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Notas olisiponenses: brisas do Tejo

por Luísa Correia, em 27.07.10

 


«De noite, com a brisa, e sobretudo quando há névoa, o cheiro da maresia é mais forte, e o menino fica na cama de grades, com os olhos muito abertos, a escutar aqueles mugidos e roncos graves, a indecifrável conversa dos paquetes, cidades flutuantes, ocas de luzes prodigiosas, que descem o caminho da Barra e do mundo.


 

 

 

Não se pode ter nascido ali, viver a ver chegar e partir navios todos os dias, com um rasto de lágrimas e o esvoaçar de adeuses no azul, nem ouvir noite e dia estas vozes, sem ficar impregnado de irremediável nostalgia. Tudo isto, o rio imenso, os cais, o mar, os horizontes, se integra nele e ficará para sempre dentro dele como um apelo de longe e uma saudade, anseio de partir e de voltar; quando e para onde?» (José Rodrigues Miguéis, A escola do paraíso).


 

 


9 comentários

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De Anónimo Veneziano a 27.07.2010 às 19:22

Deste-me uma ideia, ó Internado: depois destas imagens da margem direita do Tejo, a Luisa poderia dar uma volta pela margem esquerda. Além da Trafaria de esquiva memória pombalina, temos o mítico Ginjal, os moinhos de maré e a manuelina Alcochete, etc.. Todas esses locais com vistas soberbas sobre Lisboa. Fico com curiosidade de ver como os olhos (e as lentes) da Luísa irão eventualmente trabalhar esse tema.
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De Recuperado de Rilhafoles a 27.07.2010 às 20:44

Não recomendo. A Trafaria é pavorosa, assim como o Porto Brandão, o Ginjal é um monte de ruínas, Alcochete... Alcochete faz-me lembrar a D. Cândida Almeida...
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De Luísa Correia a 28.07.2010 às 15:32

Meus caros Anónimo Veneziano e Recuperado, assim que o tempo serenar, lanço-me à aventura. Os primeiros locais sugeridos, já os explorei noutras alturas e valem sempre pelo panorama sobre Lisboa. Mas Alcochete ainda não, porque me dizem que os barcos, para lá, são fechados. De qualquer modo, há hoje muitos caminhos que vão dar a Alcochete. ;-D

Está prometido!

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