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O Estado é o PS e o PS é o Estado

por Rui Crull Tabosa, em 17.03.11

Um partido que tem o despudor de anunciar a presença de um seu dirigente como sendo o "secretário de estado da js" (sic) tem de ser corrido do poder, rapidamente e em força!

PS: Pedro Alves, o secretário geral da JS, entendeu dever esclarecer que a referência que lhe foi feita no 'Convite' constituiu uma gralha. A explicação está aceite e, evidentemente, nunca se lhe atribuiu qualquer responsabilidade na mesma. Agora, o propósito do post mantém-se: há no PS mais 'papistas que o Papa'.



18 comentários

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De Vasco a 17.03.2011 às 15:53

Se bem os conheço...
Não me admiro nada que apareça por aí uma sondagem "encomendada", para agradar ao chefe.
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De Tem lógica a 17.03.2011 às 16:05

Fornos de Algodres não é longe de Vilar de Maçada.
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De Liberal a 17.03.2011 às 19:34


Força Sócrates.
Eles estão à rasquinha!
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De Réspublica a 17.03.2011 às 19:43

Há uns anos um grupo de funcionários da RTP do PS fez uma declaração em que pretendia que esse canal de televisão fosse colocado ao serviço do PS! Esses conseguiram o que queriam, será que a JS também vai conseguir ter um governo JS!
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De Pedro Delgado Alves a 18.03.2011 às 13:27

Caro Rui Crull Tabosa,
Como é manifesto, o cartaz tem uma gralha e onde deveria dizer Secretário-Geral diz Secretário de Estado. Aliás, já terá sido corrigido, mal foi detectado.

Parece-me que qualquer pessoa de boa fé e que não esteja interessada em ataques sem conteúdo, vocacionados apenas a lesar a reputação dos visados, facilmente o constataria, até porque, como também é manifesto, não só não existe nenhum Secretário de Estado chamado Pedro Alves, nem o Secretário-Geral da JS é Secretário de Estado, nem qualquer militante da JS é Secretário de Estado.

Um pedido de desculpa não lhe ficava mal, associado a uma actualização do post nesse sentido, embora do que sei do que a casa gasta, vai provavelmente desconversar como em oportunidades anteriores em que trocámos impressões por estas bandas.

Declaração de interesses: sou o visado quer pela gralha, quer pela seu post pouco digno.

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De Rui Crull Tabosa a 18.03.2011 às 14:04

Caro Pedro Delgado Alves,
Não lhe atribuí qualquer responsabilidade, directa ou indirecta, no conteúdo do convite em questão. E até não tenho dificuldade em admitir que o não visionou detalhadamente aquando do seu processo de elaboração.
Apenas me referi a que ao(s) autor(es) do mesmo fugiu o dígito para a verdade, cometendo um lapso que não deixa de revelar uma lógica de apropriação do Estado por parte da actual nomenclatura.
Os autores do dito convite pediram publicamente desculpa pelo seu errro? Não consta que o tenham feito.
Sugiro-lhe que, de futuro, submeta os documentos partidários que se lhe referem ao crivo apertado do gabinete Abrantes.
Cumprimentos, 
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De Pedro Delgado Alves a 18.03.2011 às 14:52

Caro Rui Crull Tabosa,
Vamos por pontos:

- O pedido de desculpas que deve não é a mim, mas aos seus leitores, pela raciocínio manifestamente enviesado que construiu num caso que se afigura relativamente simples de explicar. A ligeireza com que faz uma acusação de apropriação do Estado por um partido, num caso em que não há contornos nenhuns que o evidenciam, só degrada o debate público e traz a discussão para o plano do ataque quase pessoal.

- Convirá que, sendo óbvio que se trata de um lapso, só estando de muita má-fé se pode referir que se escapa a boca para a verdade, revelando uma intenção interior ("uma lógica", na sua expressão) de apropriação do Estado por um partido. De que factos reais deste episódio é que retira o que quer que seja que evidencie a acusação grave que formula com toda a ligeireza?

- Os autores corrigiram um convite que tinha uma gralha, mal foram notificados do erro. Pediram desculpa pelo lapso e já o distribuiram na versão correcta. Da sua perspectiva deveriam fazer um pedido de desculpas públicos a mais quem exactamente, para além do visado que foi erradamente identificado?

(Se quiser comprovar:
http://jsfornos.blogspot.com/2011/03/conferencia-comercio-local_16.html (http://jsfornos.blogspot.com/2011/03/conferencia-comercio-local_16.html) )

- Finalmente, a sua notinha final com aquilo que julga ser uma farpa capaz de melindrar, mais uma vez revela uma total ausência de contacto com o que estava a ser discustido, mais uma vez é demontrativa de que não veio a este forum com um interesse em ser construtivo...

Assim como aquele convite tinha uma gralha, muitos outros voltarão a tê-los, gaffes suceder-se-ão no futuro e equívocos continuarão a acontecer - faz parte da natureza humana, que é imperfeita e comete erros.

Formular a partir daí insinuações como as que fez é que, com o devido respeito, me continua a parecer muito pouco sério e intelectualmente pouco honesto.

Cumprimentos,

PDA
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De Rui Crull Tabosa a 18.03.2011 às 19:22

Caro Pedro alves,
Desculpe (agora sim), mas labora em grave equívoco.
Acha então que eu é que devia pedir desculpa por o seu partido o denominar, erradamente, aceito, "secretário de estado da js"? Mas isso faz algum sentido?
Quanto á apropriação do Estado pelo PS, é tão evidente a quantidade de boys que proliferam na administração pública, no SEE e nas empresas participadas ou onde o estado tem as ditas golden share, que me dispenso de mais considerações.
Quanto à 'gralha', convenhamos que não é uma qualquer: não o descreveram como 'secretário provincial', 'secretário nacional', 'secretário da juventude', etc. Não: foi precisamente como "secretário de estado". A referência aos corporativos deveu-se, como imagina, à prática inaugurada sob a liderança de José Sócrates, de ter assessores pagos pelo erário público a atacar, sistemáticamente, soezmente, quem discorda do governo ou mesmo órgãos de soberania como é o caso do Presidente da república.
E - aí quase lhe dou razão - é importante que o seu partido se liberte da tutela sócratina a fim de respirarmos todos um ar mais puro, mais democrático e politicamemente mais tolerante.
De resto, sempre lhe digo que, lamento, quase parece JS, quando exige desculpas por erros do PS.
Cumprimentos, 
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De Rui Crull Tabosa a 18.03.2011 às 19:23

Claro que Alves é com maiúscula. É uma gralha, mas esta, ao contrário daquela que apontei, sem qualquer significado político.
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De Pedro Delgado Alves a 18.03.2011 às 14:55

Já agora, não lhe ficava mal dar conta no post de que era um lapso que foi prontamente corrigido. Só continua a laborar no equívoco se quiser...
PDA
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De Alexandre Lote a 18.03.2011 às 20:21

Caro Rui Crull Tabosa,



assumo como Coordenador da Juventude Socialista de Fornos de Algodres o erro que constava no cartaz! 


Tal erro deveu-se ao simples facto de aquando do carregamento do ficheiro  para a criação do evento no Facebook ter sido carregado o ficheiro com a "gralha" e não o correcto.


A brevidade com que a solução foi resolvida comprova isso mesmo.


Ao Secretário Geral da JS, Pedro Alves, enviamos as nossas desculpas pelo erro, uma vez ser ele o principal visado pelo mesmo.


Lamento no entanto, que a partir de uma "gralha" sejam feitas insinuações acerca da relação do PS e da JS com o Estado. Só mesmo por má fé, a interpretação por si feita tem qualquer fundamento.


Cumprimentos,


Alexandre Filipe Fernandes Lote
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De Rui Crull Tabosa a 18.03.2011 às 21:19


Caro Alexandre F.F. Lote,
Aceito a sua justificação. Contudo, o que refere ser uma "insinuação" minha é, antes, uma interpretação da qual, evidententemente, não abdico.
O PS, nus últimos 15 anos esteve 12 no poder e não se pode negar que tal realidade cria 'confusões', os tais 'erros de simpatia'.
A perspectiva de todos ficou clara.
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De Pedro Delgado Alves a 18.03.2011 às 21:02


 


Caro Rui Crull Tabosa,


Vamos lá tentar outra vez, sem desconversar:


Era uma gralha num convite. Se aceita este facto, que é difícil de ignorar pela sua evidência, o resto dos pressupostos do post e dos seus comentários caem por terra com estrondo. (Não deixo de achar notável que coloque gralha entre aspas, como que admitindo que pudesse ser outra coisa qualquer que não um lapso. Enfim, se nem aquilo que é evidente para qualquer pessoa de boa fé o convence, não há muito mais a argumentar…)


Por outro lado, acho que não percebeu a crítica. Ela assenta na falta de honestidade intelectual do post. Ninguém questiona o seu direito a achar que há um colonização do Estado pelo aparelho de um partido, desde que o demonstre de forma estruturada e com argumentos válidos (o que será, também, um pouco mais da parca linha que à matéria dedicou, mas isso são outros quinhentos). Não foi esse aqui o caso.


O que resulta, inequivocamente, deste caso, é o facto de não conseguir fazer qualquer demonstração racional de que este episódio seja minimamente demonstrativo da crítica agressiva e pouco séria que formula. Ao proceder deste modo, imputa um conjunto de intenções e concepções aos autores do cartaz ou à organização, que não têm a mínima correspondência com o facto. (Continua)

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De Rui Crull Tabosa a 18.03.2011 às 21:26

Caro Pedro,
Como referi, penso que as razões de cada um ficaram clarificadas. Mantenho que interpretei a gralha (ok, sem aspas) como um 'erro de simpatia'. Afinal, todos sabemos que os partidos que estão no poder, normalmente, têm uma maior proximidade dos membros do governo. Não é o fim do mundo nem é proibido, mas é assim.
O PS está também há muitos anos no poder e é natural que tal crie alguns vícios ou distracções, como aquela que publicitei.
De resto, perante o iminente descalabro em que o nosso País se encontra também me parece que esta não é uma questão de primeira grandeza.
Foi um erro, aceito. Interpreteio-o e o Pedro discorda. Está no seu direito e aceito que dificilmente poderia concordar publicamente comigo.
Cumps.
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De Pedro Delgado Alves a 18.03.2011 às 21:03

Mesmo o seu novo argumentário, que procurar entrar nos labirintos do id de quem fez o cartaz não convence. Acho até assombroso que vá ao ponto de tentar perceber uma lógica freudiana por detrás do engano (mais uma vez tentando insinuar que este não seria totalmente inocente ou que teria um subconsciente perverso a alimentá-lo). Talvez a razão pela qual a pessoa que se enganou não tenha usado a expressão “secretário da juventude” ou “secretário provincial” seja porque são conceitos que não têm existência no nosso vocabulário político, enquanto a que efectivamente consta do texto, secretário de Estado, é repetida várias vezes na discussão quotidiana, porventura até mais do que “Secretário-Geral”.


Aliás, conheço um sem fim de situações em que a designação que associam às funções que exerço têm variado, desde “presidente da JS”, a “presidente do Secretariado Nacional”, a “coordenador da JS”. Tomo-as pelo que são, não procuro detectar ali qualquer vontade de usurpar a Presidência da república ou fazer qualquer outro voo imaginativo pela psique de quem se enganou. E muito menos usar um manifesto lapso para promover um ataque pouco digno.


Se quisesse fazer um post a gozar como assunto, força, era precisamente isso que uma coisa destas potenciava. Aliás, recebi dois ou três bons emails nesse sentido. Agora o que decidiu fazer foi retirar uma ilação que pretende sólida e estruturada de que aquilo que aquele cartaz tinha como subentendido era uma colonização do aparelho do Estado, de tal forma grave que é necessário correr com esta gente já! Não fora o carácter ofensivo do raciocínio que constrói, e a coisa até passava por uma palermice num dia de fraca imaginação para escrever posts.


Repito o que disse, não quero que peça desculpa por quem cometeu um lapso na elaboração do cartaz. Esperava apenas que reconhecesse que não procedeu correctamente e emendasse a mão. O que, acrescente-se, o seu aditamento continua a não fazer – não se trata de eu ter ou não responsabilidade pelo facto (o que é irrelevante, mas que, no quadro das funções que desempenho, assumo objectivamente enquanto responsável nacional pela organização), mas sim da insinuação que continua a fazer de que o entendimento que se perfilha na organização é de confusão entre Estado e partido e colonização do aparelho do Estado. Essa é a acusação abusiva na qual continua a insistir, mesmo quando é de todo evidente que não tem argumentos que a sustentem.


Quanto à cassete dos corporativos, devo dizer que é peditório na internet para o qual não contribuo, em qualquer das modalidades ou facções, e que, manifestamente, não tem nada a ver com o assunto. Se ataque soez se registou neste episódio, não me parece haver muitas dúvidas de onde terá aparecido…


Cumprimentos,


PDA

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De Rui Crull Tabosa a 18.03.2011 às 21:46

Caro Pedro,
Sem querer dar mais para o 'peditório', não vê que há uma diferença entre um lapso oral ou uma gralha num texto comum, de uma gralha daquela natureza e com aquele signig«ficado num convite formal endereçado por um partido político de primeira grandeza?
De resto, parabéns pelo bom gosto na escolha das modelos utilizadas no convite, que demonstra, penso, que o PS também tem militantes muito bonitas. 
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De Pedro Delgado Alves a 19.03.2011 às 11:21

Caro Rui C. Tabosa,
Acho também que exaurimos o que vai de argumentos, mas não posso deixar de comentar a forma como agiganta a dimensão do evento ao ponto de quase o transformar num acto de divulgação internacional em que qualquer gralha tem de ser vista à luz do seu impacto à escala planetária. Enfim, manifesto exagrero...

Quanto à piadola marialva final, acho que ilustra o seu espírito ao longo da conversa...
Cumprimentos,

PDA
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De Rui Crull Tabosa a 19.03.2011 às 11:52

Caro Pedro Alves,

Não era piadola mas um elogio. Ou não são militantes socialistas? (não responda que senão nunca mais saímos daqui...).
Cumps.

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