugal 13 anos nos últimos 17.

Nesse período aumentou assustadoramente a despesa do Estado, duplicando os gastos do Serviço Nacional de Saúde, criando sindicatos de voto com o Rendimento Mínimo Garantido (uma prestação não contributiva de incentivo à parasitagem social), hipotecou as gerações futuras com dezenas de parcerias público-privadas, implicando custos de dezenas de milhares de milhões de euros, mas muitas delas eufemísticamente vendidas como sem custos para os utilizadores. Só nos últimos 3 anos da famigerada governação Sócrates duplicou a dívida pública, que aumentou em mais de 80 mil milhões de euros, uma dívida astronómica superior ao próprio programa de assistência internacional que, no fim da festa, o anterior Governo teve de assinar para garantir o pagamento de salários, pensões e o próprio funcionamento da máquina do Estado.

Sei bem que antes de Guterres muitos erros foram também cometidos, não raro por quem agora cinicamente alija responsabilidades próprias chorando lágrimas de crocodilo pelo povo que antes enganou e cujo futuro também comprometeu.

Mas a responsabilidade maior, essa é de um PS desavergonhado que confia na memória bovina do vulgo para escapar ao julgamento em que a História seguramente o condenará.

Por mim não tenho ilusões: se comunistas e bloquistas se portam como autênticas hienas, salivando com as dificuldades que muitas famílias enfrentam, este PS está também claramente do lado do quanto pior melhor.  O vazio de ideias de Seguro só tem paralelo com a fraqueza que o mesmo exibe perante os insuportáveis sócratinhos que se babam no plenário de S. Bento.

Contarmos com o PS é o mesmo que uma vítima pedir ajuda ao seu agressor.

Esperar do PS, do partido que arruinou Portugal e nos levou à bancarrota, qualquer contributo útil, sério ou exequível, é como a cegonha acreditar nas intenções filantrópicas da raposa.

O que hoje Fernando Ulrich disse sobre os riscos de uma séria degradação das condições sociais, económicas e financeiras do País, e que tantos imbecis se esforçam por ridicularizar ou apenas zurzir, é apenas o aviso do bom senso, do que nos pode acontecer se ouvirmos o facilitismo e ignorarmos a realidade.

E a verdade é que, por muito que custe à gerontocracia do regime e à esquerda em festa, o Mundo não nos deve a existência nem se compadecerá se nos não adaptarmos às nossas possibilidades.

Quanto mais tarde o percebermos, pior, e foi isso que disse Ulrich.

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27 comentários

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De Fernanda a 30.10.2012 às 23:53

Mais uma explicação para o que disse Ulrich.


Isto hoje está animado.




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De Luís Santos a 31.10.2012 às 00:11

Muito bom Rui Crull Tabosa. É desta forma que temos que "acordar" os portugueses. O dinheiro não cai do céu, será que essas alminhas Socráticas não compreendem? Fernando Ulrich fala sem papas na língua e os pacóvios dos jornalistas correm logo que nem um rebanho ofendido para as redações, para cozinharem as mentes dos portugueses...
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De Mata-bicho a 31.10.2012 às 09:52

"O que é que interessa Portugal não entrar em falência, se no fim vamos estar todos mortos?", questionou Manuela Ferreira Leite.
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De Rui Crull Tabosa a 31.10.2012 às 10:52

Se uns não se tivessem locupletado com reformas douradas ou aprovado leis a aumentar em 30% os salários dos funcionários públicos ou estabelecido pensões atendendo apenas às contribuições do último ano, dos melhores 5 dos últimos 10 ou dos melhores 10 dos últimos 15, então, sim, a pergunta teria sentido e legitimidade.
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De Deliras a 31.10.2012 às 12:05


30%?!?!?!
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De Rui Crull Tabosa a 31.10.2012 às 12:19

Informe-se sobre os aumentos dos anos de 1988 e seguintes e não seja ignorante.
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De Deliras a 31.10.2012 às 13:01

Estamos em 2012, Agora é que se vem lembrar o que se passou em 1988?!?!?!?

E fá agora:
Foi Cavaco Silva, enquanto chefe de Governo, quem criou o 14.º mês dos pensionistas.
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De Rui Crull Tabosa a 31.10.2012 às 13:05

Não, eu lembro 1988 quando quem lá esteve se esforça por esquecer. Só isso, por uma questão de decência.
É que foram 40 anos de regabofe que nos truxeram à bancarrota e não aprenderemos nada com a situação se não olharmos para as razões que nos levaram aqui.
É fácil dizer mal do Passos, mas também é próprio das bestas queixarem-se só da dor e não das causas desta a fim de evitarem reincidir.
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De Jmario a 31.10.2012 às 14:53

Concordo. O "monstro" nasceu logo nesse tempo. Os governos posteriores continuaram a engordá-lo como se não houvesse amanhã. Agora teremos que pagar a factura...
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De Deliras! a 31.10.2012 às 13:03

Estamos em 2012, só agora é que se lembram os aumentos de 1988?!?!

E já agora:

Foi Cavaco Silva, enquanto chefe de Governo, quem criou o 14.º mês dos pensionistas.
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De Pedro a 31.10.2012 às 13:34

30% Está a somar os aumentos nominais da função pública desde 1988?? Meu caro, o poder de compra dos funcionários públicos era maior em 1988 do que agora. Diga tudo, não se fique pelas meias verdades, isso não é honesto. Ninguém sério faz as contas como você faz. No mundo real, devem ter-se em conta os aumentos de impostos e a taxa de inflação, ou seja, com o que fica na carteira.

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De Rui Crull Tabosa a 31.10.2012 às 14:07

Não, estou a refereir a revalorização das carreiras da administração pública então efectuada. Não estou evidentemente a somar aumentos salariais sucessivos.
Que se fica pelas meias verdades?
Devolvo-lhe pois os epítetos de falta de seriedade e de honestidade, que são, isso sim, características suas.
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De Pedro a 31.10.2012 às 14:26


Diga lá então a lei, ou leis, que aumentaram em 30% os salários dos funcionários públicos, através da revalorização de carreiras. A não ser com os aumentos nominais anuais, nenhum funcionário público foi aumentado 30%.
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De John a 31.10.2012 às 10:39

FU a PM!
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De Mata-bicho a 31.10.2012 às 12:11

O conselheiro de Estado e ex-presidente do PSD Marques Mendes classificou o aumento de IRS proposto pelo Governo como um "assalto à mão armada" aos contribuintes, que "mata" a classe média.


"Isto é um assalto fiscal. Não é um agravamento fiscal, nem um aumento fiscal enorme como dizia o ministro das Finanças, isto é uma espécie de assalto à mão armada ao contribuinte", declarou na noite de quinta-feira ao canal de televisão.


Segundo Luís Marques Mendes, o aumento do IRS  "é uma brutalidade" para a classe média.

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De Rui Crull Tabosa a 31.10.2012 às 12:21

O problema é que quem fez o assalto foi quem endividou o País dup+licando a dívida e fazendo PPP que custarão perto de 50 mil milhões de euros.
Olhar para as consequências e não para as causas é um evidente sinal de 'enteligência'...
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De Mata-bicho a 31.10.2012 às 14:13

O PPD/PSD só teve lideres muito enteligentes.
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De Rui Crull Tabosa a 01.11.2012 às 09:21

Até duplicaram a dívida pública... ughh
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De O Falso Rei das Pampas a 31.10.2012 às 12:14

O dinheiro de que o Ulrich dispõe não cai do céu.
Sai dos nossos bolsos, de onde os Passos e Gaspares ajudam a roubar.
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De Rui Crull Tabosa a 31.10.2012 às 12:22

Claro, o Socas e o Tonecas é que davam ós pobres...
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De O Falso Rei das Pampas a 31.10.2012 às 22:27

Muito amigos do Barroso - lembras-te do "porreiro, pá"? - sempre desgovernaram o país com a ajuda da banca.
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De Pedro a 31.10.2012 às 13:58

"dezenas de parcerias público-privadas" nos governos PS? Mentira. O Rui Krull Tabosa, que tanto gosta de dizer as verdades nuas e cruas, devia saber que não foram dezenas nos governos PS e lembrar a Lusoponte e outras dos governos PSD. Diga lá quantas PPP dos governos PS e quantas anteriores, e qual o impacto da lusoponte para as contas públicas.
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De Luis a 31.10.2012 às 15:33

30 %?


?
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De Rui Crull Tabosa a 31.10.2012 às 18:37

Mentira???
Das 37 PPP existentes em 2011, principalmente no sector rodoviário, informe-se sobre quantas foram lançadas pelo camarada Sócrates e já antes por Guterres e o famigerado ministro Cravinho, o pai das SCUT.
Se tiver dificuldades comece por este relatório da DG Tesouro e Finanças de 2011: http://www.dgtf.pt/ResourcesUser/PPP/Documentos/Relatorios/2011/Relatorio_PPP_2011_15_Julho_revisto_SS.pdf

Já não se lembra das inaugurações de SCUt's com as tendas e as 'hospedeiras de Portugal' a abrilhantar as festanças dos Governos PS? Saiba que só a antiga ministra Ana Jorge torrou 50 mil euros no lançamento da 1.ª pedra do futuro (?) hospital de Faro, que ser á construído daqui a uns 50 anos...
Quanto à Lusoponte (que não defendo) , a contraprestação do Estado assenta fundamentalmente na concessão das portagens da ponte velha. Seja como for, creio que os seus encargos não ascenderão a 50 mi milhões de euros, como decorre das demais PPP.
Acusa-me de dizer mentiras? Falta de vergonha é o que o sr. tem a defender aqueles que arruinaram Portugal e nos levaram à bancarrota.
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De Pedro a 31.10.2012 às 20:02

Falou em "dezenas" em governos PS. Faça uma lista dessas dezenas de PPP lançadas em governos PS e depois uma lista das dos governos PSD, bem como os encargos comparativos de cada uma, incalindo a lusoponte.
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De Rui Crull Tabosa a 31.10.2012 às 20:49

Como deve imaginar, não lhe vou fazer as contas de algo óbvio, como poderá ver em post autónomo, em que os governos ps lançaram 80 ppp contra 8 do psd/cds (bem mais do que eu pensava, aliás, pelo que lhe agradeço a ajuda).

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