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O holocausto secreto de Mr. Churchill

por Rui Crull Tabosa, em 06.12.10

É comummente aceite que os nazis mataram cerca de 6 milhões de judeus.

É sabido que os comunistas assassinaram, só no período estalinista, entre 25 e 27 milhões de pessoas.

O que se desconhecia - e para mim foi uma completa surpresa - é que Winston Churchill, um dos mais venerados estadistas do século passado, também tem a sua quota-parte de mortos.

Já se sabia que Churchill não tinha em grande conta a vida humana quando, apenas a três meses do fim da II Guerra Mundial, estava a Alemanha já militarmente exangue, ordenou, com o auxílio norte-americano, o criminoso massacre aéreo de Dresden, no qual pereceram 250 mil civis sob o efeito devastador das bombas de fósforo.

Agora ficámos a saber que, em 1943, o primeiro-ministro inglês provocou deliberadamente a morte, pela fome, de 3 milhões de indianos que viviam, então, sob domínio britânico. Metade do que matou Hitler e, é certo, 1/9 do que assassinou Estaline.

Em todo o caso, um número impressionante, que atira a reputação de Churchill também para o caixote do lixo da infâmia.

Num recente livro, intitulado “Churchill’s Secret War”, Madhusree Mukerjee, estudiosa que já pertenceu ao conselho de editores da Scientific American, denuncia o desvio de alimentos que Churchill fez de Bengala, região propositadamente empobrecida pelas políticas segregacionistas da administração britânica, recusando mesmo a ajuda alimentar oferecida por americanos e canadianos, que teria permitido evitar aquele autêntico holocausto indiano.

Enquanto se amontoavam os mortos nas ruas, Winston dizia para o secretário de Estado para a Índia, Leopold Amery, que “Odeio indianos” e que a fome é culpa deles porque “se reproduzem como coelhos”. Quando o Governo de Deli apelou a Londres para que o desvio de alimentos de Bengala fosse revogado, Churchill limitou-se a perguntar por que razão Gandhi ainda não tinha morrido…

A catástrofe humanitária atingiu uma tal proporção que o próprio vice-rei da Índia, Lord Wavell, se viu obrigado a considerar a atitude de Churchill como “negligente, hostil e desdenhosa”.

Factos como este obrigam a uma verdadeira revisão da historiografia oficial, que tem preservado alguns dos abomináveis crimes que também cometeram durante a guerra.
Intencionalmente, deixei esta imagem para o fim do Post. É violenta, bem sei, como muitas outras que vemos habitualmente quando nos referimos a holocaustos, fingindo que só houve um. Mas deve ser vista, para lembrar que não há vítimas de primeira e de segunda, conforme sejam brancas ou de outras raças.



1 comentário

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De Winston Leonard Spencer-Churchill a 06.12.2010 às 18:40

Com que então a falar de mim, cambada de ineptos, quem pensam que são para discutirem as minhas decisões? Eu que não recuei perante nada para conseguir satisfazer a minha colossal vaidade, eu que consegui destruir o império britânico , eu que consegui com a criação de israel inventar um problema sem solução aparente, eu que consegui que metade da Europa ficasse submetida a uma tirania megalómana e assassina durante meio século, bananas é o que vocês são, cambada de frouxos a malharem na minha memória. Já que tentam pôr-me sangue nas mãos ao menos que o façam com os números correctos, eu não fui apenas responsável por uns míseros três milhões de mortos na India , então e o resto que eu fiz questão que fossem eliminados , como os Sérvios e Croatas anti comunistas que fugiram para a Grécia e que por minha ordem expressa foram devolvidos ao Tito que lhes tratou da saúde , foi uma limpeza, homens, mulheres e crianças tudo passado a ferro, entre esses e os que não deixamos sequer fugir, calculo perto de um milhão, mas mesmo assim não chega pois com muito orgulho declaro que em Fevereiro de 1945 em Yalta concordei em entregar ao Zé Estaline, toda a chusma de leste que caísse nas nossas mãos, se os números não falham consegui empacotar mais de dois milhões The last secret , de Nicholas Bethell , Penguin Books 1995), seus pequenotes de alma dorida para ficarmos nas páginas da história como grandes não podemos ser fracos, olhem para o mapa de África todas as fronteiras que existem em linha recta fui eu que as desenhei, embora com muito esforço e concentração pois a partir das 11h da manhã já costumava estar bêbedo, as vezes até mais cedo, mas que importa isso, pois consegui criar divisões étnicas que ainda hoje provocam explosões de mortandade e tudo apenas com uma caneta, uma régua, nenhum bom senso, menos inteligência e muito álcool. Por tudo isto apontarem apenas três milhões de vitimas à minha conta pessoal, é uma vergonha no que diz respeito à investigação histórica, sejam verdadeiramente objectivos seus moralistas de salão, não me menosprezem senão ainda arranjo maneira de voltar e aí é que vão ser elas.

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