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Baptista-Bastos (com hífen, que é mais giro...) é um desses moralistas ao serviço da velhinha que no próximo mês de Outubro completa cem anos.
Adora encher a boca com 'república' práqui, 'república' práli, delira sobre a ética da dita e as putativas ameaças à mesma, mas esquece de dizer que vive numa casa camarária, em Lisboa, à custa de cunhas e favores certamente incompatíveis com o 'princípio da igualdade' que tanto deveria prezar.
Sabedor de que quem não chora não mama, esse republicano de pacotilha confessou que "Quando precisei [de casa] pedi", esclarecendo ainda que "Não há aqui prendas. A casa que alugava há 32 anos em Alfama estava a cair, eu tinha três filhos e não tinha meios. Escrevi à presidência a pedir uma casa".
São também exemplos como o deste inenarrável inquilino municipal que minam os alicerces éticos do regime e justificam que o povo se afaste cada vez mais desse fartar vilanagem dos 'filhos da República'.
(iIlustração de Pedro Vieira, tirada daqui).
Que “prebendas”? Que “conhecimentos”? Que tem “dizer loas à república” com o pedir uma casa à câmara, coisa que fazem milhares de cidadãos anónimos deste país que vivem em casas a cair, com filhos para vestir e alimentar? Que tem isso a ver com “o princípio da igualdade”, quando essa é precisamente um das funções do Estado e quando existem departamentos camarários exactamente para essas funções? Quem você conhece que compra casas sem “cunhas”, um dia, vendo-se desesperado, moverá mundos e fundos para fazer o mesmo que fez o BB, incluindo pedir ajuda à Câmara, sem que você, nem ninguém tenha o direito de os condenar. Mas quem é você, Rui, ou alguém, para condenar o Baptista Bastos? Quem é você para recomendar “vergonha na cara” ou “juizo” a quem quer que seja?
Meu caro, o mundo não gira à sua volta. Há mais mundo do que aquele que você conhece e sobretudo nunca diga, com essa arrogância toda, desta água não beberei, que um dia pode precisar.
Ainda não explicou que “prebendas” pode ter tido um homem que viveu décadas numa casa miserável num bairro pobre, com mulher e três filhos. Imagino que imaginava o Baptista Bastos a passear de mercedes e a viver na Lapa, onde recebia ministros, condecorações e envelopes grossos de dinheiro, e a pedir à cãmara que o realojassem numa vivenda do Restelo para poder ter um jardim privado. Não se importa de explicar que “prebendas” eram essas e onde o homem as terá guardado?
Fica a saber que todas as pessoas do prédio onde o BB vivia foram realojadas, porque o prédio simplesmente não tinha condições para alguém lá viver. Esse e outros prédios, numa zona onde nunca terá posto os pés, ou, se o fez, terá sido para comer sardinhas assadas no santo antónio. Conheço eu bem apartamentos nessa zona, com divisões minúsculas e podres divididas por cortinados.
Nem ele, nem os outros, foram viver para Almada ou Mem Martins, onde as rendas seriam mais baratas, é verdade. Até posso reforçar isso: podiam ter ido viver para a Serra de Monchique, se não tivessem dinheiro para mais. Podiam todos aqueles a quem a câmara atribui casas ou dá subsídios, ir viver para a serra de Monchique. Em vez disso, imagine, vão à sua câmara pedir ajuda.
Acho que deve lutar pelo fim dos serviços de assistência social da câmara aos mais necessitados, incluindo realojamento, com o argumento de que se você pode comprar, eles também podem. Mas, mais uma vez, não cuspa para o ar. Um dia, posso também eu queixar-me de que faz parte da choldra que me anda a ir ao bolso. E por aqui me fico, que não tenho estômago para mais.
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