De Velho da floresta a 12.06.2010 às 17:56
Colocando o problema desta forma para atacar a politica socialista, é difícil conseguir outro sentimento que não o da concordância , porém esta definição peca por inexacta, primeiro porque não representa o modelo socialista que Marx apresentou no seu Das Kapital Kritik der politischen ökonomie ), segundo porque também não representa nenhum modelo politico, seguido pelos regimes do antigo bloco comunista e seus apêndices espalhados pelo mundo. Caramba é preciso conhecer os nossos inimigos ou no mínimo os nossos adversários, tanto no plano teórico como na sua aplicação prática, o socialismo/comunismo marxista não era um estado providencia, por isso esta critica de profunda inspiração liberal é dirigida na forma em que é feita, contra os programas de assistência aos carenciados e desempregados, cuja inspiração politica vamos encontrar na social democracia e na democracia cristã que no nosso espectro politico é defendida principalmente pelo PS, PSD e CDS na vertente doutrina social da Igreja, tentar atacar o PS através desta declaração é sem duvida correcto, pois corresponde à verdade, mas o PSD não fará nada muito diferente nesse campo, visto ambos serem herdeiros da visão politico/social do tal estado providencia e o CDS não anda longe.
De André a 12.06.2010 às 21:40
Meu caro leia os programas do PS, PSD e CDS (estão na internet) e veja a diferença antes de escrever disparates!
Não se esqueça que já Lenine em 1920 tinha escrito algo sobre a "Doença infantil do comunismo" (heresia!).
De Velho da floresta a 13.06.2010 às 01:25
Presumo que com a seu avisado conselho de ler os programas desses partidos, neles deve constar algo de novo, no que ao tipo de politicas a realizar no campo global da segurança social diz respeito. Ou será que nada foi alterado e realmente o fundamento das mesmas no que ao PS e PSD diz respeito, continua a ser o estado providencia com maior ou menor cosmética, já que para o CDS como é evidente a perspectiva continua a ser a cartilha base da politica social da Igreja.
De Maria da Fonte a 12.06.2010 às 23:00
Caro Velho da Floresta
Tanto quanto me lembro, a Nobreza libertou-se do jugo Clerical com a Reforma.
A da Europa Central de Lutero e Co, e o Anglicanismo de Henrique VIII.
Este último, muito mais imaginativo, já que o Rei de Inglaterra inventou a História de uma grande paixão, para justificar a independência do Vaticano, decapitando a dita paixão, logo que a separação se efectuou.
Seguiu-se o Robespierranismo e derivados, que visava segundo os seus promotores, libertar a Burguesia, do poder que radicaria à época, na Nobreza, e da nefasta inflência do Clero restante.
Libertada a Burguesia, Marx liberta o Proletariado, desta vez do Jugo da Burguesia, classe que na época detinha o poder,passando o dito poder para as mãos do tal Proletariado.
Devido à inexistência mais classes para libertar, surgiram as variações sobre o mesmo tema, a que chamaram Democracias, onde o poder seria de todos, variando apenas a forma burocrática, como o dito poder se exerceria.
Desculpe se o choco, mas para mim, todas as Ideologias, são meros exercícios de especulação Teórica para disfarçar a realidade de que, de facto, o poder sempre esteve nas mãos de um Tirano ou de uma Oligarquia, seja qual for o nome que se lhes dê.
Maria da Fonte