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A dura realidade

por João Távora, em 29.06.10

 

Percebo pouco de futebol e sempre desconfiei que há pouco mais para perceber, por mais palavras caras que usem os especialistas licenciados. Mas não: jogar à bola é arte e... feitiçaria. Não é engenharia, como está convencido Queiroz que assim conseguiu metodicamente anular qualquer chama que a equipa lusa pudesse exibir.

A nossa Selecção, para além de perder, deixou na Africa do Sul uma confrangedora imagem no nosso futebol: cinzento, medroso e triste, muito triste, como o povo que representa.

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15 comentários

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De 1128 a 29.06.2010 às 22:19

Equipa de naturalizados brasileiros e africanos, não existe identidade nacional, nem garra lusitana.
A Esoanha jogou só com nativos espanhois e venceu, porque que é que vamos buscar Pepe, Deco, Liedson? Bruno Alves, Rolando, Miguel.. porquê?
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De Ega a 30.06.2010 às 13:40


Cá para mim, nem sequer deviamos ter ido a Moçambique buscar o Eusébio e o Mário Coluna. Menos ainda o Catatau, perdão, o Matateu.
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De Marquesa de Carabás a 30.06.2010 às 18:10

Caro Ega,

Não faço ideia quem é o Matateu.
Imagine que vi o jogo todo e não vi o golo da Espanha...
Estava tão concentrada a tentar perceber para que lado corria quem e onde estava o Willy, perdão, o Cristiano Ronaldo, que não vi o golo.
Ao princípio não foi nada fácil. Os equipamentos eram uma espécie de Portugal na Suécia, todos brancos e com umas risquinhas muito tímidas.  O Cristiano não levava nem brincos brilhantes nem pôpas, o que dificultava. Mas assim que consegui ver onde é que ele estava, fui a correr e colei uma bolinha de cartolina no écran, em cima dele, para não o perder mais de vista. Resultou. Ele não se mexeu de lá e eu nunca mais o perdi de vista.
Já posso dizer que vi o Cristiano Ronaldo a jogar futebol!

P.S. também tentei colar uma bolinha em cima do guarda redes, parece que os guarda redes é que são fantásticos.Não consegui. O homem não parava quieto.



Cumprimentos,



Marquesa de Carabás
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De Ega a 30.06.2010 às 21:13


Sra. Marquesa, minha Sra.:
Matateu foi uma legenda do Belenenses na época aurea deste Clube, quando ganhou um Campeonato Nacional, nos finais da época de 50.
O Belenenses é (foi) o Boavista de Lisboa. Ou vice-versa.
O Matateu era um jogador excepcional com uma história, no essencial, igual ao de Eusébio. Apanhado nas então Colónias, trazido para a Metrópole, etc. etc.
Já agora. e só para recordar tempos antigos, o Belenenses teve outro: Vicente, defesa central, com idêntica proveniência e da mesma época. mais ou menos.

Se eu fosse lisboeta, era belenense. Azul.

Mui respeitosos cumprimentos
J. da Ega.
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De 1128 a 30.06.2010 às 19:31

Exactamente, o Eusébio não é português nativo, no entanto nasqueles tempos sabe-se que era diferente, face ás questões do império colonia, no entanto isso não muda uma virgula, somos Portugal devemos de jogar só com portugueses nativos brancos.
Afinal de tudo, trata-se de identidade e de honestidade em uma competição entre nações, se querem fazer contrataões internacionais, não lhe chamem selecção NACIONAL, arranjem-lhe outro nome.
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De NunoFCouto a 30.06.2010 às 17:52

1128.

Neste mundial não jogou mas no Euro 2008 em que a Espanha foi campeã, jogou um "Espanhol de pequenino" de seu nome Marcus Senna que foi o pilar do meio campo da Roja.

Aí, só Brasil e Argentina (entre as grandes selecções ) não têm telhados de vidro.
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De 1128 a 30.06.2010 às 19:35

A Esoanha ontem jogou só com nativos espanhois, e isso sim é digno de uma selecção NACIONAL, tal como a Itália o fez, e todas as equipas o deviam de fazer. Liedson´s Pepe, Deco, Bruno alves, Rolando, Miguel não são portugueses, não deviamd e representar a selecção, ponto.


Se você acha que isto é a selecção de Portugal?


http://www.youtube.com/watch?v=J-51r8i5hII (http://www.youtube.com/watch?v=J-51r8i5hII)


então é porque o Portugal eterno desapareceu...
samba, pagode, funaná, qualquer dia não se vê um português nativo lá... ridiculo e vergonhoso.
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De Sargentão a 30.06.2010 às 09:51

E o burro sou eu?
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De Blondewithaphd a 30.06.2010 às 10:32

Pois... é o que há...
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De Nuno Castelo-Branco a 30.06.2010 às 11:14

Para o primeiro comentador:
O que tem a dizer das arrogantes rasquices e incompetência ronaldista, simãozeira, etc? Também são "estrangeiros"?
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De Luísa Correia a 30.06.2010 às 17:02

Pois eu, João, quando vejo um jogo – e vejo poucos - já não consigo abstrair da «engenharia». E lá estou a desenhar linhas imaginárias, ora da trajectória da bola, ora entre as posições relativas dos jogadores, ora sobre a muralha defensiva, ora para cálculo da distância às balizas… Aliás, já comecei até a embirrar com os bailados do Ronaldo e o «fogo nos pés»* deste ou daquele. É o meu espírito positivo, João, que requer valores, mas dispensa improvisos. ;-)

* Inspirada expressão ouvida ontem a um relator.

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De João Távora a 30.06.2010 às 17:19

Oh Luísa: longe de mim desprezar o espírito "positivo" ou fomentar o improviso, a pesar de na maior parte das vezes a lógica ser uma batata. 
A lógica, a organização, a gestão, são o principio, não o fim.
Parece-me que Queiroz "escolheu as peças e montou-as em campo", para "as encaixar no adversário". E encaixou. 
Ele tem a mania que é engenheiro. Futebol é inspiração, superação e magia. Nunca esquecer a magia. :-)
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De De futebol percebo eu, carago a 30.06.2010 às 17:07

São 11 de cada lado e a bola é redonda.
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De NunoFCouto a 30.06.2010 às 17:55

Carlos Queirós é o melhor exemplo que eu conheço do "princípio de Peter", já devia ser caso académico !!!!!

Três jogos para marcar golos apenas num deles contra uma equipa de mortos de fome; marcam-se 7 golos e cria-se a ilusão que a selecção joga à bola, sim, aquela seleção que teve de ir aos Play-off !!!!!!

Bastou ver o 11 inicial para ver o que isto ia dar e a sorte foi o Eduardo, homem do jogo, porque se não...
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De Dylan a 06.07.2010 às 00:30

Penso que o sucesso da Selecção portuguesa no Mundial já estava condenado ao fracasso através de uma convocatória inicial inquinada. De facto, desde opções maioritariamente defensivas que encurtaram o poder ofensivo, passando por naturalizados birrentos em fim de carreira, juntou-se uma gritante falta de ambição. Ao nacionalismo bacoco de cerveja na mão, exacerbado com a goleada à pior selecção do Mundial e apoiado no histerismo da imprensa desportiva, acrescentou-se a vaidade do capitão, ameaçando imolar-se em ketchup! Bastou um tiro da armada invencível para afundar a nau Catrineta, pondo a nu os pecados da FPF, refém de interesses económicos e clubísticos, ou não tivesse esta perdido o estatuto de utilidade pública desportiva.

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