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Não, não vamos morrer em breve

por João Távora, em 01.03.12

Brilhante, Eduardo Nogueira Pinto hoje no jornal i

 

(...) A dada altura criou-se a convicção no mundo ocidental de que o único sentido da humanidade era a ascensão material, social e mesmo física. Quem subisse jamais voltaria a descer senão por força de um acidente extraordinário. O progresso, pelo menos como tendência, estava assegurado. Só que o progresso – notável em áreas como a medicina – não só não está assegurado como trouxe agarrado a si muita tralha e inúmeras dependências.

Talvez por isso veja mais sabedoria que ressentimento na tirada de Erland  Josephson. Somos piores pessoas, não no sentido ético, mas porque somos pessoas mais frágeis. Temos melhores máquinas mas uma relação mais patológica com elas. Exigimos guerras limpas quando acabámos com todos os protocolos que as institucionalizavam. Queremos, até, controlar o clima por decreto. Ah, e não vamos morrer em breve.



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