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Salazar no Centenário da República

por João Távora, em 27.07.10

 

"No meio de um povo de incoerentes, de verbosos, de maledicentes por impotência e espirituosos por falta de assunto intelectual, o lente de Coimbra (Santo Deus!, de Coimbra!) marcou como se tivesse caído de uma Inglaterra astral. Depois dos Afonsos Costas, dos Cunhas Leais, de toda a eloquência parlamentar sem ontem nem amanhã na inteligência nem na vontade, a sua simplicidade dura e fria pareceu qualquer coisa de brônzeo e de fundamental."

 

Fernando Pessoa lapidar recordado por Jaime Nogueira Pinto neste brilhante artigo do jornal i

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25 comentários

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De Só falta a 27.07.2010 às 20:56

Agora, só falta dizerem que Portugal era um país democrático no tempo de Salazar.
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De Réspublica a 27.07.2010 às 21:42

Esse de Coimbra é alguma indirecta, se calhar até tem razão tamanho asno nunca deveria ter sequer estudado na mais antiga e prestigiada Universidade do país, seria mais digno da republicana FDL.
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De mcm a 27.07.2010 às 21:45

Salazar foi um Homem que ficou na História.
Quer queiram, quer não, ficou.
Os grandes homens do passado fizeram grandes coisas e fizerma algumas coisas menores.
Os pequenos homens do presente não se distinguem, em nada, da sua total pequenêz.
- São, física e mentalmente, anões.
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De Anónimo a 27.07.2010 às 22:03

Anões? Não! Inexistentes!

Salazar foi sem dúvida um grande e inteligente homem. Coimbra albergou-o, preparou-o no saber, assim como albergou outros que debitam ad nauseam a sua infeliz doutrina. São os que andam sempre com o credo de Deus na boca.
Asno? Salazar? E quem lho chama?
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De mcm a 27.07.2010 às 23:04

Eu não.
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De Renato a 28.07.2010 às 11:38

Eu. Eu chamo. Agora posso chamar-lhe o que me apetece.
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De Anónimo a 28.07.2010 às 19:58

Acredito que lhe chame asno. Porque não reconhece um homem inteligente.Image
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De O Falso Rei das Pampas a 27.07.2010 às 22:17

Os grandes FdP ficam na História.
Até o Jack , o Estripador .
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De mcm a 27.07.2010 às 23:03

Esse tal de »Jack Estripador« governou aonde?
Aqui falávamos de Políticos e de políticos.
Não se falava de assassinos em série...
- De Psicopatas.
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De Anónimo a 28.07.2010 às 00:10

Muito bem, MCM.
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De O Falso Rei das Pampas a 28.07.2010 às 07:49

Salazar era um psicopata que se escondia por detrás do exercito, das polícias e da igreja. 
Uma polícia política em particular, seguindo os mesmos turtuosos e sujos princípios que ele fazia o trabalho porco que ele julgava necessário.

 
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De Paulo Rosário Dias a 27.07.2010 às 22:07

http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/salazar-estado-novo-ouro-investidor-investimentos-mercados/1179579-1730.html


Tão cegos de revanchismo e medo que estamos hoje de olhar a nossa história com olhos de ver, como o país não esteve nos áureos tempos de propagandas e coerção.

É triste que a história das 1.ªs republicas sejam melhor percebidas, contadas e ouvidas por gentes de fora, e outro de fora como a bloomberg apresentem melhor juízo.
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De mcm a 27.07.2010 às 23:07

Uma coisa é apanhar de ouvido e ir na corrente.
Outra coisa bem mais séria é estudar e conhecer a nossa História.
Mta gente não sabe nada de História Universal e nem sequer de Portugal.
Não se pode fazer nada.
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De Anónimo a 28.07.2010 às 00:14

Poder até que se pode fazer. Todavia, é preciso empenho por parte dos decisores deste País, não lhes interessando, certamente, que se saiba muita coisa. ImageA História é matéria que devia realmente ser ensinada a sério, e isso não se verifica em Portugal...aliado a essa ensino, um outro se torna crucial - o da educação cívica, onde o patriotismo, a união, deveriam ser itens obrigatórios.

 
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De Velho da floresta a 28.07.2010 às 00:35

Salazar conseguiu restabelecer a ordem num país que vivia em desordem quase continua, conseguiu relançar a economia e recuperar as finanças publicas, conseguiu que a autoridade fosse novamente respeitada e devolveu à classe politica, uma respeitabilidade que ela tinha perdido aos olhos da nação. Salazar foi um ditador, sim foi, mas olhando para os democratas que estão a afundar o país, mentido olhos nos olhos aos portugueses, dou por mim a pensar que se hoje existisse um Salazar, não sei se me oporia a ele.
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De NunoFcouto a 28.07.2010 às 01:00

Caro Velho.

O problema de muita gente é que se esquece o que havia antes de Salazar e as alternativas que surgiram enquanto foi presidente do concelho de ministros.

As pessoas esquecem-se que quando estourou a guerra civil espanhola, o conflito não alastrou para este lado porque Salazar não permitiu que o braço vermelho da Rússia passasse a fronteira; não perdemos as colónias para os Ingleses e os Alemães porque o Salazar jogou com eles todos, não fomos anexados pela Espanha Franquista porque Salazar sacou à força o acordo com Inglaterra de proteger as fronteiras a troco das bases marítimas e mantendo o dinheiro dos depósitos do estado que lá tínhamos, depois da Inglaterra acabar com o valor ouro da moeda; Salazar barrou os comunistas do MUD e os aventureiros como o Norton de Matos; Salazar teve a proeza de manter relações diplomáticas com os aliados e com o eixo durante a II guerra; o problema de Salazar e do Salazarismo foi o pós-guerra, a "europeização" da Europa; o ultramontanismo e a falta de confiança na maturidade política dos portugueses não permitiu que Salazar "europeizasse" Portugal, na realidade não se enganou muito; quando se deu o golpe sindical de Abril de 74, Portugal implodiu; Soares ainda segurou mais ou menos o barco mas a carruagem da Europa só no final dos anos de 80 é que chegou, apenas para a perdermos outra vez com o "guterrismo".

Já é tempo de amadurecer a história e tirar do armário os esqueletos e falar das coisas como elas são.

Salazar foi a solução possível num tempo impossível e o erro de Salazar foi não acreditar na maturidade dos Portugueses para abraçar a democracia.

A balburdia em que nos encontramos só lhe vem dar razão...
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De Velho da floresta a 28.07.2010 às 12:23

Senhor Nuno Couto, não posso estar mais de acordo com o que escreveu, muito bem.
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De Anónimo a 28.07.2010 às 01:12

Sem mais.
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De Isto aqui era o paraíso a 28.07.2010 às 09:28

No tempo de Salazar havia liberdade, eleições livres, desenvolvimento, o analfabetismo baixou imenso, licenciados eram em massa, a taxa de mortalidade infantil era residual, os portugueses tinham todos banheira, não havia polícia política, nem bufos, nem legião, nem censura.

Portugal era todos os dias acarinhado e elogiado por todas as organizações internacionais.

E mais uma quantidade de coisas que não vale agora a pena mencionar.
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De Eu é que sei a 28.07.2010 às 10:32

Humberto Delgado suicidou-se.
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De Paulo Rosário Dias a 28.07.2010 às 16:50

40 anos depois, o tenebroso continua um estadista.

Não se vangloreia das cousas boas das décadas de 30, 40 e 50. Assume a culpa de 4 décadas de abusos dele e dos d'ele sem barafustas.

A de '60, a primeira e última onde a estrangeirada pressionava com imprensa envenenada que resultou no aperto da censura e da PIDE, a década onde tudo crescia, incluindo o despotismo e a parvoíçe de uns e outros, é a que fica para a memória de uma pessoa que geria mas já não controlava, anuia mas já não dominava.

Delgado foi a prova.
Marcelo foi a tentativa.
O que sobrou foi... insuficientemente descarnado.
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De NunoFcouto a 28.07.2010 às 18:17

Sr. Paulo Dias, V. toca na frida; Salazar é um desconhecido para este povo português, é pela década de 60 que o lembram onde efectivamente se venceu o seu prazo.

A história contada por clichés tem esse problema, o mundo é dividido em dois, preto e branco e quem gosta realmente de conhecer a verdade das coisas tem de andar a vasculhar no meio da propaganda.

Já é mais que tempo de contar a história, vivemos em social democracia, regime que nos anos 30 estava falido e comido pelo clientelismo e corrupção; naquele tempo, a ideia nova eram o comunismo bolchevique e o fascismo, Salazar baseou-se no catolicismo neotomista à procura do seu modelo de Deus, Pátria e Família.

Aos dias de hoje poderá parecer ridícula e fundamentalista a política de governar à luz das encíclicas de Roma, tudo era porco, pornográfico, libertino, anarquista, animalesco; a virtude do homem era o trabalho, a virtude da mulher era o lar; mas obrigatoriamente temos que analisar a sociedade à luz dos anos 30, os valores estavam em decadência e as alternativas pregavam o ódio, o ódio da luta de classes e anticlerical comunista e o ódio racial e materialista fascista, o privilégio das democracias destinava-se às sociedades avançadas como Inglaterra e França, imunes à propaganda intoxicante dos movimentos totalitaristas expansionistas.

Salazar impôs o modelo totalitarista do Vaticano como orientador espiritual, colocou o estado ao serviço do homem e o homem ao serviço de Deus, compreender isso é fundamental para situar o Portugal dos anos 30, graças a essa estratégia Portugal manteve-se neutral por uma década terrível com a grande depressão, a guerra civíl de Espanha e a segunda guerra mundial.

O problema foi o excesso de crença que Salazar tinha no modelo que implantou, que não lhe permitiu ver para além fronteiras onde a Europa se desenvolvia e modernizava.

Digamos que Salazar governou aí uns 20 anos a mais do que devia ter governado.
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De No Name a 29.07.2010 às 02:47

Pelo menos nessa altura tinhamos um Portugal totalmente nativo - branco, hoje em dia Portugal desaparece num caos multicultural e vai ficar num novo brasil, abriram as portas a tudo o que é gente - africanos, brasileiros, com taxas de natalidade muio superiores ás nossas...
Se nada mudar já não teremos mais Portugal e seremos minoria na nossa própria nação.
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De No Name a 29.07.2010 às 02:48

Ver: Portugal quando o orgulho falava mais alto

http://www.youtube.com/watch?v=Gcl_b6-kXiA (http://www.youtube.com/watch?v=Gcl_b6-kXiA)
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De João Franco a 17.08.2010 às 01:21

Mais do que conhecer a história de Portugal , é preciso compreender a história dos anos 30 e 40 da Europa. É preciso ir à Alemanha, conhecer as realidades dos povos que viveram a guerra, saber o que foi o sofrimento verdadeiro de milhares e milhares e milhares de pessoas, sofrimento verdadeiro, palpável e marcante para o resto das suas vidas! Não foram só os judeus, foram todos! Todos sem excepção, que tiveram a infelicidade de existir num desses países , num desses anos.
Acredito que muitos dos que criticam a rigidez do regime da segunda república se envergonhariam ao confrontar-se com a realidade desse sofrimento, e talvez então entendessem de uma vez por todas porque razão estavamos tão distantes da europa nos anos 60. 

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