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Neil Armstrong - In memoriam

por João Távora, em 25.08.12

 

Quando os Neil Armstrong e Buzz Aldrin pisaram a Lua eu tinha sete anos e estava em Milfontes de férias. Nessa noite morna de Verão, como grande parte dos habitantes da vila, desci com os meus pais ao Café Miramar na Barbacã, para assistir na televisão ao acontecimento em directo. Não mais me esquecerei da emoção vivida, aquelas imagens difusas e misteriosas, as palmas, as interjeições e efusivos comentários dos adultos.

De resto lembro-me da estranheza que me causava o Jacinto, um pescador nativo amigo da família, que afirmava que tudo aquilo era uma encenação cinematográfica à boa maneira do cinema americano.  Para ele era inconcebível que o homem chegasse à Lua, talvez porque acreditasse que o satélite era feito de queijo: custa-me a acreditar que a sua opinião se devesse a qualquer dogma político.
Apesar da desilusão que senti nos anos seguintes com a perda de espectacularidade dos programas espaciais da NASA, imagino que este terá sido o maior acontecimento histórico sucedido na minha existência. Por mim continuo a imaginar com entusiasmo como será a grande aventura da expansão humana para o Espaço.
Armstrong foi o Vasco da Gama desse grandioso projecto. O Sítio onde chegou hoje ainda é mais alto. Ganhou perspectiva. Paz à sua alma.
Texto adaptado daqui



5 comentários

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De fg a 25.08.2012 às 21:28

Como sempre gosto de ler as suas memórias.
Cá em casa, a televisão tinha avariado na véspera e fomos a casa de amigos. O sono venceu-nos e adormecemos pelos sofás, mas vieram acorda-nos quando estava quase. Lembro-me muito bem das imagens "difusas e misteriosas".
Há poucos meses, alguém com um mestrado dizia-me, com um ar superior que tinha sido tudo um "fake". Creio que estamos a entrar numa idade estranha.
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De João Alves a 26.08.2012 às 00:32

Gostei do seu texto com um senão. A comparação com Vasco da Gama. Mais uma vez o obreiro fica esquecido para que brilhe o resultado. Gama chegou a um sítio conhecido desde sempre. Bartolomeu Dias, como Armstrong, chegou onde ninguém tinha chegado. Dias é que merecia estar na sua comparação. Cumprimentos.
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De Maria Araújo a 26.08.2012 às 13:08


Imagengs inesquecíveis.
Gostei deste retrato histórico.
Parabéns
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De Sofia Sequeira a 26.08.2012 às 15:17

" O Sítio onde chegou hoje ainda é mais alto. " - Adorei!
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De Manuel Pereira de Sousa a 27.08.2012 às 11:39

Eu não tive a oportunidade de assitir a tal acontecimento por ter nascido muito tempo depois. Mas há acontecimentos que me incomodam por existir verdades e mitos que se criaram em torno disso. Eu decidi escrever sobre o assunto no meu blogs. Leiam e comentem de vossa justiça em: http://bloguedomanel.blogs.sapo.pt/16366.html 

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