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Deus escolheu ser pobre

por José Luís Nunes Martins, em 25.12.11

 

Muitos são os que acreditam que Deus é infinitamente bom e misericordioso, mas que é um completo absurdo que tenha descido à terra para viver como nós e, pior ainda, que tenha terminado essa sua vida numa cruz.

 

Este homem, que era Deus, quis vir experimentar viver a nossa vida e morrer a nossa morte. Não chegou envolto em honras e nunca as quis. Preferiu sempre ser simples, tendo apenas o essencial, nada mais. Veio até nós amar-nos e viver connosco. Pediu-nos para irmos ao encontro dos nossos semelhantes mais pobres, tal como Ele veio ter connosco.

 

Felizes de nós se, pelo menos no dia de Natal, nos sentirmos da mesma família dos pobres, dos doentes, dos que choram e de todos os que sofrem; somos tão carenciados como eles noutros aspectos da nossa vida; e mais felizes seremos se dermos um passo na sua direção. Amar alguém é ir ao seu encontro.

 

Um dos mais admiráveis poderes deste Deus, que se fez homem, não consiste em responder às nossas dificuldades com milagres, mas em dar a todos nós a possibilidade de nos transformarmos, de transformarmos as nossas vidas e, através disso, o mundo em que vivemos. Deu-nos ombros fortes, a

fim de sermos capazes de carregar a nossa própria cruz e, deste modo, ajudar os outros a carregar também as suas.

 

Talvez o sentido da vida seja o de fazer vencer o Amor sobre o egoísmo.

 

 

(publicado no jornal i - 24 de dezembro de 2011)



6 comentários

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De Onde foi feita a sondagem? a 25.12.2011 às 11:45

"Muitos são os que acreditam que Deus é infinitamente bom e misericordioso, mas que é um completo absurdo que tenha descido à terra para viver como nós e, pior ainda, que tenha terminado essa sua vida numa cruz."
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De José Luís Nunes Martins a 25.12.2011 às 19:43

"Só" judeus e muçulmanos já não são poucos...
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De Tem toda a razão a 26.12.2011 às 12:08

Li apressadamente e parti, mal, do princípio que se referia a "nós", portugueses (europeus/"ocidentais")
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De George Sand a 25.12.2011 às 13:11

mais uma vez os meus parabéns Zé Luís, para este, que foi sem dúvida, um dos grandes textos deste Natal.
Deus na proximidade connosco e nós, no caminho, para o encontro com os outros. Seja assim no Natal e no ano 2012 que se avizinha.


 
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De José Luís Nunes Martins a 25.12.2011 às 19:45

sinto-me Muito Obrigado a agradecer-lhe.
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De Nuno Castelo-Branco a 29.12.2011 às 15:33

Escolheu ser pobre. Bem, nesse caso e os portugueses devem ser europeiamente deificados.

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