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I Love Fernando Ulrich

por Maria Teixeira Alves, em 30.10.12

 

As pessoas não perceberam e mais uma vez ofuscaram-se apenas com as palavras  e não com a mensagem completa. O que Fernando Ulrich quis alertar é que não vale a pena dizer que não aguentamos com mais austeridade, para travar a actuação do Governo, porque a verdade é que se houver mais austeridade, que remédio temos nós senão aguentar. A Grécia aguenta, que remédio tem ela, com montras partidas ou não. É isto que Fernando Ulrich quer dizer. É um aviso. Se isto não resultar vem mais austeridade e não há nada a fazer, não depende de políticos A ou B.

Venham soluções europeias, uma mutualização de parte de todas as dívidas dos países, uma inflação do euro, o que for preciso. Não vai ser possível manter o euro com assimetrias tão grandes nas contas públicas de cada país.  A economia não é uma disciplina da filosofia moral, não obstante ter nascido daí com Adam Smith. 

 

O vídeo de Fernando Ulrich

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20 comentários

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De Fernanda a 30.10.2012 às 23:30

Eu fui uma das pessoas que não entenderam à primeira.


Mas agora, depois de ler este texto explicativo, percebi.


Fernando Ulrich é assim como um Bank Owner Whisperer - calm and assertive.


O resto do pessoal deverá ser calm and submissive.


Também gosto muito de ver o The Dog Whisperer.
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De Anónimo a 30.10.2012 às 23:35

"A economia não é uma disciplina da filosofia moral"


Eu diria, assim muito terra-a terra, que a economia não deve ser uma coisa pouco higiénica e imoral. Para não termos de repetir o "É a economia, estúpido!"
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De Joao a 30.10.2012 às 23:47

Já agora, pode informar-se sobre o que é que o nosso 1º ministro quer dizer com "refundação"?


As pessoas também não perceberam lá muito bem.







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De Espere a 31.10.2012 às 08:53

Isabel Diana de Bettencourt de Melo e Castro dá-lhe o arroz.
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De Eheh a 31.10.2012 às 10:12

.

Despacho n.º 5776/2011
Nos termos dos artigos 3.º, n.º 2, e 16.º, n.os 1 e 2, do Decreto-Lein.º 28-A/96, de 4 de Abril, nomeio consultora da Casa Civil Isabel Diana Bettencourt Melo de Castro Ulrich, funcionária do Partido Social Democrata, com efeitos a partir desta data e em regime de requisição, fixando-lhe os abonos previstos nos n.os 1 e 2 do artigo 20.º do referido
diploma em 50 % dos abonos de idêntica natureza estabelecidos para
os adjuntos.
9 de Março de 2011. — O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva
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De Maria Teixeira Alves a 31.10.2012 às 12:22

Não preciso de dizer que obviamente o sentido do "I love Fernando Ulrich" não é esse. É no sentido de adorar a coragem da frontalidade nas intervenções públicas. 
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De Fernanda a 31.10.2012 às 15:28

Ah, bom, Maria!


Assim fico mais esclarecida. 


Ai, benzósdeus!
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De Pois sim a 31.10.2012 às 17:13

Disfarce, disfarce.
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De Rosa a 31.10.2012 às 10:21

Eu não entendo como a Maria não percebe como as palavras do Ulrich são ofensivas. Não percebe que aquilo não se diz? Como é possivel que não perceba? Ele diz que as pessoas na grécia ainda estão vivas. Sabia que a taxa de suicídios subiu e muito na Grécia por causa da crise? Sabe o Ulrich, ou sabe a Maria, o que é viver sem conseguir comprar medicamentos ou tratamentos médicos, ou de ter recorrer á caridade para comer e dar de comer aos filhos? A Maria pode gostar de homens como o Ulrich, frios, implacáveis e arrogantes. Muitas mulheres gostam de homens assim. Mas olhe que a crise pode também chegar a si, pode ter de viver com 300 euros por mês, ou nem isso e ir pedir, e então, vai ouvir. "Maria, não seja piegas, aguente". Custa-lhe ouvir isto? Aguenta.
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De Maria Teixeira Alves a 31.10.2012 às 12:19

Mas o sentido das palavras do FU não é esse do "não seja piegas aguente". Não sejam burros (passo a expressão) o que ele quer dizer é precisamente o contrário. O que ele quer dizer é: não brinquem com o fogo, porque a alternativa é muito pior. Não queiram ser a Grécia. Não se ponham a travar as medidas do Governo que por muito duras que possam ser, podem ainda ser muito piores se virarmos as costas à troika. E não venham com o argumento que o povo não aguenta a austeridade, porque esse argumento é falso como o prova a Grécia. Infelizmente o limite da austeridade está longe. É isso que ele quer dizer. Pode soar a muito mau, mas é preciso ser atento a tudo e não só a sound bytes. Este país vive nos sound bytes. Acordem. Depois das eleições na Alemanha talvez surjam medidas a sério para salvar a Europa, até lá Portugal não pode virar as costas à troika.
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De Rosa a 31.10.2012 às 12:52

Maria, gosta desse tipo de franqueza insensível, que lhe falem como fala o Ulrich? Que lhe digam "aguenta"? Pois bem, você não sabe nada. Não sabe o que é viver da caridade, como muitas pessoas já cá vivem e na Grécia. Não sabe o que é a depressão por não poder comprar medicamentos e ter tratamentos médicos, como acontece cá na Grécia. Não é só o não ter dinheiro, é as novas regras na Grécia de que findo um certo periodo no desemprego, deixa de se ter acesso ao SNS. Cá chegará e você e o Ulrich dirão "aguenta". Não sabe o que é ir viver para a rua, como aconteceu já a muitos gregos. Muitas pessoas já ultrapassaram o limite, ao contrário do que diz. Já há pessoas a suicidarem-se por causa disso e muitas outras em depressão profunda, cá e lá. Qual é o seu limite, Maria? Conhece-o? Pode perdoar-se-lhe a arogãncia, não se lhe perdoa a ignorância. Burrice é isso. Fique-se pelo "Aguentem e não chorem que têm de sofrer, porque não há alternativa", é mais honesto. Não me venha com o "vocês não estão a sofrer tanto como isso, porque o limite está longe".
Outra coisa: o Ulrich aguenta bem, sabe porquê? Porque o seu salários e rendimentos são assegurados e bem assegurados pelo financiamento externo. Está a ganhar com a crise. Comprar dinheiro a 1% e vendê-lo a 6% aos estados é uma mina.
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De Maria Teixeira Alves a 31.10.2012 às 15:51

Concordo com a sua última frase (comprar dinheiro a 1% e vendê-lo a 6%). Mas mantenho o que disse antes. Agora pergunto-lhe qual é a alternativa? Tem alguma? Qual é?
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De Rosa a 31.10.2012 às 16:19

A alternativa é o Ulrich não ser parvo e a Maria saber do que fala, informando-se, porque obviamente, não sabe o que se passa na Grécia, nem em Portugal. Por enqunto, de Portugal a Maria só conhece gráficos, o que, estranhamente, não a impede de fazer juízos sobre os sacrifícios de pessoas concretas, como se os conhecesse. A Maria acha o Ulrich o máááximo. Eu acho que ele seria decente e honesto se dissesse claramente que está a beneficiar com a miséria dos outros. Gosto de homens honestos, não gosto de homens hipócritas.

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De Maria Teixeira Alves a 31.10.2012 às 17:11

Ai que manhosa.... que resposta tão manhosa. A alternativa para Portugal s.f.f.?
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De Rosa a 31.10.2012 às 17:53

Maria, quantos links quer com alternativas? de economistas, politicos, etc, portugueses e estrangeiros, publicações nacionais e estrangeiras, incluindo de prémios nobel, a propôr politicas alternativas para a solução da crise? Quantos quer? Só por cá alguns comentadores falam em "inevitabilidade". É um caso único no mundo em que comentadores e politicos acham que só há um caminho possivel. A Maria, a única coisa que conhece são os comunicados do conselho de ministros e o que dizem os ministros nas conferências de imprensa. Não lê mais nada, não se interessa por mais nada. Os outros não lhe interessam. a Maria não quer que lhe dêm alternativas, a Maria já pelo menos ouviu falar que outros têm alternativas. A Maria, só está interessada em dizer que essas alternativas não lhe interessam. A Maria acredita que o défice em 2014 vai ser de 2.5, como lhe dizem. Se amanhã o Gaspar ou o Passos disserem outra coisa, a Maria vai acreditar piamente nessa outra coisa, e assim sucessivamente.
Eu, como acho que a Maria sabe pesquisar, não lhe vou fazer a maldade de lhe transcrever aqui textos com alternativas.
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De Rosa a 31.10.2012 às 19:56

Maria, vou-lhe dar um pista muito simples, a ver se percebe. Subiram os impostos, certo? Ora, a cobrança de impostos, que já teve uma quebra grande até Setembro, vai ainda diminuir mais, o IRC, o IVA e o IRS.  O governo pensava que as receitas resultantes dos impostos iam crescer. Não vão, pelo contrário. Entra aqui um factor de lógica. Mais impostos, falências, falências, menos impostos cobrados. Está-me a seguir? Portanto, diga comigo: há uma alternativa para a estupidez.
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De Anónimo a 01.11.2012 às 10:21

Comentário apagado.
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De Maria Teixeira Alves a 01.11.2012 às 10:24

Portugal tem um défice orçamental para financiar, não podendo ir aos mercados, só tem um caminho. Ou corta na despesa ou corta na receita. Na despesa está limitado pela Constituiçao. E lembro que 70 pct da despesa são salários. Por isso só pode ir pela receita e assim sendo tentou ser progressivo, Eu detesto pagar mais, mas sei que se assim não for, o equilibrio das contas faz-se à bruta. Deixando o Estado de ter dinheiro para pagar a função publica, deixa de ter despesa. Fica logo com superavit orçamental. Mas aí morre muita gente doente e de fome. O limite da austeridade está muito longe, infelizmente. É preciso um plano merkel é esperar pelas eleições alemãs para ver como se resolve o problema da Europa.
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De Alma Peregrina a 31.10.2012 às 20:03


Pode continuar a repetir o mantra de que não há alternativa. Já lhe dei muitas alternativas. Mas, como dizem os socialistas: "Uma mentira repetida várias vezes, torna-se verdade".

E Ulrich tem razão... aguenta-se mais austeridade. Nomeadamente, a austeridade que o próprio Ulrich ainda não experimentou. Tirar aos bancos comerciais a possibilidade de criarem dinheiro ex nihilo e acabar com os bail-outs, para eles sentirem na pele as palavras deles sobre o "Mercado Livre", "cortes salariais" e outras...

A Economia não é uma disciplina da filosofia moral? Se calhar a crise vem daí...
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De Alma Peregrina a 31.10.2012 às 20:05


http://cronicasdeumaperegrinacao.blogspot.pt/2012/10/problemas-novos-alternativas-antigas.html (http://cronicasdeumaperegrinacao.blogspot.pt/2012/10/problemas-novos-alternativas-antigas.html)
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De jorge silva a 31.10.2012 às 15:43

há uma cambada de abutres que pensa que o país é deles, dizem as maiores alarvidades e nós é que nó percebemos? tenha pachorra maria

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