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Duplicidades

por Rui Crull Tabosa, em 14.12.11

Estes dois títulos, reportando-se a dois odiosos e gratuitos crimes cometidos esta semana em cidades europeias, evidenciam bem a má-fé e falta de isenção da comunicação social dominante.

Se no primeiro caso não se hesita em qualificar o crime como "racista", dado que as vítimas são senegalesas e o homicida europeu, no segundo já não é, dir-se-á, felizmente, um ataque racista, mas quase só um problema do foro psiquiátrico, posto que as vítimas são europeias e o criminoso tem origem magrebina, insinuando mesmo o título da 'notícia' que a culpa não é do assassino, mas de quem poderia (?) ter evitado o massacre...

Uma dualidade de critérios absolutamente inaceitável e que evidencia bem os complexos esquerdoides e o anti-profissionalismo dos autores de tais intoxicações desinformativas.


18 comentários

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De carneiro a 14.12.2011 às 16:01


Apoiado!
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De FR a 14.12.2011 às 16:16

Muito bem!
Uma autentica vergonha, passa-se todos os dias, despercebido a quase todos.
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De Ana Mendes da Silva a 14.12.2011 às 18:15


Indignação selectiva, estupidez militante.
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De Der untergang des abendlandes a 14.12.2011 às 21:31

É o politicamente correcto na sua mais pura interpretação, aquela onde a xenofobia só existe no ocidente, o racismo só é exercido pelos brancos e o multiculturalismo está muito bem na Europa mas no resto do mundo é fundamental preservar as culturas locais. O muito insuspeito escritor e investigador francês Vladimir Volkoff, resume esta atitude numa frase lapidar, "uma pessoa politicamente correcta considera-se tolerante, porém não pratica a tolerância", isto resulta no tratamento dado pela imprensa à violência exercida na Europa por não europeus, é sempre abafada ou desculpada.
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De Lura do Grilo a 14.12.2011 às 22:14

Sem dúvida. Tirou-me o post planeado para hoje. Era um islâmico -também não foi dito- que passou pelas prisões onde muitos se convertem ao islão e usam as suas qualidades para actos jhiadistas deste teor. Este morreu pois uma granada explodiu ainda nas mãos.


Aconteceu na Califórnia há pouco tempo um caso idêntico e nem sequer foi noticiado.
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De EMS a 15.12.2011 às 13:36

Não estou a ver onde está a duplicidade.
Um fulano de origem árabe atira indiscriminadamente sobre uma multidão no meio da cidade de Liege. Para alem de ferir 150 pessoas, mata uma velhota, um bebé, uma senhora de meia-idade, e dois adolescentes. Um deles com nome árabe.
Que conclusão consegue o Rui tirar deste inventário de vítimas?
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De Rui Crull Tabosa a 15.12.2011 às 15:17

Se não vê compre uns óculos.
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De jsp a 15.12.2011 às 17:21

"Jornalismo" e telelixo noticioso que enojam . Por uma questão higiénica, NÃO comprar imprensa portuguesa - e socorrermo-nos da televisão por cabo.
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De Ricardo Vicente a 16.12.2011 às 10:05

Se os dois títulos e as duas notícias viessem do mesmo jornal e tivessem sido escritas pela MESMA jornalista, então concordaria consigo. Vindo de jornais diferentes e tendo sido escritos por indivíduos diferentes, discordo do post.

A comunicação social não tem só um cérebro. Não faz sentido encontrar duplicidade de critérios ou procurar coerência como se a "comunicação social" fosse uma só pessoa, um só indivíduo.

A "comunicação social" (tal como, por exemlo, o "eleitorado"), enquanto entidade individual, não existe. Não faz pois sentido julgá-la com base em critérios que só podem ser aplicados a indivíduos, pessoas concretas e, passe a redundância, pessoas individuais.
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De Rui Crull Tabosa a 16.12.2011 às 13:31

Os dois títulos são exemplos entre muitos outros e espelharam bem a tendência geral, nas TVs e jornais, de qualificar um caso como crime "racista", de "extrema-direita" e no outro, muito mais sangrento até, nunca em nenhum lado sequer se admitiu tal motivação.
De resto, estes casos foram escolhidos para ilustrar uma realidade muito mais vasta de 'racismo politicamente correcto', que só não vê quem não quer.
Mas sim, continue-se a enfiar a 'cabeça na areia' que a conta - como a da dívida - virá certamente e será bem pesada. Mas aí também será tarde de mais. Nada que muitos não mereçam.
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De Ricardo Vicente a 16.12.2011 às 14:09

Não desminto a tendência politicamente correcta de alguns meios de comunicação social e de outros meios. Quanto a estes dois casos concretos, não sei se serão bons exemplos dessa tendência de que fala e da qual não duvido. Por duas razões.

1) Enquanto que no caso de Florença foram encontrados fortes indícios que confirmam a tese do crime racista, o mesmo não é verdade para o caso de Liège. ASSUMIR que este segundo crime teve conotação racista (e como tal deveria ser apresentado pelos meios de comunicação) só porque o perpetrador era de origem marroquina e vivia num país multi-cultural parece-me, infelizmente, ser um sintoma de preconceito mas, desta vez, de sinal contrário: em vez do "racismo politicamente correcto" em que o branco é sempre o criminoso e o membro de uma minoria é sempre a vítima, temos então um preconceito "politicamente incorrecto". Não concordo que se lute contra o "politicamente correcto" através da difusão de um outro preconceito mas de sinal contrário.

2) No caso concreto do Público, o que a jornalista sugere é que o crime talvez tivesse sido evitado se não se tivesse concedido liberdade condicional ao perpetrador (que tinha sido condenado anteriormente por posse de armamento e droga). O que a jornalista Susana Almeida Ribeiro defende é a ideia de que as penas de prisão efectiva devem ser levadas até ao fim. "Não deixa também de surpreender como é que as autoridades não actuaram mais firmemente com um homem em liberdade condicional que havia sido detido por posse de armas.". Temos portanto uma jornalista que defende polícia mais firme perante os condenados. Tal tese, claramente, vai contra o tal politicamente correcto dos meios de comunicação social de que fala e que eu não desminto. Mas então é caso para perguntar: o Rui leu o texto do Público até ao fim ou ficou-se pelo título?

Como digo, se o objectivo é denunciar o "racismo politicamente correcto" da comunicação social portuguesa, foi uma escolha infeliz dar como exemplo aquele artigo do Público.
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De Rui Crull Tabosa a 16.12.2011 às 14:48

Tendo pertinência os seus comentários, centrei o post nos termos "ataque racista", no primeiro caso, e "drama", no segundo, termos utilizados nos títulos e que dizem bem dos "dois pesos duas medidas" utilizados pela comunicação social.
Lembra o caso do assassino norueguês que, enquanto passou por "fundamentalista cristão" e de "extrema-direita", toda a comunicação o referiu à saciedade. Quando se descobriu que, afinal, o mesmo era maçon e pró-Israel, pouco se ouviu a tal respeito.
Esta duplicidade imperante é inegável.
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De Ricardo Vicente a 16.12.2011 às 15:00

É preciso fazer justiça nos casos concretos. Se eu fosse aquela jornalista do Público, que não me parece nada politicamente correcta e até é capaz de concordar com a sua tese de que os meios de comunicação social revelam uma tendência politicamente correcta, não teria gostado que o meu artigo fosse usado como exemplo da tendência politicamente correcta.

Uma pessoa rema contra a maré e, em vez de ver o seu trabalho reconhecido, é apresentada como fazendo parte dessa onda geral? Até pode ser o caso que a Susana Almeida Ribeiro, que não conheço, se indigne todos os dias com os double standards revelados nalguma imprensa.
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De Rui Crull Tabosa a 16.12.2011 às 15:38

Convirá que o título "drama" retrata eufemisticamente um massacre. E a preocupação generalizada e apressada em tirar conclusões politicamente correctas justifica todas as interrogações e mesmo desconfianças.
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De Ricardo Vicente a 16.12.2011 às 15:48

A pressa que houve foi a de usar um artigo de jornal para escrever um post lendo só o título, retirando conclusões (apressadas) acerca do artigo e da opinião da sua autora sem sequer o ler. Se "drama" é eufemismo ou não: não é isso que está em causa. E se for eufemismo, depois de se ler o artigo nada sugere que o eufemismo tenha sido uma concessão ao politicamente correcto.

Numa "luta" intelectual ("luta" é uma expressão esquerdista, paciência) não basta a força dos argumentos: é necessário agir com a mesma honestidade quando a dos adversários é elevada, ou com uma honestidade superior quando a dos adversários é baixa. Na "luta" anti-politicamente correcto, a escolha deste exemplo concreto (o artigo do Público) foi errada. E se escrevo tantos comentários é só porque, creio, partilho consigo desta "luta".
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De Bic Laranja a 16.12.2011 às 20:34

Quantos lêem a notícia e quantos se ficam pelo título? O que os títulos dizem à geral molda-se ao que o autor aqui escreve. Os leitores de camarote podem sempre desfazer a ideia induzida pelos títulos. O que ninguém sabe é se os títulos saem conformados ao politicamente correcto por aculturação acéfala ou por subtileza deliberada. Vou mais por esta.
Cumpts.
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De Rui Crull Tabosa a 16.12.2011 às 22:52

Todo o artigo gira em torno da argumentação de que "para que um indivíduo leve a cabo uma matança deste tipo é necessário que sofra de um qualquer distúrbio ou desarranjo mental", em lado nenhum se admitindo que possa haver uma motivação racista. Esta é atribuída aos belgas como se pode ali também ler "as este país dividido também se uniu em torno de um sentimento pouco nobre: o racismo".
Mantenho que se fala de racismo quando se trata de crimes de europeus contra pessoas de outras raças, mas não de racismo quando sucede o inverso. E isto está bem presente naqueles dois artigos, como na generalidade da comunicação social que os mesmos exemplificam.
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De Anónimo a 19.12.2011 às 22:14

Bom não me parece que o título seja um simples pormenor adjacente, aliás a sua função é mesmo a de resumir a totalidade do texto a uma mensagem elucidativa. A verdade é que para o mais desprevenido dos leitores, para aqueles que simplesmente passeiam o olhar por palavras soltas é suficiente para fabricar uma ideia ou opinião, já que se é tão exuberante e muitas vezes "criativo" para com uns, pois bem, que se sirva para todos. 
Lembra-me, creio que no Daily telegraph, a subtileza retórica com que noticiaram o ataque ás torres gémeas " Os piratas do ar que atacaram o pentágno" ou " as religiões estão sob suspeitas" ...

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