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À atenção do Presidente

por Rui Crull Tabosa, em 30.01.11

Muito se escreve e diz em Portugal continental contra a Madeira de Alberto João Jardim. O seu estilo, truculência e governação musculada são recorrentemente objecto de crítica. Não duvido que muitas vezes com fundamento.

Mas, e o que se passa nos Açores?

Já aqui escrevi algumas vezes sobre os desmandos de Carlos César que, embora menos expansivo do que o seu homólogo madeirense, é, talvez, como o 'chefe máximo', um dos mais acabados exemplos de despotismo no País. O problema é que, cá no continente, pouco sabemos do que realmente se passa nos Açores, cuja autonomia mais não está presentemente a servir do que para esconder a autocracia cesarista, que domina por completo aquelas ilhas. Autocracia na qual assenta, como uma luva, a compra de votos que Carlos César descaradamente está agora a levar a cabo e que indigna qualquer pessoa de bem, para já não mencionar os trabalhadores que, por culpa da irresponsabilidade socialista, viram agora os seus salários fortemente reduzidos.

Mas, melhor do que a minha apreciação, é destacar o comentário de Rui Rebelo Gamboa a um meu post, o qual constitui um verdadeiro grito de liberdade e de denúncia da sujeição em que aquelas ilhas presentemente se encontram.

Escreve Rui Gamboa: "O número de blogues assinados nos Açores é o espelho do ar que se respira nas ilhas. Na verdade, são muitos poucos os que se podem dar ao luxo de criticar abertamente este regime podre e que roça o ditatorial, sob pena de sentirem o peso do socialismo de punho cerrado cair-lhes em cima.
O governo regional dos Açores consegue estar presente nas vidas de quase todas as famílias. Por um lado porque a administração regional é uma máquina gigantesca, muito maior do que seria necessário, de modo a empregar muita gente. A estes acena-se com as avaliações adequadas, compensações e afins. Depois, há o RSI que nas ilhas tem um taxa de beneficiários mt acima da média do resto do país. Por fim, o sector privado, cujo principal cliente é o próprio governo. Ou seja, para qualquer um desses sectores da sociedade, é impensável exercer a sua cidadania. Porque, não tenhamos dúvidas, César lidera um regime revanchista. O caso Mário Freitas (*) é de singular interesse.
Nós, na Máquina de Lavar, vamos fazendo os possíveis, para recolocar alguns factos na ordem do dia. Por isso agradeço-vos tão digna distinção do Corta-Fitas."
Até quando Portugal terá de suportar esta forma de fazer política?

(*) link meu.

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6 comentários

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De Réspublica a 30.01.2011 às 21:51

Ainda bem que vivo no Continente, nas Beiras um César desses sofria uns "Idos de Março" que era uma maravilha, nem que fosse só por via de uma tareia!
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De Carlos Faria a 30.01.2011 às 22:18

Sem dúvida uma surpresa agradável ver o Máquina de Lavar aqui destacado, um blog assinado que resiste a César que eu acompanho de perto cá nas ilhas de bruma.
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De Costa a 31.01.2011 às 10:37


Até quando? Até deixar de votar neles. Coisa que não parece estar garantida, já que - independentemente do grau e descaramento das patifarias infligidas -, o desgraçado PS parece reter um número apreciável de votos. Muita gente a depender do estado-rosa, é o que é. Gente que só tem o emprego que tem, o subsídio que tem, o favor administrativo que tem ou conta ter, etc., porque o dito estado-rosa existe.

Goste ou não goste dele, depende dele. E, nem que seja por medo do desconhecido, prefere tê-lo. Ainda que seja por ele violentada todos os dias.

Além de que será necessária mais uma geração - ou mesmo mais - para que desapareça o íntimo, ou vociferado, nojo de se "ser de direita" e que ainda por aí campeia. Mesmo que, para muitos que dele sofram, seja óbvio que a esquerda que temos é bem mais repugnante. 

Uma mistura estranha e destrutiva de interesseirismo, pragmatismo egoísta e masoquismo ideológico que está connosco para ficar por muitos anos ainda.

Costa
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De Herberto Dutra a 31.01.2011 às 16:07

Nos Açores mandam os Açorianos.
Deixem-se de tretas.
O Sr. Silva que vá dar lições de democracia ao «tiranete» da Madeira.
Ele aqui foi sempre bem recebido, inclusivé na nossa Assembleia Legislativa, e não numa pensão, como foi no Funchal quando recebeu os pasrtidos da oposição madeirense.
Nos Açores sempre houve estabilidade politica, responsabilidade, respeito institucional e estamos a anos luz da bandalheira da República e da republiqueta soviética do Jardinikistão.
Antes de aceitarem post de ignorantes que são «açorianos» traidores deviam informar-se melhor.
Isto não é a  Lisboa decadente, falida e ingovernável.
Tenham respeito pelos Açores que sempre foi o último reduto da portugalidade e que historicamente sempre libertou Portugal da pata dos estrangeiros e dos diversos totalitarismos, desde o fascismo ao comunismo!!!!!!
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De Rui Crull Tabosa a 31.01.2011 às 17:58


Falida, também por conta desses demagogos que compram votos dissociando-se dos sacrifícios a todos os trabalhadores nas mesmas circunstâncias foram sujeitos, desde que... não vivessem nos Açores.
Simplesmente indesculpável e uma mancha que César está a atirar para os açorianos.
Quanto a traidores...
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De José Gonçalves a 02.08.2012 às 15:54


A Máquina de Lavar tem pugnado, ao longo destes últimos anos, pela liberdade de pensamento político nos Açores. Confesso que não é fácil, não tanto por causa de nós, seus autores, que escrevemos o que queremos, que contibuimos para que hoje haja uma oposição (social e, de certo modo, política) mais perceptível, mas sobretudo por causa do ambiente chaviano que se sente no ar, aquela coisa pestilenta que nós sabemos que existe, mas cuja proveniência desconhecemos, apenas a pressentimos no silêncio geral, nos rostos de medo que algumas pessoas têm por serem vistas na companhia de não alinhados, na opinião que nunca têm, nas conversas em segredo, tudo constituindo horripilantes sensações que queremos alteradas. Como diria o agrilhoado no filme Dr. Jivago "o único livre aqui sou eu". Acreditamos que em Outubro o rumo político mudará, nem que seja nisto.  E já era muito.

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