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Só da cabeça de um louco...

por Maria Teixeira Alves, em 26.08.11

Imagine-se que eu descobri hoje, que o Sócrates enquanto esteve no poder criou a figura jurídica de padrinho, sem baptismo. Incrível não é? Consultem o decreto lei

A Lei n.º 103/2009 de 11 de Setembro aprova o regime jurídico do apadrinhamento civil, procedendo à  alteração do Código do Registo Civil, do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares, da Lei de Organização e  Funcionamento dos Tribunais Judiciais e do Código Civil.

 

Não deixa de ser simbólica a data 11 de Setembro, como convém a um acto de terrorismo. Porque não o Corpo de Cristo sem o Cristo?  O Natal sem o nascimento de Jesus? A Páscoa sem a Ressurreição de Cristo?

 

Padrinho de quê? Do não baptismo... Só nestas cabecinhas ressabiadas!


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22 comentários

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De O Mata Frades a 26.08.2011 às 18:33

E viva a separação do Estado e da Igreja!
 

Artigo 5.º

Capacidade para ser apadrinhado

1 — Desde que o apadrinhamento civil apresente reais vantagens para a criança ou o jovem e desde que não se verifiquem os pressupostos da confiança com vista à adopção, a apreciar pela entidade competente para a constituição do apadrinhamento civil, pode ser apadrinhada qualquer criança ou jovem menor de 18 anos: a) Que esteja a beneficiar de uma medida de acolhimento em instituição;

 

b) Que esteja a beneficiar de outra medida de promoção e protecção;

c) Que se encontre numa situação de perigo confirmada em processo de uma comissão de protecção de crianças e jovens ou em processo judicial;

 

d) Que, para além dos casos previstos nas alíneas anteriores, seja encaminhada para o apadrinhamento civil por iniciativa das pessoas ou das entidades referidas no artigo 10.º

 

2 — Também pode ser apadrinhada qualquer criança ou jovem menor de 18 anos que esteja a beneficiar de confiança administrativa, confiança judicial ou medida de promoção e protecção de confiança a instituição com vista a futura adopção ou a pessoa seleccionada para a adopção

quando, depois de uma reapreciação fundamentada do caso, se mostre que a adopção é inviável.

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De Hakeem a 26.08.2011 às 18:56

Pois... Manter uma tradição da sociedade portuguesa fora da "Santa" Igreja é pecado... Acho que a Maria não percebeu a idiotice que escreveu senão teria evitado este vexame. Deve ser isto o dominionismo de que a Palmira tanto fala no Jugular. Como se eu, para fazer algo normal na sociedade, tivesse de pedir autorização a alguma religião... Venham cá exigir-me autorização que eu mostro-vos o que a Maria certamente não quer ver...
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De jonasnuts a 26.08.2011 às 20:14

O meu filho, não baptizado, tem padrinhos. O conceito de padrinhos enquanto pessoas que zelarão e acompanharão a criança em caso de morte dos pais, e que têm com a criança uma relação especial, é um conceito exclusivo da religião? Não me parece.

É um conceito exclusivo das pessoas de bem, sejam elas católicas ou não.

E, por acaso, sou madrinha (de registo, não de baptismo) duma criança.

Nos dois casos, com direito a ter o nome na certidão de nascimento e tudo.

E agora..... para baralhar ainda mais as coisas, a criança de quem sou madrinha, é filha do meu namorado (com quem vivo), e o meu namorado, é o padrinho do meu filho.

Ah, e sou solteira.
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De Maria Teixeira Alves a 26.08.2011 às 22:03

Mas se os pais morrerem a criança não é entregue aos padrinhos, antes há avós, tios e irmãos.
Padrinho é um conceito que nasce do ser testemunha de um sacramento. Claro que também há os padrinhos da Mafia... :)
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De jonasnuts a 26.08.2011 às 22:51

A mim interessa-me pouco de onde surgem os conceitos, interessa-me como eu os uso.

Na realidade, padrinho tem a sua origem na palavra patrinu, diminutivo de pater (pai), aquele que substitui o pai. Muito antes de se ter criado o baptismo, como os católicos o vivem, já havia a necessidade da figura do substituto do pai.

Está a dizer-me que se morrerem os pais duma criança baptizada, esta é entregue aos padrinhos? Não me parece. Portanto, também aí, igualdade de circunstâncias.

Não me parece também que o único papel do padrinhos seja o de ser testemunhas, na medida em que pelo menos de acordo com as minhas convicções, o papel do padriho e da madrinha é substancialmente mais importante e interveniente do que meras testemunhas.

Na minha visão, os padrinhos têm um papel activo e muito presente na vida das crianças.

Mas, lá está.... temos visões diferentes. A minha, não exclui as outras (quer as do baptismo quer as da máfia) para engrandecer ou privilegiar a minha :)

Não considero ressabiadas as pessoas que baptizam os seus filhos, atribuindo-lhes padrinhos, apesar do conceito de "substituto do pai" ser muito anterior ao baptismo católico. Tampouco considero o baptismo católico um acto terrorista. Não é o meu acto, mas não é terrorista.

Sou mais tolerante, mais amiga do próximo, enfim, professo valores mais....... auto-denomindados católicos.
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De Maria Teixeira Alves a 27.08.2011 às 01:07

Claro que não é serem só testemunhas é acompanhar o afilhado no seu sacramento (casamento ou baptismo) que apadrinhou.
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De jonasnuts a 27.08.2011 às 01:19

Neese caso, porque é que eu sou uma terrorista de cabecinha ressabiada e a Maria não? :)

Ou somos as duas, ou não é nenhuma.
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De tric a 26.08.2011 às 21:10

Estado Laico=Estado Jacobino...é um estado tão bom e promotor do desenvolvimento humano, que conduziu todo um povo à miseria e à fome...
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De trica a 27.08.2011 às 00:22

Ah! E o outro não ?!
Ok!
Tive uma cadela chamada Laika , animal inteligentíssimo e tolerante com toda a bicharada.
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De Anónimo a 27.08.2011 às 11:04

Não é para todos, ter um animal de estimação intelectualmente superior ao dono. Parabéns.
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De trica a 27.08.2011 às 16:52

A brincar que o diga. E no seu dialecto canino, diversas vezes me disse: para não comentar em certos sítios e não responder a imbecis. Eu claro está, burra como sou, ainda aqui venho.
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De Hakeem a 27.08.2011 às 00:45

E pronto, lá tinha de aparecer o fundamentalista religioso, ou só mais um troll... Vai mas é rezar pela tua alma, pá!
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De Pedro Freire a 27.08.2011 às 00:56

Esta não sabia!! Será verdade que em todos os estados laicos campeia a miséria e a fome? E nos estados teocráticos (como por exemplo o Irão) não há fome nem miséria?
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De Pedro. a 26.08.2011 às 23:13

Pelos vistos, excepto uma comentadora, ninguém se deu ao trabalho de ler o decreto-lei em causa.
Posto isto, peço encarecidamente que perdoem o Sr. Eng.º José Sócrates por tentar arranjar atalhos para o (já de si muito simplificado, como sabemos) processo de adopção, e de facilitar a capacidade sucessória das crianças em causa... 

Quanto à terminologia usada, como já foi referido, não foi propriamente uma inovação patenteada pela Igreja Católica Apostólica Romana, nem nada que se pareça. Ah, e não se esqueçam também de ler que o apadrinhamento, segundo o decreto-lei em causa, é CIVIL. Já com o casamento ninguém se lembra de que é não mais que um contrato, está tudo nos preciosismos de linguagem.

Quanto ao Estado Laico ser um Estado Jacobino, quem o diz efectivamente nem sequer merece consideração. Aprendeu uma palavra nova, certamente, e achou por bem usá-la... Se acha que possuir Direitos considerados Fundamentais por grande parte das sociedades modernas é dar lugar ao arruinar de uma nação... Pois bem, devia sentir-se feliz por saber que poderá emigrar para uma qualquer ditadura à escolha (não recomendo o norte de África, por razões óbvias).

Para terminar, refiro apenas que fui criado na fé católica, sou padrinho de batismo de duas adoráveis crianças, e mesmo assim (vejam o desplante), acredito na ciência e na liberdade e autodeterminação individuais. Cá por casa, chama-se respeito. 
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De Flic Flac a 27.08.2011 às 00:18


Então só hoje?!! Esta foi mais uma do Observatório da Justiça do inefável Boaventura com o intuito único de agradar ao lobby gay. Até à daqta não há apadrinhamento. a Lei não foi regulamentada. Foi mais um fogo fátuo socretino.
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De Maria Teixeira Alves a 27.08.2011 às 01:09


Pois só hoje é que soube, e o facto de a lei não ter sido regulamentada alegra-me. O pior é a hipocrisia da letra do decreto que justifica o caso com as crianças em instituições. Será que o lobby gay queria instituir as idas à Casa Pia?  (ai estou a ser péssima)
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De Flic Flac a 27.08.2011 às 12:16


O pessimismo é o melhor dos realismos.
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De jonasnuts a 27.08.2011 às 01:28

Misturam-se alhos com bugalhos naquilo que poderia ser um debate minimamente elevado. Eu sou muito ingénua.

Gays, casa-pia, jacobinos, estado laico, cristianismo....

No que vai ser o meu último comentário, apenas informo que, para espanto de muitos (desatentos ou desenquadrados da realidade e actualidade), sim, corpo de cristo sem cristo, natal sem o nascimento de jesus, e a páscoa sem ressurreição. Não acredito em cristo, nem na ressurreição, e jesus foi um menino. Celebro a minha humanidade todos os dias (esses não são excepção), sem precisar de motivos especiais, nem de datas no calendário.

Isso não faz de mim nem melhor nem pior pessoa. Nem faz dos outros (os crentes) melhores ou piores pessoas.

A única diferença, é que eu não me acho superior, nem excluo os que são diferentes de mim, nem me apresento como dona da razão, da moral e da ética.

Nem da minha, quanto mais da dos outros.
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De Flic Flac a 27.08.2011 às 12:06


Nós defendemos a sua liberdade de opinião. Agora o que tem de ser claro é que as leis são gerais e abstractas, sob pena de serem uma vírgula de 120 mil contos. Esta Lei não foi pensada para protecção das crianças mas antes como concessão ao um lobby. Aliás, duvido que venham a existir muitos apadrinhamentos, uma vez que, se fizerem uma leitura mais atenta da Lei, verificarão que as imposições aos "padrinhos" são de tal ordem que afugentam os mais bem intencionados. Insisto na torpeza jurídica do anterior Governo. Valha-nos a incapacidade legislativa!  
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De jonasnuts a 27.08.2011 às 19:43

Defenda a sua liberdade de opinião, que eu trato da minha. É isso.... defenda as suas coisinhas, que eu defendo as minhas. Não preciso que defenda a minha liberdade de opinião, porque estamos em igualdade de circunstâncias..... percebe?

Borreifei-me na lei..... interessa-me o conceito de padrinhos. O meu filho (filho de pais solteiros), não baptizado, tem padrinhos de registo (e nasceu muito antes desta lei).

Os padrinhos não são (nem nunca foram) um exclusivo do baptismo. É disso que trata o post.

A pretensa superioridade e propriedade com que alguns católicos tratam aquilo que não é seu (mas de todos) irrita-me. Sempre me irritou a estreiteza de vistas e de intelecto.
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De zazie a 28.08.2011 às 11:19

ò Maria, v. nunca aprendeu que na Idade Média já existia essa figura do padrinho e que os juízes de órfãos a usavam como forma de protecção social?


E sim, o padrinho de órfão não tem de ser o padrinho do baptismo. É um recurso social e sempre existiu. Só a jacobinagem desconhece estas coisas e as volta a inventar com nome de lei. 
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De zazie a 28.08.2011 às 11:23

Aqui, sua patusca. 


http://ww3.scml.pt/media/cultura/arquivo/revista/expostos38-49.pdf

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