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Uma única utopia: Portugal

por João Távora, em 09.03.12

 

Somos uma Nação mal habituada ao decadente vício da autofagia. Não sei se podemos atribuir esse handicap, como afirma Henrique Raposo, ao “Instinto queirosiano” de que se impregnam as elites indígenas e que bloqueia a assunção de qualquer coisa de positiva sobre Portugal, mas uma coisa parece evidente: a aposta na promoção e dignificação dos símbolos e instituições nacionais seria um bom negócio para o País. Um projecto que pela intrínseca alteração de paradigma, exige um profundo consenso e empenhamento de todos os que “podem”, um penoso trabalho e investimento no longo prazo. Acontece que esta é a única fórmula limpa de o Estado se fortalecer sem onerar o contribuinte. Apesar de tal coisa ir contra a lógica mediática do conflito gratuito e dos resultados imediatos, esta é a única maneira de se viabilizar uma comunidade identitária, de motivar as pessoas a vestirem uma camisola da qual se possam orgulhar e pela qual possam bater, na sua cidade, família ou no trabalho.
Nos últimos duzentos anos as fracturas e a desconstrução permanente dos nossos símbolos, instituições e da nossa própria História, conduziram os portugueses à descrença, à desconfiança e à apatia generalizada. Uma mentalidade derrotista e sebastiânica que se traduz em trágicos resultados para a economia, e a prazo nos condena à extinção.
Levantar hoje de novo o esplendor de Portugal é um projecto premente para a nossa sobrevivência e uma utopia em que vale a pena investir e pela qual vale a pena lutar.  

 

* Fotografia de Homem Cardoso para o livro Navio Escola Sagres


4 comentários

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De Réspublica a 09.03.2012 às 17:57

Nos últimos 200 anos?! Olhe que 1812 não foi uma mau ano; Foi aprovada a Constituição de Cadiz, as forças Luso-britânicas derrotam as forças napoleónicas; Napoleão invadiu a Rússia, com o início do seu desaire!
Caro João a crise vem mesmo do Sebastianismo, na sua origem com o mau sangue dos Bejas... que destruíram a Fé, o Império e o povo.
Só com a restauração da verdadeira linhagem de El-Rei D. João II, embora não legítima de iures, legítima de populis, poderemos salvar Portugal.
Um dia a Nação voltará a ser Grande, mas só um Grande Rei o fará, pela Lei e pela Grei!

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