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O pântano dos anónimos

por Rui Crull Tabosa, em 27.08.10

Já aqui escrevi abundantemente contra os anónimos sócretinos que, no blog Câmara Corporativa (nome emprestado do salazarismo e que, aliás muito certeiramente, retrata bem a natureza intra-solidária que une os boys socialistas…), desferem os mais miseráveis e cobardes ataques contra todos aqueles que resistem à máfia em que se converteu a rosa lusa.
Insultam o Presidente da República, vilipendiam políticos da oposição, mentem despudoradamente sobre a real situação económica e social do País, vomitam contra-informação misturada com desinformação, funcionam, enfim, como caixa de ressonância da propaganda e das aldrabices governamentais.
‘Abrantes’ e ‘Magalhães’ (mais aquele que este) são, hoje em dia, sinónimos de anónimos, meros nomes de aluguer de uma pandilha de algumas dezenas serviçais ministeriais do ‘chefe máximo’ que não dão a cara pelos insultos que destilam.
Esse blog de crápulas é bem a imagem deste governo de cábulas e medíocres que todos os dias afunda ainda mais o nosso País.
Dito isto, confesso que das coisas mais divertidas que li nos últimos tempos foi o corporativo Magalhães (o Abrantes deve ter ido à oficina) indignar-se com o facto de um outro anónimo, no Albergue Espanhol, escrever contra o ‘chefe máximo’ e outros próceres socialistas!
É realmente enternecedor ver um sevandija anónimo incomodado com a concorrência da anónima Elisabete Borboleta
Enfim, é a vida, como dizia o malogrado Engenheiro (esse, ao menos, verdadeiro), que conhecia a rapaziada socialista ao ponto de fugir do pântano em que esta finalmente conseguiu converter Portugal: um País com 700 mil desempregados, cada vez mais na cauda da Europa, mas, acima de tudo, sem ética, sem valores, sem princípios e, o que é pior, sem vergonha na cara, como bem o demonstra a contumaz inimputabilidade do licenciado ao Domingo.

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2 comentários

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De anónimo a 27.08.2010 às 23:04

Escreveu O Jansenista


Apologia do anonimato (http://jansenista.blogspot.com/2008/09/apologia-do-anonimato.html)

O nome que nos é dado, em sociedades de reduzida mobilidade social, investe-nos num estatuto de privilégio ou de privação que nos engaiola – e o faz com um peso colectivo tão determinante que não hesitamos em atribuir ao destino aquilo que não passa de puro corolário da convenção social.
Essas sociedades policiam, não raro ferozmente, a criação e a perpetuação desses papéis e estatutos – e só não o fazem mais porque contam com a interiorização espontânea dos valores que representam, o auto-policiamento por parte daqueles que vêm em tudo isso uma fatalidade, um sentido, um interesse até.
Mais ainda, essas sociedades não toleram surpresas no jogo, e por isso reclamam de cada um o aval do seu pedigree, para saberem quem privilegiar e quem humilhar e excluir, independentemente daquilo que as pessoas façam. Todos nascemos com a herança dessa marca, e muitos com esse estigma.
Por isso essas sociedades desconfiam do anonimato.
Não importa se o «Nuno» tem nobreza de carácter, se tem talento, se tem ambições: interessa é saber se nasceu para servir ou para ser servido, para mandar ou para ser mandado, para abrir caminho ou para seguir os outros; e para isso é determinante tratar-se do «Nuno Nunes», constituir o último elo, visivelmente marcado e facilmente identificado, de uma cadeia de castas superiores ou inferiores.
Na simbiose da sociedade rígida e fechada, a ninguém é, no fundo, consentida a autoria do papel que a sua existência total representa – e não admira que as mais gratificantes formas de auto-realização e transcendência pessoal tenham que ocorrer, dado o contexto, no reduto da privacidade, na invisibilidade e no silêncio, para lá das remotas fronteiras até às quais se estende a grilheta da alienação.
O anonimato é, nestas ocasiões, a máscara com que assomamos à janela desses redutos. Quando a sociedade vai longe de mais no tributo que nos pede e na marca que nos impõe, ressurge espontaneamente um sentido nobre de anonimato, que é a recusa de uma «regra de jogo» que sabemos viciada. Uma recusa que se converte num acto de libertação privada.

assino por baixo
anónimo
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De Rui Crull Tabosa a 27.08.2010 às 23:22

Desculpe a pergunta, mas... como "assina" se não assina?

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