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Noruega

por Luísa Correia, em 23.07.11

 

 

Não pode haver qualquer magnanimidade com terroristas. Ser terrorista não é um imperativo de moda ou um impulso irreprimível de esquizofrenia colectiva. Ser terrorista é uma opção pessoal e - arriscaria – vitalícia. Quem não hesita em matar dezenas ou centenas dos seus semelhantes, mesmo que a coberto de uma ideologia, mesmo que em resposta a um comando, não o faz porque o mundo não lhe oferecia outros caminhos, mas porque escolheu esse caminho, porque odeia tudo e todos, e porque não resiste à volúpia de dispor da vida alheia. Estas pessoas, felizmente poucas, são uma ameaça que não dorme. Enquanto existem, não desistem. Para estas pessoas, que estremecem as minhas convicções na bondade da razão humana, seria capaz de defender a pena capital.



8 comentários

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De Pável Rodrigues a 23.07.2011 às 22:50

Na minha opinião a pena de morte só serve mesmo para isso : matar. E matar, nunca resolveu nem resolverá coisa alguma.
Perante crimes tão hediondos como este, só resta mesmo uma resposta: mais liberdade. Mais liberdade politica e económica. E que os "possessos dos lendemains qui chante "se calem. Não lhes assiste o direito de julgar quem se limita a copiar
os seus métodos execráveis. Não. Não há fins que justifiquem tais meios.   





 
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De Luísa Correia a 25.07.2011 às 10:45

Obrigada pelos V. comentários.
Um esclarecimento ao Pável: também sou, em princípio, contra a pena de morte. Mas pergunto-me se não será menos agressiva e insuportável para a natureza humana do que, por exemplo, a prisão perpétua em isolamento. A minha visão da morte tem evoluído e admito que uma alma «atormentada» por tão horríveis distorções – como parece ser a do rapaz de que falamos – pudesse encontrar nela uma «libertação». Estranhamente, este não se suicidou como costuma acontecer em semelhantes casos. Finalmente, o termo matar tem para mim conotações de grande violência e sofrimento. Administrar uma morte sem dor, medicamente assistida, não sei se é exactamente a mesma coisa… Realmente, não sei.

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