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(...) O colapso da ideia de progresso universal e quase mecânico é, na minha opinião, um bem. Veio desfazer as ilusões criadas por uma esperança insensata. Imaginar que bastaria o esforço e o sacrifício de uma ou duas gerações para alcançar a harmonia e a justiça foi, na verdade, uma ilusão perniciosa. Teve o efeito perverso de sugerir que o sacrifício temporário garantiria um resultado definitivo e feliz. A crença no progresso constante foi um engano porque pressupõe a superação do tempo e a supressão da liberdade. Com efeito, o tempo traz consigo o envelhecimento e a morte. E a liberdade tem como contrapartida a possibilidade de escolher o bem, mas também a violência, a opressão e a crueldade. Ora o homem não pode viver sem tempo e sem liberdade. Tem de morrer para dar lugar a outros homens. Tem de conquistar a sua dignidade de forma livre e consciente. Estas imposições do próprio ser trazem as desigualdades e a morte. Daí a necessidade de reparar o mal que ambas implicam. Só se pode imaginar a vitória definitiva sobre os males fundamentais quando se esquece a própria condição humana. (...)
José Mattoso – In Levantar o Céu, – Temas e debates, Circulo de Leitores
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