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Um caso chocante de violência policial nos EUA

por Pedro Quartin Graça, em 16.06.10

Sabe-se que nos Estados Unidos a polícia tem de lidar com diversos tipos de criminalidade, entre eles alguma muito violenta. Tal não é manifestamente o caso da cena visível nestas imagens em que um polícia foi gravado no momento em que esmurrou na cara uma jovem de 17 anos que estava a deter numa rua da baixa de Seattle. É mais um triste caso exemplificativo de muita da violência policial desnecessária que existe nos EUA mas que, desta feita, foi filmado ao vivo para espanto de muitos dos presentes.



16 comentários

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De Réspublica a 16.06.2010 às 14:56

O mais complexo é como um polícia sozinho tenta deter duas pessoas e, quando não consegue, decide agredir uma delas para ver se a intimida, não surgem reforços para acalmar a situação ou acalmar os ânimos policiais... de relevar é que os populares não decidiram iniciar (como à umas décadas atrás) um motim por um afro-americano ser agredido por um polícia branco.
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De Augusto Costa a 16.06.2010 às 15:29

Mas qual brutalidade?

A gentalha de roda do agente quer é circo.
Muita sorte teve ela em não ter sido posta ao chão como mandam as regras.
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De Augusto Costa a 16.06.2010 às 15:25

Tadinha da moça...

azar o dela. o agente estava sozinho a efectuar a detenção, e ela vem e tenta impedir o agente de terminar o trabalho.
É preciso usar a força quando ela é necessária.
Aquele murro foi bem dado.
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De Luis a 16.06.2010 às 16:21

ao ver o vídeo deparo-me com o seguinte... um Policia em dificuldades que tenta algemar uma jovem, jovem essa que não acata a ordem do policia e debate-se para se libertar do mesmo. Depois surge uma terceira pessoa, neste caso uma mulher não sei se é jovem ou não e tenta intimidar o policia ao tirar das mãos do mesmo a outra jovem. Reacção do Policia é defender a sua autoridade e para isso aplica um único golpe á senhora, e continua a sua aventura para algemar a outra jovem, sem exercer qualquer violência sobre a mesma. Nada que eu um simples cidadão não faria se porventura fosse confrontado com uma situação idêntica, dois contra um, o primeiro passo é equilibrar a situação. Na minha opinião quando uma Autoridade dá uma ordem é para acatar e não para pôr em causa, penso que muitos acidentes se resolveriam se as pessoas acatassem as ordens e não respondessem, se houver exageros há os Tribunais. Assim é viver em Liberdade, com Direitos e Deveres.    
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De Anónimo a 16.06.2010 às 17:01


E os tribunais não exageram. ´Sobretudo quando mandam os arguidos ´cá para fora, com penas suspensas...ou destroem provas como escutas...

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De João Manuel Vicente a 16.06.2010 às 17:43

Vis os países, e designadamente Portugal como se infere dos comentários supra, em que o tal "princípio da autoridade" é a máscara cobarde da gratuitidade de quem excede o mandato conferido.
Tudo branqueia, tudo legitima, tudo atropela.
Como ter aqui um Estado Liberal nesta terra bárbara, de bárbaros, para bárbaros?
Sugiro a adopção da sharia, a reintrodução da pena de morte e um Estado militar governado por "agentes da autoridade" e por militares. Chega assim?
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De Anónimo a 16.06.2010 às 17:49

Devemos estar todos a ver um video diferente do autor do post...

Eu vejo uma pessoa que está a ser detida e a resistir à detenção e uma pessoa que não tinha nada a ver com o assunto e foi lá tirar satisfações ao polícia que está só a cumprir o seu dever...

Vejo ainda um ambiente extremamente hostil para o polícia que está a ser filmado por todos os lados e a ser rodeado de perto por pessoas que não estão com boa cara.

Gostava de saber o que faria o autor do post nesta situação?

Ele tem um bastão e uma arma de fogo e, ainda assim, utilizou outro meio menos gravoso para fazer cumprir a sua autoridade e a leí.

Seria que seria melhor se ele tivesse ficado a levar porradas das duas meninas? Será que isso ia dar segurança aos restantes cidadãos?

O problema é censurar-se a atitude do polícia em vez da resistência da detida e da "amiga agredida"...
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De FD a 16.06.2010 às 18:20

Cá em Portugal tentam atropelar-se policias e ninguem diz nada, alias nem à umas semanas li que uns pilantras foram soltos pelo juiz, mesmo depois de assaltarem, fugirem e tentarem atropelar os agentes.

Não tem de haver uma "força proporcional", o agente tem de cumprir e fazer cumprir a sua missão, daí darem-lhe meios e leis não acessíveis à população. O dever do cidadão é cumprir e não resistir a uma ordem policial, quem resiste sofre as consequências.
Quanto ao bater numa mulher... e se fosse ao contrario, quem defendia o policia ? Secalhar ainda batiam palmas.... hipocrisia.. 
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De Mojo a 16.06.2010 às 21:26

Chocante isto?
Apenas cumpriu o seu dever.
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De Velho da floresta a 16.06.2010 às 23:12

Violência policial? Este é notoriamente um caso em que duas pessoas vêm a mesma coisa e têm opiniões diferentes, eu vejo um policia a realizar uma detenção com resistência da detida e a intervenção de uma terceira pessoa a tentar impedir essa detenção que se enquadra na figura de "assault ", nos estados unidos qualquer dessas atitudes é crime, sendo o "assault to a police officer ", passível de utilização de força maior (entenda-se disparo) o que não foi o caso. Apontar este acontecimento como um exemplo de violência policial, é algo que podemos perfeitamente esperar de um "tabloid ", ou de uma edição das "local news " pelo sensacionalismo e falta de seriedade que esses meios empregam, felizmente que entre nós funcionamos num registo de maior responsabilidade e sabemos, que se alguém interfere fisicamente com uma acção policial em curso, pode sofrer as consequencias do seu irreflectido acto.
Eu pela minha parte sou solidário com as forças da ordem, na sua missão tantas vezes vilipendiada de defesa de pessoas e bens, pena tenho de que muitos daqueles que criticam e atacam esses homens e mulheres, só mudem de opinião quando necessitam do socorro deles
O site abaixo é dedicado aos agentes da autoridade nos USA que perderam a vida no cumprimento do dever, honra lhes seja feita.
http:/ www.odmp.org /
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De Pedro Quartin Graça a 16.06.2010 às 23:45

Obrigado a todos. Fiquei elucidado quanto ao sentimento generalizado. Mantenho todavia a minha opinião. O polícia agiu de forma excessiva.
Cumps
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De Rui Crull Tabosa a 17.06.2010 às 00:38

Caro Pedro,
Tem razão: se um polícia está a efectuar uma detenção e a pessoa que ele está a deter o insulta e tenta impedir a acção poícial, o agente deve, naturalmente, desistir de a deter. E se uma terceira pessoa intervém tentanto activamente impedir que o polícia detenha a pessoa em questão, é igualmente de esperar que o agente ceda à intimação daquela terceira pessoa, suspendendo a sua acção. O corolário de tão 'civilizada' sociedade poderia ser o desarmento das forças policiais e, no limite, a sua extinção.
Meu caro, agora mais a sério: se o polícia está a efectuar uma detenção não é aceitável que se lhe resista e, ainda menos, que uma terceira pessoa se intrometa na acção da polícia. Para mim, embora ressalvando que desconheço o fundamento da referida detenção, não se tratou de violência polícial, antes pelo contrário: de intimidação contra a polícia. É por estas e por outras que, cada vez mais, quando chamarmos a polícia, esta se retrairá e pensará muito bem se vale ou não a pena prender quem infringe a lei (parto obviamente do pressuposto de que foi esse o caso).
Abraço
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De Anónimo a 17.06.2010 às 12:39

Cher Quartin,

Nos Estados Unidos, há atitudes que não podemos ter com a polícia. Quando nos mandam parar, é para parar mesmo. Se nos mandam saír do carro, devemos saír com as mãos de forma a que os policias nos vejam e não suspeitem em algum momento que podemos ter uma arma.

Regra geral, põem as algemas para poderem proceder ao interrogatório no local, com um mínimo de segurança.
O que se tem verificado em muitas situações é que os que são interpelados ou tentam fugir ou disparam ou resistem. Daí essa política das «shackles».

Quando se é parado pela polícia, se a pessoa estiver comprometida com algo, porque tem p.e. uma garrafa de vinho aberta no carro, ela fica nervosa porque sabe que vai sofrer consequências; são muitas vezes esses nervos que levam o detido a reagir. Reagem por medo, porque, não raro, tem mandatos de captura, ou estão em liberdade condicional, ou não compareceram junto do «parole officer», enfim, tudo isso leva a reacções que por sua vez geram outras da polícia para sua defesa.

Lá, os polícias não têm a mesma experiência que aqui. O simples facto de você olhar para o carro da faixa ao lado, pode ser visto como provocação e, por isso, ser baleado. Há muito racismo provocado por todos, o que leva a que todos tentem reagir à sua maneira.

O soco que a pessoa apanhou ilustra violência, mas deve ser visto num contexto que só quem viveu lá ou vive lá e conhece, pode perceber.

A partir do momento em que o interpelado resiste ao polícia, fisica e verbalmente, a pessoa simplesmente está feita, apanha pena e não é pouca.

Não se pode reagir ao polícia como se vê na imagem, de modo nenhum, muito menos avançar quando ele diz «stay right there».
Na verdade a expressão «freeze» significa isso mesmo.

Em situações destas como a que vemos no vídeo, o melhor a fazer é simplesmente afastarmo-nos, porque um tiro pode sempre vir «não se sabe de onde». A detenção deve ser feita o mais rapido possível. Claro que há abusos da força policial, haverá sempre em qualquer parte do mundo. No caso americano, foram situações extremas de homicidio ( que depois não se conseguiram provar), agressão e outras que levaram a polícia dos EU a algemar qualquer um, a partir do momento em que o agente desconfia de algo.

Image
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De Pedro Quartin Graça a 17.06.2010 às 13:02

Estimada colega,
Sei bem do que fala e agradeço-lhe as palavras. assisti nos EUA a coisas inimagináveis na Europa. E, por isso,escrevi o que escrevi. Eles são excessivos.


ImagePs - Obrigado Rui também

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