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"Mate-se" o mensageiro!

por Pedro Quartin Graça, em 13.11.10

Este é o resultado da tomada de posição do presidente do Tribunal da Comarca de Alenquer, Afonso Dinis Nunes, divulgada há dias neste mesmo blog. Na sequência, o vice-presidente do CSM-Conselho Superior de Magisratura solicitou a intervenção do inspector da área com a responsabilidade pela  para recolher dados e transmiti-los ao Conselho. Esta informação será decisiva para determinar a abertura de um eventual processo de averiguações ou mesmo de um inquérito disciplinar.

Em Portugal as coisas são assim. Em vez de se resolver o problema "mata-se" o mensageiro. Está tudo dito!



17 comentários

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De Réspublica a 13.11.2010 às 10:46

Ora, caro Crull... nãos e tratou de uma mensagem, mas de uma garotice! Um juiz, atento às funções desempenhadas, não se pode reduzir a um mero burocrata que faz despacho inexistentes, só porque sim. 
Esse despacho foi um exemplo inaceitável de falta de respeito pela justiça e por todos os operadores judiciários. 
O juiz em causa colocou em causa todos os colegas e permite a algumas vozes ridículas (sim falo de Marinho e Pinto) apresentarem como verdadeiras a verborreia que lançam!
Não se admite que um juiz adie um julgamento sem qualquer fundamento para o mesmo.
Na minha opinião o CSM pecou por defeito, o juiz em causa deveria ter sido suspenso de imediato, até ser concluído o processo disciplinar em que se verificasse a sua idoneidade para o exercício de funções.
Já não é a primeira vez que se descobre que um juiz padece de uma doença que o impossibilita de manter a sua actividade e tem que ser reformado compulsivamente pelos Conselhos Superiores, lembre-se do famoso caso GADU, que opunha um juiz aposentado compulsivamente dos TAF contra o CSTAF!
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De Réspublica a 13.11.2010 às 13:06

Queria dizer "Caro Quartin", não caro Crull!
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De Pedro Quartin Graça a 13.11.2010 às 13:39

Caro Rés,


Ainda que seja advogado (se bem que suspenso de momento, a meu pedido), desta vez não o acompanho. a reacção do CSM foi a típica reacção corporativa que tem existido em Portugal há décadas.
Cumps,
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De Anónimo a 13.11.2010 às 13:17

Granda Nóia, que sabes tu de direito e de justiça? Que sabes tu de magistrados? Sabes é de emolumentos e deves ter feito uma insolvência de empresa pois logo a publicitaste no CF. Até declaras no CF a retenção que te fazem na fonte, deve ter sido naquele mês! Confundes mandato com mandado! Deves ser um prato em audiência.

Porque falas, então, mal dos juízes? Este juíz FEZ MUITO BEM! Este juíz para além de julgar, tem de estudar, tem de se actualizar, tem de despachar, tem de fazer sentenças. Como todos. Mais: tem de ouvir a verborreia de advogados nóias que gastam palavras, até asneiras, em alegações da treta.

Toma aí só para ti: as melhores alegações são as que ficam por dizer.
Contribui. Não gastes o tempo judicial!

Um juíz não é um escravo do cidadão! Um juíz tem família, tem encargos! Tem direito à indignação. O juíz tem direito à GREVE! Porque o juíz é um cidadão.
Com que direito, tu que dás calinada atrás de calinada, imputas «garotice» ao juíz? Simplesmente, fecha a boca, fala por gestos no CF, que assim ninguém te ouve.

GRANDE HOMEM! O JUIZ DE ALENQUER. VOU CONGRATULA-LO PELA CORAGEM QUE TEVE. O CSM devia preocupar-se mais com a morosidade dos tribunais, na verdade, muitas vezes provocadas pelas asneiras verborreicas de advogadozecos da treta, que mal sabem os elementos de uma relação jurídica.

 
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De Anónimo a 13.11.2010 às 13:43

E já agora! Marinho Pinto? Não manda dizer. Diz! Sempre gostava de te ver chamar «ridículo» ao bastonário! Levavas na hora e ficavas com o rabinho de pêlo mal semeado a arder. ´
Marinho Pinto é outro que faz o barulho que acha que deve fazer. Quem não gosta de o ouvir, não ouve. Porém, um alegado advogado comentá-lo sem mais e por esta via, é inadequado.

Falas tu de Deus, de Cristo, de música clássica? Tentas ensinar o Rui Crull com remissões para os teus ridiculos «links» da bodega, como se tu estivesses ao nível do Rui Crull, na palavra, na cultura que o mesmo demonstra! 

És um estulto! Agora podes ir chamar a brigada «Vitor Jara» para te defender, que hoje o Etna está em ponto de ebulição.
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De Réspublica a 13.11.2010 às 14:06

Oh Abrantes/Constância vai dormir, que o teu mal é sono, já agora digo o que dizer ao Marinho, conheço-o bem, até já fui vizinho dele e tudo, sei do que falo!
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De Anónimo a 13.11.2010 às 14:28

Oi...esqueci outra coisa, ó granda nóia. Vai «pensar o porco», pá, quem sabe, apendes no acto, um pouquinho de DIREITO, e páras de criticar tudo e todos. Fica aí sabendo «e tudo» ( é como tu te expressas), sou o mais fascista, anarquista, anti - democrata de massas, que possas imaginar. Não me enquadro em rótulos políticos da moda e muito menos medíocres, e nem calculas os advogados vermelhinhos que conheço e que assinam «de cruz», o que escrevo.
Já agora «pensar o porco», não significa pôr-lhe um «bandéde»!
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De João Távora a 13.11.2010 às 13:36

Absolutamente deplorável a actuação deste funcionário "juiz". Indigna dum órgão de soberania, a "brincar" com os cidadãos que dele dependem. Dêem-lhes mais dinheiro então - eu pago do meu trabalho.  
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De Anónimo a 13.11.2010 às 13:53

Não, não lhe dê dinheiro. Porque nem tudo se resume a dinheiro. Voluntarie-se, quem sabe para concluír processos, ler os imensos articulados de alguns advogados, tratar os incidentes processuais dos advogados da «chicana», apoiar na pesquisa da legislação! Assim, ele, juíz, também terá tempo para ir assistir a concertos, e estar com a família. Até de participar num blogue. Ou de fazer outro tipo de trabalho, comunitário.
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De Anónimo a 13.11.2010 às 13:46

Magnifica a actuação deste Juíz. Só quem não conhece o trabalho de um magistrado, pode lamentar o protesto do mesmo. 
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De Anónimo a 13.11.2010 às 15:39

Caro Pedro, peço-lhe penhoradamente se digne publicar o que infra vai:

Verbo TRAZER, Pretérito perfeito, vulgo passado.

Eu TROUXE

Tu TROUXESTE
Ele TROUXE

Nós TROUXEMOS
Vós TROUXESTES
Eles TROUXERAM

Pelo que em vez de se escrever

«Ele troce», deve escrever-se, «ele TROUXE».

Em prol da defesa da língua portuguesa aplicada, manuscrita, digitalizada, por alguns juristas. Contribua. Há que ensinar os bolonheses.




 
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De Maria da Consideração a 13.11.2010 às 19:03

Exmo Senhor Dr. Pedro Quartin Graça,
Exmos Senhores do blog Corta Fitas,
 
Tomei como exemplo este comentário, como poderia tê-lo feito em relação a muitos outros, uma vez que este tema é recorrente.
Venho então por este meio informar a quem possa passar despercebido que a disléxia, assim como a dislalia, são realidades. O que se passa no caso da disléxia e eu sou disléxica, é que a região do hemisfério Dto. e a do Hemisfério Esq. são ou iguais, ou maior no hemisfério Esq. Nos não disléxicos a região cerebral maior é forçosamente o lado direito.
Não é considerada uma doença e ao contrário do que se pensou até meados do séc. XIX, não está ligado a nenhuma capacidade. Ou por outra, parece que a inteligência, medida nos habituais Q.I. mostra-se em várias vertentes, maior em pessoas disléxicas.
Einstein era disléxico. Roosevelt era disléxico. Leonardo da Vinci era disléxico. Picasso era disléxico. Van Gogh era disléxico. Darwin era disléxico. George Washington era disléxico.
Eu, Maria da Glória Parente também sou disléxica e para fazer este comentário, tenho que reler com calma senão escreveria facilmente clama em vez de calma.
À consideração de todos.
 
Associação Portuguesa de Disléxia aqui:
http://www.dislex.net/DISLEX/Bem-vindo.html (http://www.dislex.net/DISLEX/Bem-vindo.html)


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De Anónimo a 13.11.2010 às 19:24

Tom Cruise também é disléxico e muitos outros mais, para além daqueles que aponta tão expressivamente.

O problema não é esse, e nunca o comentário que considera, visou disléxicos. A par da dislexia há outros «handicaps» bem mais graves, que são acompanhados e até corrigidos mediante terapêutica adequada.

Assume a sua dislexia, mas também os há que não sendo disléxicos, apontam, criticam, superiorizam-se no seu discurso, num saber que efectivamente não possuem, «calinando» na gramática tão exemplarmente! Para esses, é dirigida a conjugação do verbo!

Independentemente de tudo, mal não há em corrigir o que está errado, informando, como aliás a Srª. Comentadora, também, fez, quando se dirigiu a todos informando sobre matéria que, certamente, será do saber geral de mais do que «alguns».
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De Pedro Quartin Graça a 13.11.2010 às 19:33

Obrigado pelo seu comentário estimada leitora.Image
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De raio a 14.11.2010 às 15:10

--Uma grande fatia de magistrados trabalham à noite, aos fins-de-semana.
O trabalho do magistrado não é feito à hora, não tem horário. É este o erro do Sr. Juiz. Pode marcar o que quiser, e fazia-o sem dar azo. Em vez de 4 julgamentos de manhã, marcaria 2...por exemplo. Ou deixava duas tardes livres para o expediente.
--Mas o que me espanta é a passividade lusa.
--Então, nacionalizam parte dos salários, quando há alternativas à não existência de taiis cortes, e o pessoal fica a ver navios? Votaram no Líder do PS...e todos arregimentados, népia. Imaginem em grande emergência o PPd fazer uma coisas destas. É nisto que se vê a cultura parva, ignorante deste país.
E claro em vez de um Tribunal Constitucional que defenda princípios conquistados há séculos, vemos o bloco central dos interesses aí instalado.
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De Anónimo a 14.11.2010 às 23:46

O Juíz não errou! O juíz chamou à atenção! O juíz não é escravo. O Juíz é um ser humano. O juíz tem de ser pago pelo trabalho que faz! O juíz tem de estar confortável na posição em que está - a de julgador - porque acima de tudo, ele julga, ele pune, decide. Tem autoridade. Não o gozem. Todos deviam fazer assim, todos deviam opôr-se ao fecho dos juízos, todos deviam opôr-se à sobrecarga de trabalho. Compreende-se um juíz com três mil processos?
Se querem Justiça, apoiem a Justiça, e façam a justiça que o caso merece.
Este Juíz só merece ser apoiado!

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