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"Os espíritos de primeira ordem, que produzem as revoluções, desaparecem; os espíritos de segunda ordem, que tiram proveito delas, permanecem."
François Chateaubriand
Não é por acaso que dos poucos Ministérios que não terão cortes neste Orçamento de Estado e que até verão algumas verbas reforçadas é o da Administração Interna. O País caminha a passos largos para a explosão social e os riscos são imensos.
Obviamente que, com isso, não estou a falar da tontice de algumas dezenas de pessoas supostamente indignadas, essas não fazem mossa ao Governo. O povinho que podia fazer alguma coisa sempre foi individualista e, por isso, podem as autoridades estar descansadas. Não serão seguramente alguns nostálgicos do Maio de 68 ou miúdos armados com iPhones e iPads que irão provocar insónias a Passos Coelho.
As revoluções morreram e já não se fazem. Destruíram as Forças Armadas, colocaram yes man em lugares chave e o País está ligado por uma teia de interesses que junta partidos do poder e partidos da oposição, empresários inaptos, administradores nomeados, e a todos (e são muitos) a quem interessa o status quo. O País está a arder? Não importa.
Não temos por isso, grandes alternativas. Até dou de barato que este Governo poderá estar a tentar fazer o melhor que pode e sabe, mas o caminho para o abismo é inexorável. E vamos ser a nova Grécia.
Não há confiança e instalou-se o desânimo. O Governo pede, pede pede, mas os sinais que dá em troca são muito fracos. Os gabinetes estão cheios de boys, os ministros e secretários de Estado começam a desentenderem-se (não é Álvaro?) e diz quem sabe e está lá dentro que “estes gajos estão desesperados e não sabem muito bem o que andam aqui a fazer (sic)”.
Estamos, por isso, sem grandes alternativas à vista. Não modernizamos o País, não temos recursos, vivemos sempre acima das nossas possibilidades. Não podemos fazer uma Revolução, não temos movimentos cívicos fortes, quem nos governa não sabe o que fazer e o povo, essa massa anónima, continua a encher os centros comerciais, a andar de carro, a marcar férias como se não houvesse amanhã. Se calhar terão razão. É que, por este andar, não teremos mesmo amanhã. E não serão os 900 anos de História que nos vão salvar.
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