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Afinal quem é Cavaco Silva?

por Pedro Quartin Graça, em 22.05.10

Inez Dentinho pôs o "dedo na ferida". No Geração de 60 escreveu: "As palavras de Cavaco Silva na despedida de Bento XVI deixavam adivinhar um Presidente da República corajoso, livre de complexos sobre a laicidade do Estado (sem a comprometer), fiel representante dos anseios da imensa maioria dos portugueses. Teríamos homem? Rapidamente alguém esclareceu: «Então não o conhece? Vamos ver se não está a preparar o caminho para aprovar a leizinha»."

No final conclui a bloger acerca de Cavaco: «Sou muito direito, quando as circunstâncias pessoais o permitem. Contem com o meu cálculo. Comigo, não».

O post de Inêz Dentinho devia servir de aviso: o Presidente começa a perder substanciais apoios no seu espaço natural de eleição. As sistemáticas declarações de Cavaco Silva sobre a necessidade de estabilidade na actual situação política, começaram verdadeiramente a desgastar o seu eleitorado tradicional...

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11 comentários

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De Votei Cavaco a 22.05.2010 às 10:13

Não concordo com a lei.

Acho que, no momento dramático que o país vive, voltar a colocar, sem nenhum resultado prático, a já estafada discussão sobre a mesa, seria uma asneira de todo o tamanho. Até Sócrates agradecia.

Concordo com o que Cavaco decidiu, foi o menor dos males.



 
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De Ana Gabriela A. S. Fernandes a 22.05.2010 às 11:30

Pedro
... e no entanto as alternativas são assustadoras (snif).
Por mim, opto pela abstenção cívica nas eleições presidenciais, mas é um risco. A abstenção é sempre um risco.

Ainda não perdi a esperança de um dia ver o Rei no seu lugar próprio, o lugar do representante natural e legítimo de um Povo e garantia da nossa unidade, soberania, fraternidade.
Ana
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De Pedro Quartin Graça a 22.05.2010 às 14:05

Sábia escolha quanto ao Regime estimada amiga!
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De Réspublica a 22.05.2010 às 12:55

Eu já não voto Cavaco...
Vou escrever no boletim "Viva El-rei"!
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De Ega a 22.05.2010 às 13:34


Tem toda a razão, caro Amigo:
O tempo é de defenições. Nada de cavaquismos caracoleantes.

Deixem o Alegre ir para a presidência. Ao menos fica uma republica de cima a baixo.
E depois os portugueses, tendo provado, que escolham.
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De Pedro Quartin Graça a 22.05.2010 às 14:18

Bem-vindo ao clube! (Eu tb não fazia parte dele, note. Foi um "mal" de que nunca padeci...)
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De Lory a 22.05.2010 às 14:15


«o Presidente começa a perder substanciais apoios no seu espaço natural de eleição. As sistemáticas declarações (http://publico.pt/Pol%C3%ADtica/cavaco-silva-defende-estabilidade-politica-e-governabilidade-para-superar-crise_1438401) de Cavaco Silva sobre a necessidade de estabilidade na actual situação política, começaram verdadeiramente a desgastar o seu eleitorado tradicional (http://news.google.pt/news/url?sa=t&ct2=pt-PT_pt/6_0_s_0_0_t&ct3=MAE4AUgAUABqCHB0LVBUX3B0egFu&usg=AFQjCNERoK9jWRf60n-umvHA-2Fro47J8A&sig2=aHllqe76zB_MYbLaxDl2kA&cid=8797389560286&ei=wpz3S-CDHuSDjAfb0oa7Aw&rt=HOMEPAGE&vm=STANDARD&url=http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx%3Fcontent_id%3D1575859%26seccao%3DNuno%2520Saraiva%26tag%3DOpini%25E3o%2520-%2520Em%2520Foco)...»
Deus queira.

Obrigado Pedro!
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De anónimo a 22.05.2010 às 14:18


Quando o Quartim Graça aqui exalta valores de integridade  e honestidade que deveriam pautar todos os homens.
Acho lastimável, e isto diz muito deste blogue, que não tenham feito um único post sobre o Saldanha Sanches relevando a sua postura impoluta - cada vez mais rara neste país -  e ao desassombro com que exprimia as suas opiniões.
Era uma voz desalinhada no mainstream em que se tornou a política portuguesa. Chamava os bois pelos nomes e criticava aquilo com que não concordava, nomeadamente o rumo do país, sem qualquer medo de eventuais represálias.

Um dia foi convidado para ir a Braga a uma conferência partidária do PND tendo por tema a corrupção. Aceitou prontamente. Deslocou-se de comboio, a suas expensas. Recusou que quem o tinha convidado lhe pagasse as despesas da deslocação. Isto diz muito sobre a sua honradez, os seus princípios e até onde ia a sua militância por causas!


Acho uma vergonha não haver uma referência a este grande homem!
Ou são apenas pruridos ideológicos?
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De Pedro Quartin Graça a 22.05.2010 às 14:58

Caro Leitor Anónimo.


abro uma excepção para responder a um comentário anónimo. No que me toca optei por não fazer comentários sobre a lamentável morte de JL Saldanha Sanches porque o não conhecia suficientemente apesar de, creio, ter sido vagamente meu professor. Mas realmente não o conhecia. E, quando é o caso, opto por não escrever para não sair asneira. Nada tinha contra as suas opções políticas ou ideológicas até porque tenho muitos amigos nessas mesmas áreas. apenas e tão só pelos motivos supra referidos.
Cumps,
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De Velho da floresta a 22.05.2010 às 14:55

Afinal quem é Cavaco Silva? Senhor Quartin Graça esta é uma das melhores perguntas, feitas aqui no corta fitas nos últimos tempos. Realmente quem é o homem de Boliqueime e o que é que ele verdadeiramente pensa e representa, se atentarmos na sua carreira politica desde os tempos de ministro até à actualidade, veremos que o seu pensamento fora do enquadramento tecnocrático, é uma incógnita no que aos valores morais concerne, pois sem fazer declarações de principio basilares inequívocas , apenas sugere leves intenções ou pensamentos, que podem ser interpretados de muitas formas e que por isso mesmo semeiam a confusão e a incredulidade, junto daqueles que como muito bem diz são a sua base politica de apoio tradicional, aumentando o descontentamento entre as hostes, essa atitude que corrói (ou deveria corroer) a sua base eleitoral, só pode ser entendida (nesse plano), como a de alguém que está politicamente convencido, que na hora de votar o seu eleitorado lá estará maciçamente, pois a alternativa será o descalabro. Quanto à firmeza e coragem do senhor Silva tanto enquanto politico como estadista, retirando a firmeza e distancia com que tratava todos os seus ministros, e a muito louvável atitude de enfrentar a intersindical, levando os portugueses a responderem ao apelo de furar a greve geral, também temos muitos exemplos de tibieza e equilibrismo, de vários casos conhecidos e muitos mais desconhecidos ou conhecidos por poucos, aponto o do muito famoso caso das escutas e do slalom realizado pelo senhor Silva, terminado com o sacrifício de um dos muito poucos, que realmente fazia parte do seu circulo de confiança num monumental recuo (derrota), quando se tivesse coragem de seguir em frente, eventualmente o governo teria caído nesse confronto e a situação actual era no mínimo diferente. Por tudo isto e não só, realmente quem é Cavaco Silva.
As escutas existiram mesmo.
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De Devia ter feito com D. Juan Carlos a 22.05.2010 às 19:19


Querem casamento gay? Só por cima do meu cadáver! Por supuesto!

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