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Os amiguinhos agradecem e sorriem

por Vasco M. Rosa, em 27.04.12
 

A Casa Fernando Pessoa acaba de anunciar que vai fazer um colóquio sobre Orlando da Costa. Não tem um livro editado, não se fala dele, nem haveria especial necessidade ou motivo, talvez uma minúscula nota de rodapé na história literária — mas o facto de ser o pai de António e Ricardo Costa, que mandam na CML e num semanário de província, parece bastar para que o ressuscitem.

Vão fazer outro em atenção a José Osório de Oliveira? Deve ser!

Vivemos dentro dum pântano de pequenos poderes absurdos, troca de favores de pandilhas, perante a complacência generalizada dum povo ignorante que assiste distraído a esta opera bufa.



13 comentários

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De Monco Caído a 27.04.2012 às 16:47

Estive a ver e parece que é primo de José Castelo Branco, o que deve ajudar.
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De Adenda... a 27.04.2012 às 16:48

Claro que percebi que é outro, mas a coincidência de nomes é engraçada...
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De Rodrigo Robustinho a 27.04.2012 às 17:14

Muito bem. Um texto lúcido e sem complacências cobardes.
É preciso, cada vez mais, falar alto e claro e, com serenidade mas vigor, desmascarar estes e outros parceiros da panelinha pós-queirosiana em que pretendem nos deixemos estar mergulhados. Estes "fazedores administrativos de talentarrões " não podem continuar a dominar a praça. A possível verdade e a decência não podem ser negociáveis!
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De tric a 27.04.2012 às 20:11

nunca percebi a existencia de uma Casa Fernando Pessoa que vive com dinheiros do Estado e que Camões não tenha direito a nadinha...é certo que Fernando é coqueluxe inspiradora ai da nossa direita e esquerda modenaça, mas...haja sentido da realidade!! Camões é o Supra-Sumo e nem uma casinha...para um grande colóquio sobre uma das mais geniais personalidades portugueses do seu tempo, Tomé Feteira! Os Costas bem vistas as coisas tem arruinado Portugal...o mais velho, com o apoio incondicional a Socrates e o mais novo, que como director da SIC, a unica coisa que fez foi ocultar a realidade portuguesa e substitui-la por fantasia...até que um dia a realidade veio ao de cima e a tragédia entrou pelo olhos adentro...A Casa Fernando Pessoa devia-se chamar Casa Camões e Cãmoes como Grande que foi não se importava de dar a Pessoa uma salita lá na casa...
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De xico a 27.04.2012 às 23:15

Não sou literato nem coisa parecida. De Camões nem os Lusíadas conheço na totalidade. Mas comparações destas são um pouco estapafúrdias. Porque razão Pessoa não pode ser tão grande como Camões? É que sinceramente acho que Pessoa merecia muito mais que uma salita na casa de Camões. Julgo mesmo que ambos teriam de partilhar o salão nobre.
E não se trata de coqueluche. Ainda sou do tempo em que Pessoa era uma espécie de persona non grata para a esquerda. Só quando perceberam que o mundo inteiro falava em Pessoa é que abriram os olhos. Mas não seríamos portugueses se assim não fosse.
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De tric a 28.04.2012 às 13:17

Nã...Camões é o Best...nada de misturas!
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De Aion a 29.04.2012 às 12:23

Também acho. Um génio ...
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De hajapachorra a 29.04.2012 às 02:37

Outra vez a lengalenga de lá fora é que nos apreciam; nada disso, ó pazinho, quem 'falou primeiro' de Pessoa foram os portugueses, um português, aliás, muito detestado pelas esquerdas, João Gaspar Simões de sua graça. E sim, Camões é outra loiça, noutra língua, é certo, e por isso não apreciais. mas se vos der, sei lá, «as rosas amo dos jardina de Adónis» do vosso tão amado misantropo também não pescais nada, nem uma porra de um verso. Ovelhas não são para mato e os costas deviam era ter vergonha e dizer à rebelo pinto com mestrado que o paizinho não precisa de nada disso. Aliás, uma trapalhada da Pedrosa não honra ninguém.
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De xico a 29.04.2012 às 11:54

Quando falei da lenga-lenga do lá fora é que nos apreciam foi precisamente uma crítica a quem só reconhece os bons quando os de foram falam nele. Foi o caso da esquerda que durante muito tempo ostracizou Pessoa. E nada do que eu disse pretende ser loas a Pedrosa. Não quero saber nem nunca pus os pés na "casa" de Pessoa. Agora sacralizarmos de tal forma Camões que mais ninguém lá consegue chegar ou ultrapassar é que me parece um pouco tonto. Para mim, Camões, Pessoa e Bocage, podem muito bem sentarem-se os três à mesa e jogar a bisca lambida que todos têm trunfos.
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De Maria Inês a 29.04.2012 às 12:30


Concordo em absoluto. Gostei da esquerda modernaça que assenta que nem uma luva à dona Inês Pedrosa, mais uma "iluminada", muito convencida, da nossa praça.
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De Jorge Gaillard Nogueira a 28.04.2012 às 12:51

Faz sentido uma casa Fernando Pessoa, como faria uma casa Camões. Como fariam sentido algumas outras. O problema está na estrutura e na forma como são ou não são geridas e orientadas. Tal como está, a meu ver, a casa Fernando Pessoa é um exemplo típico do ambiente que nos fulmina: um lugar para passar não a poesia nem a qualidade da grande escrita e da grande comunicação qualitativa mas sim mais um sítio para uma específica "nova diplomacia" estribar os seus truques intelectuais e de relação. Em suma: é tudo o que Fernando Pessoa e Camões não eram, tanto em corpo como espírito. E a tristeza está nisto precisamente e nisso reside o que faz indignar.
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De Cláudia Pereira a 17.05.2012 às 22:16

O Orlando Costa ganhou o prémio literário da Academia das Ciências, Ricardo Malheiros, em 1961, com o livro Signo da Ira. Escreveu o primeiro romance português sobre a Índia Portuguesa no século XX e teve a coragem e a arte de denunciar a desigualdade social de Goa durante o colonialismo português. Os livros dele são poéticos, profundos e etnográficos e têm um profundo impacto na minha vida, pela sensibilidade como me fazem olhar as pessoas à minha volta. Só depois de ler livros dele soube que ele era pai do António Costa e Ricardo Costa. Na verdade, acho que o Orlando Costa tem sido relativamente esquecido e a deveriam haver mais homenagens pelo seu valor literário, para além das teses de mestrado e de doutoramento que foram feitas em Portugal e no Brasil sobre a sua obra. Partilhamos ideias diferentes, mas gostaria de deixar a minha opinião. Tudo de bom.
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De Anónimo a 07.12.2012 às 17:44

Orlando da Costa, nasceu em Lourenço Marques, actual Maputo, em 1929, numa família goesa. Foi criado em Margão, vindo para Lisboa, com apenas 18 anos, em cuja Faculdade de Letras se licenciou em Ciências Histórico-Filosóficas. Ficcionista, dramaturgo e poeta, publicou uma dezena de livros, dos quais saliento os romances «O Signo da Ira» (1961), «Podem Chamar-me Eurídice» (1964), «Os Netos de Norton» (1994) e «O Último Olhar de Manú Miranda» (2000).

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