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Com a verdade me enganas...

por Luísa Correia, em 17.10.11

Chiado1

A CGTP e a UGT, em reunião solene, procederam à análise da conjuntura actual e concluiram que a sua gravidade não lhes deixava alternativa à solução extrema e extraordinária da greve geral. Acontece que vai para mais de três décadas que as centrais sindicais organizam greves gerais todos os anos, em resposta a todas as conjunturas. O facto indiferencia a conjuntura actual das que a precederam, desdramatizando, saudavelmente, o momento que vivemos. Obrigada, CGTP e UGT, por esta vossa mensagem ("enviesada" que seja!) de optimismo e de confiança.


8 comentários

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De monge silésio a 17.10.2011 às 17:08

Os funcionários públicos estão, assim, a tornar-se num dos principais bodes expiatórios da crise que foi gerada por outros, que acabam por ser os principais beneficiários das medidas draconianas tomadas contra aqueles.

Claro que também os trabalhadores por conta de outrem, pessoas de parcos rendimentos, pensionistas, beneficiários de prestações sociais têm sido alvo privilegiado das “medidas de austeridade”, quer por serem vítimas de cortes, de supressão ou redução de benefícios, e aumento exponencial do custo de vida por “actualizações” sistemáticas de preços de bens de primeira necessidade e sobrecarga de impostos sobre o consumo, quer por agravamento da legislação laboral – medidas, estas últimas, que também abrangem os funcionários públicos.

Desta vez, porém, os trabalhadores por conta de outrem do sector privado foram contemplados com outra medida específica: o suplemento de meia hora de trabalho por dia completamente “à borla”, para além do célebre e há muito falado (e exigido pela CIP – Confederação da Indústria Portuguesa) “ajustamento” dos feriados.
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De Luísa Correia a 17.10.2011 às 17:21

Caro Monge, eu não diria que são o bode expiatório. Diria antes que chegou o momento deles. Acredite que, para os trabalhadores do sector privado, que há muitos anos vivem ou tentam sobreviver às intempéries dos mercados e da «globalização», o funcionalismo público sempre foi um reduto de privilégios, ou do mais ambicionado privilégio de todos que é a segurança no emprego. Um privilégio que, apesar de tudo, parece que não vão perder, e ainda bem. Fica sempre mal a um Estado fazer despedimentos.
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De sampy a 17.10.2011 às 18:24

Tenho uma sugestão: porque é que não se cria o Feriado Nacional da Greve Geral? A poupança em reuniões sindicais seria enorme. Até daria para pagar um subsídio de greve!...
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De Marito a 18.10.2011 às 13:45

Nem mais e em 25/4 seria fantástico, os manifestantes seriam os mesmos e as palavras de ordem também, a "poupança" seria enorme.
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De Farto daqueles a 17.10.2011 às 18:58

Chateia-me especialmente que os senhores Carvalho da Silva, João Proença, Bettencourt Picanço (e muitas daquelas caras que sistematicamente aparecem quando há reuniões com os sindicatos) estejam muito quentinhos nos seus lugares há quase tanto tempo como Alberto João Jardim.

E que, tendo a situação vindo sempre sempre a piorar, segundo eles, não se interroguem sobre a qualidade do seu desempenho ou a falta que fazem...


 
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De Réspublica a 17.10.2011 às 21:18

Antigamente a CP organizava sempre uma greve pela altura das sementeiras... agora a CGTP e a UGT fazem greve por causa do calor, estão uns dias tão bons para a praia.
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De Daniel João Santos a 17.10.2011 às 21:36

perdão?
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De maria a 10.11.2011 às 13:43

[Error: Irreparable invalid markup ('<br [...] <a>') in entry. Owner must fix manually. Raw contents below.]

<BR class=incorrect name="incorrect" <a>Luisa</A> ,
Lembro-me muito de si e espero que esteja bem.
É só para lhe lembrar que estamos à sua espera lá no outro lado...
Quando volta com as suas magnificas fotos?
<P class=incorrect name="incorrect" <a>maria</A> </P>

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