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Quem nos livra destes comentadores políticos?

por Maria Teixeira Alves, em 24.03.12

Estava en passant a ver o congresso do PSD e, de repente, eis que surge na minha televisão um tal de Pedro Adão e Silva. Tinha ar de quem ia dizer qualquer coisa sensata, e zás, sai-lhe uma imbecilidade. Diz qualquer coisa como "o primeiro-ministro não tem estratégia para o país, e veio dizer que queria fazer mudanças estruturais no país, o que é uma coisa muito perigosa..."

I beg your pardon?! Fazer mudanças estruturais no país é uma coisa muito perigosa?! Também dobrar o Cabo da Boa Esperança era perigoso, e no entanto...

Ainda teve o topete de tentar encontrar contradições nos discursos dos políticos (inventar contradições nos discursos é uma desonestidade intelectual tão banal) quando o próprio, naquela "infantil" análise, entra em contradições. Ora diz que o PM não tem estratégia para o país e logo de seguida critica que se queiram fazer mudanças estruturais no país.

Aquele comentador político não tem uma ideia. Maravilhosa estupidez!

Meu Deus, quem nos livra desta falta de sabedoria que infestou o país?



11 comentários

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De Marquesa de Fajoses a 24.03.2012 às 08:48

Quem nos livra? A menina está a perguntar-nos QUEEEEMMMM????

Ó meu Deus!!! Mas estavamos todos a contar consigo, queriducha.... NÃO?!?!?!?
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De Não vi, mas... a 24.03.2012 às 10:18

Não era o Sócrates que se gabava de ter feito reformas estruturais às dúzias?

Só se pode concluir que o próprio Adão percebe que afinal foi só propaganda, pois fazê-las seria muito perigoso.

Mas acho que uma pelo menos fez: pirou-se para Paris, onde leva vida à Vale e Azevedo. Isso é obviamente uma reforma estrutural.

 
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De anónimo a 24.03.2012 às 12:30

Não aprecio. Além de convencido é muito parcial.
É dos tais fulanos a quem deram muita importância e ... será que tem categoria para tal?
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De xico a 24.03.2012 às 13:04

Fazer reformas estruturais no país, sem ter uma estratégia, a mim parece-me uma coisa extremamente perigosa e devíamos todos impedi-lo.
Dobrar o cabo da Boa Esperança era perigoso, mas para o fazer houve toda uma estratégia bem delineada, e mesmo assim continuava a ser perigoso. Agora para que servia correr aquele perigo se não soubessemos que podíamos alcançar o Oriente e dominar o mercado mundial?
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De Maria Teixeira Alves a 25.03.2012 às 13:18

Olha... deve ser o próprio. Aqui está a ideia peregrina! Mas diga-me uma coisa, a mudança estrutural não é em si uma estratégia? Veja: acabar com o que está mal, o que trava o país, o que impede o crescimento. Para chegar a um ponto em que o Estado não gasta mais do que deve e o país não se endivida para lá do que produz, porque só assim pode investir no crescimento. Olhe, só só assim o país tem meios para apostar no desenvolvimento cultural, que cria gerações que privilegiam o conhecimento, o pensamento, que dá a auto-estima que permite a defesa de ideias próprias e a inovação, em detrimento da à intriga (política).
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De xico a 25.03.2012 às 14:22

Não, não sou o próprio, e nem conheço a figura. Nem sei se somos familiares, eu e a autora deste post, dado que partilhamos o sobrenome (vê. Há muito gente que a lê, a si). E não me viu em lado nenhum defender que as reformas estruturais não são necessárias, nem que me posiciono deste ou de outro lado em questões partidárias. Portugal precisa, urgentemente, de um rumo. Isso nem o PS nem o PSD, nos deram ainda. Depois falemos das reformas estruturais. Senão estamos como o Leopardo, é preciso que se mude para que tudo fique na mesma.
A mudança estrutural é uma estratégia? Qual? A mudança pela mudança? Ou o salário dos motoristas não está incluído nessas mudanças e não faz parte da contenção das despesas? Por exemplo.
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De Maria Teixeira Alves a 25.03.2012 às 17:39

 Mas o que é isso de um rumo? De que fala? Que rumo é esse de que as pessoas falam, um bocado sem saber bem do que se quer...
Só conheço um rumo: o caminho do bem. O caminho do mérito no ponto de chegada (e não exclusivamente no ponto de partida). O que é preciso? elites cultas para saberem distinguir o bem do mal, distinguir o bom da cópia... o bom universal em detrimento do bom para si....
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De Rui Crull Tabosa a 24.03.2012 às 16:05

Cara Maria,
Aliás, exigia-se a tal 'declaração de interesses', que, noi caso concreto, consistia em o tipo assumir que é militante do Partido Socialista.
Mudei de canal ao fim de um minuto, tal foi a desonestidade intelectual evidenciada por aquela cabecinha...
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De Vortex a 24.03.2012 às 19:42

tirou o curso de prof doutor politólogo na universidade da viúva do Bairro Alto
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De M.A. a 24.03.2012 às 22:38

Muito bom. Como me soube bem sorrir!

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