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O único e legítimo representante

por José Mendonça da Cruz, em 29.05.11

 

Fernando Pinto, o presidente da TAP, veio esta semana dizer duas coisas muito interessantes.

Primeira, que precisa de um aeroporto.

Segunda, que a TAP está a atingir o máximo das suas potencialidades e que é boa ideia vendê-la já.

Fernando Pinto é a única pessoa em Portugal que merece ouvidos e respeito ao falar da necessidade de um aeroporto novo e do melhor futuro para a TAP. É que o ponto de vista dele é o do crescimento, e o objectivo dele ao defender um aeroporto ou uma privatização é a rentabilidade e a expansão.

Há tempos, conversando com colegas numa reunião internacional, perguntaram-me quantos voos a TAP tinha para o Brasil, se «2 ou 3 por semana, não?» Deixei perplexo um finlandês, um holandês e um canadiano ao responder que podia chegar a 7 por dia.

Fernando Pinto, aplicou com sucesso, em Lisboa, o método americano de hub and spokes (cubo da roda e raios), segundo o qual se tem um aeroporto principal (hub) alimentado por voos de curto e médio curso (spokes), cujos passageiros são depois transferidos para voos de longo curso deste para outro hub. Lisboa tornou-se, assim, um aeroporto privilegiado em termos de negócio.

Não sei - agora que Sócrates desbaratou recursos e confundiu todas as prioridades - se teremos muito cedo um aeroporto para crescer. Mas era boa ideia. E será melhor ideia se, em breve, na privatização da TAP, a TAM vislumbrar que bons negócios pode fazer com Portugal.

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6 comentários

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De Por Supuesto a 29.05.2011 às 08:47

Agora, com a TAP em mãos espanholas, teremos um aeroporto para crescer: Barajas?

Mas isso acontecerá com Sócrates ou sem Sócrates...
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De Màrio Cruz a 29.05.2011 às 14:23

É possível, tal como Fernando Pinto sugere, ter um novo aeroporto por fases, com INICIATIVA privada.
Numa primeira fase, basta uma boa pista e um terminal com boa operacionalidade, para vôos "low-cost". Depois, com tempo, se a TAP continuar a ter sucesso, far-se-ão os outros terminais, a outra pista e... TUDO, TUDO, com iniciativa maioritariamente privada...
Capito?
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De José Mendonça da Cruz a 30.05.2011 às 01:03


Capito muito bem. Julgava já ter dado provas anteriores de que tudo aquilo que a iniciativa privada queira arriscar me parece muito bem que arrisque - e, neste caso, mais claramente ainda. Desde, é claro, que não se trate daquela «iniciativa privada» gerida por amigos do governo, o qual, em troca da amizade, assume todos os riscos com o nosso dinheiro.
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De Anónimo a 29.05.2011 às 23:44

O futuro governo tem de lutar com todas as forças para evitar a venda da TAP à Iberia porque isso seria péssimo para a economia de Lisboa e do país, pois passaria a ser Madrid o hub dos voos de e para o Brasil. Assim já não seria necessário um aeroporto novo em Lisboa, mas o que se "pouparia" em não o construir, perdia-se em perda de receitas e importância estratégica da capital.

Por detrás das privatizações que a "troika" impõe, existem necessáriamente os interesses dos nossos credores. O nosso maior credor é precisamente a Espanha. A privatização da TAP, por tudo o que isso implica, não pode ser feita em favor dos espanhóis, porque isso diminui o potencial de crescimento de Portugal e empobrece-o face à economia espanhola, que é a nossa concorrente mais directa.
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De André Serpa Soares a 30.05.2011 às 16:55

Caro José Mendonça da Cruz,
Não sei se o vou deixar também perplexo, mas quero apenas precisar que, com a abertura da rota para Porto Alegre, a TAP vai atingir 74 voos por semana entre Portugal e 10 cidades no Brasil, operando portanto, em média, mais de 10 voos por dia.
Cumprimentos
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De José Mendonça da Cruz a 31.05.2011 às 12:13

Não, não deixa perplexo. Eu assisti a esta evolução com especial interesse. É que há uns anos tive a sorte de ser levado num «Civil Aviation Journalist Tour» pelos principais aeroportos americanos e pela sede da American, Delta e USAir, as maiores então. Além de ver em pormenor o sistema de hub and spokes a funcionar, impressionou-me muito como os aeroportos privados (o de Charlottesville, por exemplo) tinham prospecções de crescimento, e as funcionalidades e capacidade dos aeroportos evoluiam com elas. Verificar na gestão do Fernando Pinto essa noção (quando antes só se ouviam parvoíces) foi muito refrescante. 

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