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A diferença entre o essencial e o acessório

por Maria Teixeira Alves, em 21.01.12

Essencial: Os juros dos títulos de dívida portugueses atingiram hoje valores recorde nos prazos a 5, 6, 7, 8, 9, 10, 15 e 30 anos. Para a maturidade a 10 anos, a ‘yield' chegou aos 14,69%, e no prazo a 5 anos, o juro chegou aos 18,54%.

Os actuais níveis recorde dos juros de Portugal mostram que os mercados estão a antecipar que Portugal vai ter de reestruturar a dívida no longo prazo. 

 

Enquanto dependermos dos mercados (e não há alternativa) isto não vai lá. Nem vai dar tempo para as medidas de austeridade serem implementadas.

 

Acessório: Declarações de Cavaco Silva sobre a Reforma, que têm sido divulgadas por aí como uma ofensa aos portugueses e aos pensionistas, a meu ver com manifesto exagero, reparem na frase: "Ainda não sei quanto irei receber. Tudo somado, quase de certeza que não vai chegar para pagar as minhas despesas, pois eu também não recebo vencimento como presidente da República. Mas não faço questão quanto a isso".

Nenhum pensionista estava à espera de ganhar mais que o Presidente da República? Ou estava?

 

Acessório: Ministro da Economia sugere franchising do pastel de nata. 

Notícia que gerou muita indignação barata. E no fundo só posso dar razão ao Ministro da Economia, a mim indigna-me mais que os pastéis de nata estejam a ser difundidos na Ásia pelos Ingleses e pelos Espanhóis. Um inglês explorou a ideia em Macau há duas décadas, reinventando a receita dos Pasteis de Belém que conquistou a Ásia.

 

Está tudo muito desnorteado. É a conclusão a que chego. Em Portugal muito facilmente o acessório assume o protagonismo que deveria ser dado ao essencial. Isso explica muita coisa.

 




2 comentários

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De Rui Felício a 21.01.2012 às 00:43

"Nenhum pensionista estava à espera de ganhar mais que o Presidente da República? Ou estava?"


Não, nem ninguém falou nisso. O que se disse é que é falta de pudor de um Presidente da República dizer aos seus concidadãos, quase todos com muito menos do que ele, que não vai ter dinheiro para as despesas, ainda por cima, mentindo sobre as suas reformas. Para além das duas reformas (CGA e BdP), quase cerca de 8 mil euros de reforma, tem muito mais dinheiro em acções e depósitos bancários, do que a imensa maioria dos cidadãos, para fazer face a despesas. As necessidades alimentares dele, são iguais às dos outros mortais. Ninguém lhe nega o direito a ter a conta bancária recheada. Nega-se-lhe é o direito a ser mentiroso e ter falta de respeito pelos outros.
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De Maria Teixeira Alves a 21.01.2012 às 02:06

Também as responsabilidades do Presidente da República são maiores do que a imensa maioria dos cidadãos.

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