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O politicamente correcto como ilusão

por Rui Crull Tabosa, em 12.06.10

J. Rentes de Carvalho, transmontano, abandonou Portugal por razões políticas em pleno Estado Novo e vive na Holanda desde 1954.
Escritor consagrado, foi agraciado por Mário Soares, em 1991, com o grau de comendador da Ordem do Infante D. Henrique, pela sua contribuição para a cultura portuguesa. Um ano depois recebeu da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia a medalha de ouro da cidade.
Agora, na sequência das eleições legislativas na Holanda do passado dia 9, e nas quais os trabalhistas locais levaram uma valente tareia nas urnas, Rentes de Carvalho concedeu uma entrevista ao Diário de Notícias, na qual, de forma dura e frontal, diz umas quantas verdades e chama os bois pelos nomes.
O que diz ele?
Diz que “Os trabalhistas representam o politicamente correcto, que não ousa chamar as coisas pelo seu nome. Eles vivem numa utopia em que para ser bom é preciso ser negro ou muçulmano”.
E concretiza: “Os trabalhistas acham que o imigrante tem de ser acarinhado ao ponto do ridículo. Até há pouco, não exerciam qualquer controlo sobre os subsídios à imigração. Um exemplo: um marroquino dizia ser polígamo, ter quatro mulheres e 17 filhos, e o subsídio era entregue em função destes números. Outro exemplo: uma municipalidade proibiu o padre de tocar o sino enquanto da mesquita se pode continuar a chamar para a oração.”
Mas deixa também um aviso: “Os holandeses vivem na ilusão de que são os mais tolerantes, mas na realidade é mais a indiferença; os holandeses são tão tolerantes como qualquer outro. Isto é também o sintoma do que pode suceder na Dinamarca e na Suécia, devido à crise.” Na Noruega ainda não porque “Esses ainda têm bastante dinheiro”…
Agora que a festa da abundância chegou ao fim nos países desenvolvidos, é tempo de a Europa começar a abrir os olhos e por fim às loucuras que governos politicamente correctos, imbuídos de absurdos complexos de inferioridade e culpa, tão ao gosto da intelligenza de esquerda, cometeram com o nosso dinheiro, de contribuintes, e contra os nossos valores, do Ocidente.



8 comentários

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De André a 12.06.2010 às 21:30

Ser tolerante não significa negar os seus principios e valores. Excepto se for de Esquerda, claro.
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De Maria da Fonte a 12.06.2010 às 23:22

N~~ao sei, não....

Consta que a dívida, incluindo a dos EUA, é tão grande, que não existe dinheiro suficiente para a pagar.

Pelo que......

Maria da Fonte

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De Ana Machado a 12.06.2010 às 23:45

Dr. Rentes de Carvalho já chegou a ser citado em discuroso pelo próprio Balkenende. É interessante e lisongeiro vermos um emigrante português, nesta sociedade que é indiferente ao outro, caracterizar e apontar os tiques holandeses, ser tolerado e até escutado. Abrir os livros de Rentes de Carvalho é ver escrito aquilo que sentimos e constatamos.

Há uns anos, 10, Portugal ainda era muito diferente da Holanda, no que toca à indiferença (denominada tolerância). Cada vez que regresso, mais encontro semelhanças. Um destes dias ainda me vão contar que alguém pediu 150 euros ao sogro ou sogra para que esta pudesse partilhar a ceia de Natal. Já estivemos mais longe.
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De Velho da floresta a 13.06.2010 às 01:42

A realidade pode ser desagradável e até cruel, mas não deixa de ser realidade, a Europa (alguns países mais que outros) está a atingir o ponto de saturação, isso é visível , isso é palpável , isso é perigoso, pois é nessa altura em que o sucessivo adiamento, da resolução dos problemas pelas forças politicas vigentes, que surgem as convulsões sociais graves. A democracia europeia está doente.
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De Espera aí, pá a 13.06.2010 às 10:13

Mas aquilo lá não é uma monarquia?!
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De Ó depois... a 13.06.2010 às 14:35

Ó depois devia ser porreiro.
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De Rui Crull Tabosa a 14.06.2010 às 00:29

"Entre uma má monarquia e uma boa república prefiro uma boa república (António Sardinha, monárquico fundador do Integralismo Lusitano).
Como vê, ou deverá perceber, o regime não é uma questão de fé ou de clubismo.

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