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Desmistificando

por João-Afonso Machado, em 12.12.11

De comiseração as parangonas dos jornais mais recentes: a "Inglaterra" no escalão secundo-divisionário da União Europeia, à conta do voto único contra a revisão do Tratado. Mais diziam: Cameron (e os seus Conservadores) estavam, sem apelo nem agravo, condenados.

Justamente ao contrário da Imprensa britânica, que aplaudiu unânime a tomada de posição do seu Governo.

Sejamos claros: a UE não existe para além de uma congregação de egoísmos. O dos ricos e o dos pobres; o dos necessitados contra o dos independentes.

Atente-se, a propósito, nos casos da Alemanha e de França, a sua porta-voz; e no de Portugal (o que mais nos diz) - por um lado. Por outro, no do Reino Unido, obviamente interessado na cooperação económica, mas de todo indisponível para abdicar da sua autonomia.

A circunstância é que o imperialismo britânico jamais foi expansionista. Quase só, limitou-se a desbravar; e, inteligentemente, a manter laços da melhor influência nesses territórios "conquistados" e depois libertos.

É o que a História nos ensina. Na hora da verdade, sempre a Grã-Bretanha surgiu ao lado dos que batalhavam contra a sofreguidão totalitária. Para mal dos nossos pecados, Portugal já não está em posição de reconhecer a verdade.

E muito menos de se colocar do seu lado...


45 comentários

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De João-Afonso Machado a 13.12.2011 às 10:50

RUI:
O enorme Império britânico enquanto crescia expandia-se. Na Oceania, na América do Norte, na Asia...
Como o Português (Asia, Africa, Brasil) e o Espanhol (América - México, Central e Sul).
Isto em épocas em que só não tinha o seu Império quem não sabia. Quando não existia a Alemanha mas um sem número de estados germânicos.
O primeiro império construido em desrespeito de nações já antigas, por meios bélicos - invasão, em vez de colonização - foi o de Napoleão.
Talvez este exemplo clarifique o que pretendo dizer.
Não meço o expansionismo pelaárea do império mas pela forma e pelas circusntâncias em que se constituiu e manteve.
Abraço
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De Rui Crull Tabosa a 13.12.2011 às 12:43

E esqueceste que também o Império inglês se expandiu na Europa: ou acaso a Irlanda e Gibraltar fazem parte da Oceania? Da Inglaterra também não fazem seguramente. de resto aconselho que se leia sobre a grande fome na Irlanda nos secs. XVIII/XIX, que matou para cima de um milhão de irlandeses durante o domínio inglês e em que os irladeses eram tratados como escravos pelos senhores ingleses (viviam em condições sub-humanas, eram pagos só com comida e desprezados profundamente pela sua fé católica, o que muito diz sobre o 'humanismo' inglês. Mas, claro, isto não interessa ao pensamento único...).
E sobre a criação da Bélgica, esse estado fantoche e artificial, cerca de 1840, pelos 'nada expansionistas' ingleses, apenas para criar um foco de instabilidade numa zona de conflûência entre a França e a Alemanha?
De resto, o império Inglês no Mundo também foi construído á custa de terras já antes descobertas por outros, como é o caso dos portugueses, onde os ingleses nos atacaram (na Índia, por exemplo, para não falar sempre de África). também o fizeram relativamente a holandeses, franceses, etc.
Quanto a não 'existir' Alemanha, podia lembrar o Sacro Império Romano-Germânico de Otão I, que tem cerca de mil anos. e também que, principalmente a França, a Austria, a Suécia e a Espanha muito se dedicaram a dominar, enfraquecer e desunir os territórios centrais da Europa, mas, é claro, aí já não há 'expansionismo'... 
Quanto a Napoleão - figura que não aprecio - já te dei o exemplo do expansionismo inglês sobre a Irlanda, como posso também dar o do espanhol (não consta que Portugal, os Países Baixos e a Itália meridional fizessem parrte de Castela...).
No teu último ponto, onde dizes não medir o expansionismo pela área mas por se tratar de invasão e não colonização, percebo mas não concordo: tal significaria que a Inglaterra foi menos expansionista na História do que a Polónia (Grão Ducado da polónia, etc.), o que, convirás, não tem grande sentido.
Abraço e penso que esclaremos perspectivas.
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De João-Afonso Machado a 13.12.2011 às 13:30

Sim, com esta nota final. Todos esses impérios desapareceram. O inglês mantêm-se nessa forma pacífica mas sólida que é a Commonealth.
Abraço

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