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Já aqui escrevi sobre as mentiras que o Governo disse a propósito do défice de 2009.

Hoje é o dia indicado para escrever sobre as mentiras do Governo a propósito do "não aumento de impostos".

A 24 de Novembro de 2009, o primeiro-ministro proclamava que "a principal preocupação da política económica do Governo é a recuperação económica e o emprego e, nesse sentido, não é compaginável com esses dois objectivos um aumento de impostos".
A 15 de Janeiro de 2010, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, assegurava que o Governo está a trabalhar "no pressuposto de que não haverá subidas de impostos"
A 27 de Janeiro de 2010, aquando da apresentação da proposta de Orçamento do Estado para 2010, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, garantia que "Não há aumento de impostos, concentraremos os nossos esforços na contenção e na redução da despesa, seguindo uma política financeira de rigor”.
A 2 de Fevereiro de 2010, o primeiro-ministro, José Sócrates, dizia que “Vamos fazer uma consolidação orçamental baseada na redução da despesa e não através de aumento de impostos, porque isso seria negativo para a economia portuguesa
A 8 de Março, o primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou que o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) está centrado na diminuição da despesa do Estado, assumindo uma "opção política clara de não aumentar os impostos" para "defender as empresas e as famílias".
A 16 de Abril de 2010, o primeiro-ministro, José Sócrates, sentenciava que "Eu disse no final da minha intervenção: Não haverá aumento de impostos. O único aumento de impostos é o aumento de 45 por cento como escalão do IRS".
A 30 de Abril, o primeiro-ministro, José Sócrates, dizia que "O que vamos fazer é o que está no PEC. A senhora deputada vê lá o aumento do IVA? Não vê"!
Ainda há três dias, a 10 de Maio, o ministro da propaganda, Santos Silva, recusou falar em aumento de impostos, admitindo, apenas, que o Governo fará “uma aceleração, uma intensificação do processo de consolidação que exigirá, não uma mudança na orientação política, mas sim a antecipação de medidas e a tomada de medidas adicionais. Não haverá quebra de compromissos eleitorais”.
É preciso muito descaramento…
Se tivesse uma réstia de vergonha, depois da conferência de imprensa de hoje, em que anunciou a subida do IVA, do IRS, do IRC e assumiu que vai penalisar ainda mais os consumidores, os  trabalhadores e os empresários, Sócrates devia ter pedido desculpa aos Portugueses pelo fracasso dos seus 5 anos de governação e pelas mentiras com que enganou os eleitores (e de que aqui se deu um pálido exemplo), e demitir-se, dando lugar a quem não tenha o seu pouco invejável cadastro político e pessoal.

Como nota de humor, o que eu quero agora saber é se aquele sujeito vai voltar a ter o desplante de falar novamente sobre as grandes obras públicas…



16 comentários

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De Anónimo a 13.05.2010 às 16:55

Sem mais. LADRÃO!

Ele e quem o pôs lá!

Benvinda fraude fiscal. Em jeito de legítima defesa.
EducadinhaImage
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De Anónimo a 13.05.2010 às 17:26

Eu acho que já ninguém liga muito, alias o país está mais interessado em rezar com o Papa.
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De Luis Melo a 13.05.2010 às 17:32

Depois deste brutal aumento de impostos (aka roubo) resta-me agradecer (http://eramaisumfino.wordpress.com/2010/05/13/obrigado-pelo-aumento-de-impostos/)aos muitos portugueses que votaram em José Sócrates e também a alguns que não votaram...
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De Luísa Correia a 13.05.2010 às 18:23

Luís, o José Sócrates representa, realmente, pouco mais do que 20% dos eleitores portugueses. O problema está nos 40% que se abstiveram, decerto intoxicados pela campanha, quase unanimemente subscrita, de que não existia alternativa. Agora vê-se que existia, sim. Mas a democracia é isto: só permite que corrijamos os erros 1 vez de 4 em 4 anos e, entretanto, obriga-nos a amargar… apesar de nos dizer que o poder é nosso!
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De Luis Melo a 13.05.2010 às 18:25

Tem toda a razão cara Luísa... toda mesmo!
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De Krasnodemskyi a 13.05.2010 às 20:17

Luisa, tem alguma razao.
Dito isto e, apesar de ser anti-ditadura, pergunto-me se alguns desses 20% que votam em Socrates e similares nao serao em boa verdade "inimputaveis" (bela palavra!).

Por ridiculo que pareca dei por mim a pensar nisto enquanto via aquele famoso confronto de "claques" em Alges durante a campanha para as eleicoes legislativas de 2009. Duvido que muitas dessas pessoas tivessem consciencia das consequencias dos seus votos.
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De Luísa Correia a 13.05.2010 às 23:03

Também sou alérgica a ditaduras, Krasnodemskyi, mas também acho que não vivemos em democracia. Vivemos num regime misto, que intercala um acto democrático em cada quatro anos de potenciais autoritarismos. Concordo que a população não se interessa, nem se informa, nem intervém, o que escancara ainda mais as portas aos tais autoritarismos. :-)

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De Anónimo a 13.05.2010 às 20:46

Desculpará Luísa,

Eu abstive-me, fá-lo-ei sempre que «eles» forem os mesmos.Não fui intoxicada por nenhuma campanha. Não posso votar em quem não me oferece confiança!Sobretudo quando todos eles já passaram por lá e iniciaram e continuaram o afundamento do País.

Tudo se resume a isto - mais do mesmo.

A minha abstenção não significa desinteresse, significa desprezo e esperança que outros que se abstiveram como eu, se unam e digam «Basta» de vez. Socretinos, passistas, louçanistas, comunistas, é simplesmente um exercício de política para o qual não quero contribuír, nem contribuo.
Abstenção não significa no meu conceito desinteresse. Esse é apenas uma das variantes do vocábulo, que não subscrevo.


Educadinha

 
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De Luísa Correia a 13.05.2010 às 22:53

Educadinha, não leve a mal o que eu disse, porque tenho o maior respeito pelos abstencionistas. Na verdade, fui um deles durante vinte e muitos anos, e só regressei às urnas estimulada pelo «nosso» Rangel, nas europeias. ;-D

Mas penso que, em Setembro passado, havia, de facto, uma a alternativa a Sócrates. Penso aliás que em Setembro passado havia quatro alternativas a Sócrates, porque qualquer uma delas teria sido, pelo menos, mais séria e profunda do que ele foi e continua a ser na abordagem aos problemas. Penso, em suma, que em Setembro passado, o mais importante não era pôr, mas tirar alguém do poder. Mas tudo isto é só o que eu penso; e não critico – nem teria o direito de criticar! – quem optou pela abstenção.  

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De Anónimo a 14.05.2010 às 23:19

Cara Luísa,

Naturalmente que não levo a mal a sua opinião, nem essa questão se colocaria. Creia, porém, que nenhum «deles» me convence. Já todos tiveram a sua oportunidade. Deslocar-me para votar«neles» é desrespeitar-me, e contribuír para algo que não quero - um afundamento sem igual. O comentador João Pedro, levanta  com inteligente ironia, uma questão mais do que pertinente - Passos Coelho, que não é primeiro ministro actua «como tal»! Aceita subida da fasquia tributária, em vez de alternar a mediocridade do regime socialista. Aumentos para quê? Mais receita? Mais despesa?

A «volta» tem de ser grande e não passa «por eles», são artigo com defeito, reflectem ignorância, irresponsabilidade, e ...não há união popular, o que quer que seja que limpe, mas a sério, a «piolheira».
E muito ainda não se desvendou, quem sabe propositadamente para conter ânimos mais exaltados.

Image
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De Terra Portuguesa a 13.05.2010 às 18:07


E que credibilidade têm ainda o PSD e Pedro Passos Coelho para continuarem a dizer que são oposição em Portugal?
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De mcm a 13.05.2010 às 18:52

Hoje no Público Helena Matos escreve um excelente artigo de opinião sobre "esta gente" da desgovernança do nosso País.
Seria interessante todos os portugueses lerem aquele mesmo artigo, este seu post, e mais coisas assim... para se irem convencendo de que sem a devida preparação para exercer o Poder, quem um dia o obtém, só vê ao perto e para dentro de si e dos amigos.
O Poder é como o dinheiro:
- É para ser usado com respeito.
Alguém desta gente respeita o dinheiro?
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De ruy a 13.05.2010 às 19:40


Mentir, enganar e manipular são talentos naturais para o psicopata. Quando é demonstrado o seu embuste, não se embaraça; simplesmente muda a sua história ou distorce os factos para que se encaixem de novo.
A característica do psicopata é não demonstrar remorso algum, nem vergonha, quando elabora uma situação que ao resto dos mortais causaria espanto.

Trechos de “O psicopata — Um camaleão na sociedade actual” de Vicente Garrido
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De maria a 13.05.2010 às 21:54


eu diria : que credibilidade têm os homens para continuar a governar o mundo?
esta é uma pergunta que uma mulher sabe responder...
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De Luísa Correia a 14.05.2010 às 17:22

Eu diria mesmo mais, Maria: é uma pergunta a que toda e qualquer mulher sabe muitíssimo bem responder! ;-)
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De Ana Gabriela A. S. Fernandes a 14.05.2010 às 01:15

Rui
Credibilidade não têm há muito.
Não quer antes dizer: legitimidade?
Ana

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