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Aqui e ali

por Vasco M. Rosa, em 31.10.11

Verdadeiramente surpreendente para mim, a reacção tempestuosa com que duas dúzias ou mais de professores comentaram em rajada um post meu que reclamava por a uma sexta-feira dois professores univesitários faltarem às suas aulas em vésperas de um fim de semana prolongado.

Dei-me conta de duas coisas: a primeira que se trata de uma classe profissional ainda à beira dum ataque de nervos, a precisar de um reconhecimento social que no entanto não lhe pode advir sem provas dadas numa actividade certamente muito exigente mas também especialmente nobre, a que todos eles aderiram conscientes certamente do que teriam pela frente, mas parece que não...; alguns comentadores chegaram ao extremo de dispararem contra quem não conhecem insultos covardes, numa exacerbação que cria perplexidade; a segunda é que em nenhum dos comentários recebidos encontrei uma vontade de servir a Escola e a sociedade, seguindo ao invés aquela lógica insana de que se tem um emprego e não um trabalho a cumprir, o que significa esforço, até muito esforço.

Não houve um único que além das aulas e dos testes a corrigir, que lhes ocupam os fins de semana, falasse do tempo indispensável à leitura e actualização bibliográfica das matérias que administram, o que faz todo o sentido, obviamente. Nada como aquelas universidades em que o padrão de exigência para todos não deixam a mínima dúvida a ninguém!

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15 comentários

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De Canalizadores a 31.10.2011 às 10:45

Defendem-se uns aos outros! a questão de professores faltarem sem justificação aparente é grave!
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De Paulo G. a 31.10.2011 às 16:15

Continua com generalizações excessivas.
Quanto à actualização bibliográfica, não  faço no horário lectivo. Faço-a por prazer no meu tempo pessoal.
Ainda acerca do "reconhecimento social" há uma enorme diferença entre os estudos de opinião e algumas tertúlias muito esclarecidas.

Um último detalhe, no primeiro post "disparou" sobre os professores. Teria sido mais interessante ter concretizado a acusação, pelo menos identificando a instituição em causa.
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De Vasco M. Rosa a 31.10.2011 às 17:27

Não vejo o que neste meu comentário possa haver de generalizações e para mais excessivas. Além disso, a rapidez e impacto de rajada dos comentários de peffores (quase todos foram de professores) é que me levou a acreditar que essa demanda de reconhecimento atinge o professorado. E por último, não vejo que tenha de denunciar a instituição, se a opção de não dar aula a uma sexta antes da ponte foi unicamente individual. 
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De Paulo G. a 31.10.2011 às 19:08

Seria deselegante pedir para identificar a pessoa.
Se foi um acto "individual" porque usou o plural na crítica?
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De Vasco M. Rosa a 31.10.2011 às 17:36

A actualização bibliográfica não pode ser uma opção de prazer. É indispensável à qualificação do professorado, como é de qualquer um de nós na área em que trabalha, pensa e age. Considerá-la como o Paulo fez é desvalorizá-la em termos profissionais, isso é claríssimo para mim!
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De Paulo G. a 31.10.2011 às 19:10

A actualização não deve ser encarada apenas como uma obrigação.
O que para si é "claríssimo" para mim é estranho.
Actualizar-me por prazer na minha área como é que me pode desqualificar?
O que me desqualificaria seria fazê-lo meramente por dever.
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De Maurício Brito a 31.10.2011 às 16:40

Última vez que contribuo para o peditório de um agora mais que evidente "provocador", que não consegue assumir que errou e, consequentemente, pedir desculpas pela sua generalização mais que grosseira.
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De Vasco M. Rosa a 31.10.2011 às 17:33

Não tenho de pedir desculpas.


O meu filho ofereceu-se para saber hoje se os professores em causa também faltaram hoje. Esse é o ponto decisivo. A ver vamos.


Não sou provocador com aspas ou sem. Estava no meu canto e fui incomodado pela atitude que me pareceu egoísta dos professores faltantes. 


Inversamente também não senti que professores esforçados estejam dispostos a pedir desculpas por colegas preguiçosos ou egoístas, apesar de supostamente quererem defender «a classe»! 
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De Nelson Pires a 31.10.2011 às 18:13

Ó homem... mas você não entende que há motivos VÁLIDOS para um professor faltar, sem que seja apelidado de preguiçoso ou egoísta? Não consegue admitir alternativas?
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De Vasco M. Rosa a 31.10.2011 às 19:58

Admito que haja. Mas a uma sexta-feira ou a uma segunda-feira é sempre ambíguo. É como naquelas greves marcadas para esses dias: perde veracidade a sua adesão por estarem nesses dias. Ou acha que não perde?
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De Nelson Pires a 31.10.2011 às 20:48

Veracidade? Depende. No caso de uma greve estamos a falar da perda do vencimento de um dia, seja ele qual for. Não é uma ninharia: o exercício desse direito traz custos ao grevista. Ele exercerá o seu direito se encontrar motivos para se manifestar dessa forma, sabendo que lhe irão ao bolso retirar o correspondente abono. Ser à 2.ª feira ou à 5.ª feira é indiferente... haverá sempre uma "verdade" válida por trás dessa decisão. À entidade empregadora ou aos utentes "prejudicados" pelo exercício do direito à greve dos trabalhadores será indiferente a causa. Tem de ser encarado como um facto que não depende da sua vontade.
No caso das faltas dos professores, do que me lembro como aluno... uma falta a uma segunda-feira ou a uma sexta-feira também me dava "jeito", pois facilitava a NECESSÁRIA ida a casa. Não esquecer que no caso da Educação, incluindo o ensino universitário, estamos a falar de LARGOS MILHARES de pessoas deslocadas dos seus lares. Tem sorte se não for o caso do seu filho... mas, também neste caso, será necessário não olharmos só para o nosso umbigo!
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De reb a 31.10.2011 às 20:44


Estou curiosa para saber como foi a avaliação que o seu filho fez  do dia de hoje. Se é meu aluno, teve teste. Se não estudou, terá negativa. :)
Quanto à "vontade de servir a escola, a sociedade e, já agora, o país", temos que chegue. Somos dotados de uma generosidade sem limites. Não sabia? Pergunte ao seu filho. ;)
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De margarida soares franco a 31.10.2011 às 22:55


Mais uma vez avalia os professores apenas pelo que se passa com os do seu filho. Generaliza o que não passa de pontual. E já agora como sou reformada, se estivesse à beira de um ataque de nervos era só pelo mau juizo que o vi fazer de uma classe, que dá e faz o que pode e o que não pode pelos seus alunos.
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De sacristia a 31.10.2011 às 23:32

Se o post refere professores universitários, porque é que são os do básico e secundário a protestar? Estranha solidariedade que não é de todo reciproca!
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De Ana Mendes da Silva a 01.11.2011 às 10:00

Se tem referido que se referia ao ensino universitário nem  teria comentado o seu primeiro post. Principalmente porque não conheço o meio e tenho por hábito não me pronunciar sobre o que desconheço. Mas o erro de interpretação não foi meu, o erro está na generalização que faz. Se fosse meu aluno, a bem do rigor e da clareza da mensagem, seria aconselhado a refazer o texto. Não o sendo, é livre de escrever o que quer e como quer.Tal como eu sou de livre de interpretar, de comentar ede  julgar a(s) su (s) intenção (s).
Ponto final.

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