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Assalariados não produtivos

por João-Afonso Machado, em 30.01.12

Súbitamente, em Portugal, regredimos a uma discussão politico-filosófica marx-engeliana. Afinal, havia (e há) uma classe dependente profissionalmente que não participava no processo produtivo. Não eram (são) proletários, sequer são também patrões de si próprios. Onde colocá-los na dicotomia explorados- exploradores?

Marx e Engels deram voltas aos textos. Creio que acabaram posicionando-os do lado dos bons. Contra os cow-boys. E o mundo foi avançando até, aparentemente, o terminus da luta de classes. Há muitos anos que - falo de Portugal - os comunistas, à falta de tema, se dedicam aos direitos das minorias. Com proveitos, por exemplo, para a tropa gay.

Os ventos económico-financeiros mudaram, como é do conhecimento de todos. Ante o gozo da CGTP, entretanto quase esquecida.

Agora temos a Troika, a austeridade e alguns complicadíssimos problemas pela frente. O do desemprego à cabeça.

O discurso da Central Sindical rejubilou. Finalmente!

Arménio Carlos (membro do Comité Central do PCP) apressou-se a trazer à colacção a luta de classes, aquando da sua eleição para a cabeça da CGTP. Eles estão na rua, novamente! Conforme a sua vocação de origem. Não será dificil adivinhar o programa que se segue.

Somente, tenhamos bem presente - na frente da contestação não estarão os (soi disant) proletários. Como sempre - e exclusivamente - os assalariados não produtivos (prestadores de serviços?), funcionários dos sindicatos. Falemos claro: os agitadores de profissão.

 


8 comentários

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De Privatizem-se! a 30.01.2012 às 15:42

É de gente muito sacaninha fazer, como hoje a Soflusa, greve NAS HORAS DE PONTA.

Como é obvio e evidente, para obrigar a faltar os que dependem das carreiras para se dirigirem ao seus empregos, os que não têm carro ou perdem horas infinitas se utilizarem outros meios de transporte público (para os quais provavelmente nem lhes dará o passe).

E porquê? Entendem aqueles privilegiados que passar a haver uma única  empresa a operar barcos entre as margens do Tejo é um crime, o que é preciso é manterem-se duas (duas empresas a fazer exactamente o mesmo tipo de serviço e que até partilham a estação fluvial do Cais do Sodré!).

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