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As forças da reacção

por João Távora, em 28.01.11

 

Ao ouvir Pedro Marques Lopes ontem à noite na SIC Notícias em comovente comunhão com Adão e Silva a verberar com inusitada arrogância contra Paulo Portas, apercebemo-nos como o deslumbramento pelo poder pode cegar, fazer confundir o acessório com o que é essencial. O essencial é resgatar Portugal. Assim foi, a loira de Passos Coelho deu uma série de recados, enumerando uma série de lugares comuns, velhas teorias e tacticismos, da conquista do centro esquerda, e do perigo da direita, um argumentário que mais não pretende do que assegurar às hostes laranjas de que tudo permanecerá igual ao que sempre foi, acalmar as ávidas clientelas que há décadas encalharam o país num cinzento e profundo centrão.

Se os resultados das presidenciais nos indicam algo para além do óbvio, é que os portugueses anseiam por novas propostas, desacreditam profundamente no discurso tradicional dos partidos, vistos como meros sindicatos de interesses e divorciados dos cidadãos. É justamente esse sentimento que favorece, quanto a mim, a formação dum espaço de união não socialista, um movimento descomplexado e afirmativo de ruptura, que reúna uma inquestionável selecção das mais importantes figuras à direita do PS, num projecto de aliança eleitoral virado para a regeneração e rejuvenescimento da política e para a mobilização do país. Algo parecido com o desafio feito por Paulo Portas, que, há que reconhecer, desta vez está repleto de razão e oportunidade.



3 comentários

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De Sexta-Feira a 28.01.2011 às 11:46

Venha é a loira das sextas, quero lá saber da loira de Passos Coelho.
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De Abrolhos a 28.01.2011 às 13:03

Não tenho dúvidas que um projecto político comum à direita fosse a melhor solução para Portugal. Compreendo que uma AD " criada antes das eleições podia obter maioria absoluta. Porém, é arriscado para o CDS, pois pode vir a diluir-se novamente nessa coligação, drenar os apoiantes que entretanto, e a custo, conseguiu conquistar. Conclusão, na minha opinião seria bom para o país neste momento, e a médio/longo prazo mau para o CDS. Donde, se a médio longo prazo existir um esvaziamento do CDS, isso diminui a " nossa" pluralidade, limita a democracia, e isso é mau para o país. Secalhar (por egoísmo) preferia que o CDS fosse em listas separadas.
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De Réspublica a 28.01.2011 às 18:56

Caro amigo, o CDS é bem vindo à grande coligação, o Portas é que não, estamos a falar de um ser desprezível que não teve qualquer problema no pasquim que dirigia acusar de forma vil e indigna pessoas que sabia serem inocentes e por factos que sabia serem falsos, como aconteceu com Fernando Nogueira, Manuela Ferreira Leite ou Duarte Lima (/este ganhou inclusive um processo contra o pasquim).
O PSD não pode esquecer (mesmo que Barroso tenha esquecido, por não ser alvo) quem é Portas, bastam de "sopas frias" e afins.
O CDS que se livre de Portas, que o mande para o PNR ou o PND (ao pé do madeirense +e que ele está bem)!

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