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Olhó racismozinho a vir ao de cima...

por Rui Crull Tabosa, em 13.06.10

A malta de esquerda gosta muito de ser politicamente correcta e tal, acusando a de direita de ser racista, xenófoba e por aí fora.

É pois enternecedor passar pelo blog de António P. (?) e ler esta prosa, que tem latente um segregacionismo digno do KKK: "Pois ! A Alemanha é sempre a Alemanha, mesmo que tenha dez (10) meios-alemães nos 23 seleccionados: Aogo tem pai Nigeriano ; Tarci e Oezil são de origem turca ; Khedira tem pai tunisino ; o Mário Gomez tem pai espanhol ; e o Boateng ganês, o Jerome já o irmão, o Kevin Prince joga pelo Gana ; nascidos na Polónia cujos pais emigraram para a Alemanha são três : Podolski, Klose e Trochowsky e para finalizar até jogam com um brasileiro : Cacau."

E eu a pensar que a esquerda moderna não discriminava os cidadãos alemães em virtude da sua origem étnica ou ascendência...



12 comentários

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De António P. a 13.06.2010 às 23:24

Boa noite Rui Crull Tabosa,
Como faz o link para o post penso que os seus leitores são suficientemnet inteligentes, mesmo que não sejam da esquerda moderna para perceberem que eu não digo em lado nenhum que os ditos jogadores não são alemães de pleno direito  e antes pelo contrário refiro que a Alemanha, pelo menos a niverl da selecção de futebol, tem a capacidade de intergrar essa variedade devido a um sistema de jogo que existe há décadas.
Cumprimentos
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De Rui Crull Tabosa a 14.06.2010 às 00:25

Mas se são de pleno direito qual a razão para referir a sua origem não caucasiana? Qual a relevância desse apontamento? Acha que os jogadores que referiu não se sentiriam discriminados com uma tal referência à sua ascendência?
Por mim, não vejo mal nenhum no seu post. Mas estou é farto de ver as pessoas ditas de esquerda - que, creio, é o seu caso - verberarem as que simplesmente se atrevem a registar diferenças étnicas, logo as acusando de racismo. É só isso que, para mim, estava em questão. E não deixei de achar curioso o sentimento que, implicitamente, revelou.
Cumprimentos
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De António P. a 14.06.2010 às 10:30

Bom dia Rui Crull Tabosa,
Tentando ser sintético :
1. Futebol
Não sei se gosta. Eu gosto. O meu post era um inofensivo ( pensava eu ) texto sobre um jogo e uma selecção, a Alemã.
A relevância da origem dos jogadores talvez a possa explicar com outro exemplo , o futebol em Inglaterra. Onde , na minha opinião, se disputa o melhor campeonato do mundo.
Hoje as equipas tem uma maioria de jogadores não ingleses e/ou britânicos ( e treinadores ), algumas como o Arsenal já jogaram sem ingleses.
Curiosamente os estádios estão cheios e jogadores não ingleses que noutros campeonatos são uns fiteiors e uns indisciplinados , em Inglaterra não o são.
Porque, mais uma vez a minha opinião, o espectáculo tem regras e os espectadores exigem bons jogos e disciplina e os clubes são dirigidos por profissionais que querem que a sua indútria tenha êxito.
2. Esquerda, moderna ou não.
Acha bem : sou de esquerda.
Mas respondo por mim.
E há idiotas em todo o lado.
Se revelei um sentimento de racismo no meu texto, falha a minha. Não tenho esse sentimento e até acho que as grandes selecções europeias são as mestiças ( Holanda, França, Alemanha, Inglaterra e Portugal)

Ainda bem que não vê mal nenhum no meu post.
Uma boa semana de trabalho
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De Vasco Rosa a 14.06.2010 às 00:01

É de arrepiar essa contabilidade rácica, que só pode ser preconceituosa.Quem se daria ao trabalho de descobrir o parentesco dos jogadores. Não é só o jogo chamado futebol que interessa?
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De João das Regras a 14.06.2010 às 00:24

Pergunto-me, se realmente formos analisar todas as selecções envolvidas, em quantas iremos assistir a fenómenos semelhantes, claro que os ódios da esquerdalha são sempre dirigidos contra os mesmos.
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De Francisco Vieira a 14.06.2010 às 02:27

É curioso que hoje mesmo, domingo 13/6, o Correio Sport (suplemento desportivo do Correio da Manhã), publica uma entrevista (http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/sport/desporto/seleccao-tem-que-ser-nacional) com o ex-jogador de futebol e da selecção nacional, Sérgio Conceição onde este afirma que a «selecção tem que se nacional, não internacional ou mista como era no tempo de Scolari».


Concordo com Mourinho, se fosse seleccionador não chamava naturalizados à selecção nacional. Depois chamem-lhe 'xenófobo' que ele se deve importar muito.


«Os países não podem comprar jogadores, não são como uma equipa a não ser que façam como alguns já andam a fazer. Dão um passaporte  um brasileiro e metem-no a jogar». Mourinho à TVE citada pelo Record (http://www.record.xl.pt/noticia.aspx?id=0f9b6fa3-0988-42bc-ae09-d08df4c17233&idCanal=00000292-0000-0000-000).


E que tal selecção africana da França? Aquilo é representativo de que França? A África francófona talvez.
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De Rui Crull Tabosa a 14.06.2010 às 09:34


FRancisco: como já deve ter percebido, eu não discordo de si. limitei-me a apontar uma contradição no discurso esquerdista. só isso.
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De Réspublica a 14.06.2010 às 10:52

Ora, considerando a concepção multi-cultural e multi-racial do Estado Novo, portugueses do Minho a Timor, está-se mesmo a ver que Salazar era de esquerda (para a direita) e de direita (para esta esquerda)...
Por mi acho que são todos portugueses, alemães, franceses, italianos, dependendo do país onde nascerem (ius sollum) ou, em alternativa, da nacionalidade dos pais (ius sanguinem), não há só portugueses brancos todos os que nasceram em Portugal ou são filhos de pais portugueses são portugueses.
P.S.: Portugal inclui, até 1975, as províncias ultramarinas.
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De Francisco Vieira a 14.06.2010 às 19:11

Vamos lá ver se nos entendemos,


A questão da divisão entre direita-esquerda é pouco relevante em termos identitários, como em muitos outros aliás. 


Há princípios que defendo, bem como muito outros, que quando são universais e imutáveis ascendem à qualidade de valores, p.ex., Liberdade, Justiça, etc.


O multi-culturalismo, em especial no nosso país, vem no essencial, pôr e crise, desde logo a diferença cultural, relativizando as diferenças e "impondo" uma igualdade formal onde não existe. Os meus princípios e valores da minha cultura, como são relativizados ou desprezados por culturas diferentes teriam o mesmo valor social e político. Daí o chamado princípio da "igualdade" que veio dar lugar a essa mentira mil vezes repetida: "todos iguais todos diferentes". 


O que caracteriza a sociedade humana (como tudo resto na Natureza) é a diferença e não a igualdade, por isso, a constante repetição de que "todos os homens são iguais". Se fosse verdade isto nunca se repetiria à exaustão esse discurso. 


Uma coisa é respeitar a diferença, outra bem diferente é impor a existência em situação de igualdede.


Quem do ponto de vista político e ideológico faz repetidamente isso está mais facilmente visto e reconhecido num campo do que no outro e, por isso, a necessidade que tem de dizer e repetir que é de esquerda.


A essência da verdade (neste caso) realidade não é de esquerda ou direita mas se a esquerda tem problemas em que possa ser identificada com a direita o problema já será seu. 


Uma questão interessante, a que se viveu no Estado Novo, é uma mentira pegada de quem vê.


A concepção multi-racial (que não multi-cultural) é distinta porque os pressupostos ideológicos e condutores eram - certos ou errados - da "identidade nacional" de um império, mais ideológico do que pela cor da pele. Se assim não fosse não teria havido guerra colonial ou de libertação das colónias. Libertar de quê?


A questão da cor da pele revela, num primeiro momento a origem, a identidade diferente do que é nacional daqui, Portugal.


A terminar, levando às últimas consequências o discurso da igualdade, no aspecto da demografia em Portugal, temos o resultado seguinte: há cada vez menos portugueses a nascer e para manter o equilíbrio demográfico conta-se com a imigração.


Portugal não acaba mas degrada. Portugal não acaba mas deixa de ser Portugal, contradição? 


Deixem de considerar português quem não é e nada fez para merecer a distinção e a honra de fazer parte da nossa cultura e tradição. 


Mas, com governantes e opositores a oferecerem a nossa "identidade formal" num pedaço de papel a quem nem se preocupa com isso, não está a engrandecer Portugal mas a oferecer problemas no presente ou no futuro.
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De Réspublica a 14.06.2010 às 19:29

Estou lixado, vão-me expulsar do pais onde nasci!!!
Do lado da minha mãe tenho parte de ascendência inglesa, do meu pai ascendência parte italiana... para onde me enviam V. Ex.ªs?
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De Caifás a 14.06.2010 às 23:28

Para Israel, irmão.

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