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Uma das suas mais bem sucedidas invenções do ocidente contemporâneo, anestesiado e pouco atreito à inquietação existencial, é o deus subjectivo, inventado à medida do indivíduo, das suas conveniências e limitações. Este deus taylormade tão ao gosto da carneirada acrítica, surge duma ilusão de liberdade da rapaziada: é pessoal, flexível, descartável e… para desgraça do fulano, tão fiável como o próprio. Assim, na primeira situação de apuro – e como um individuo saudável lá bem no seu intimo reconhece a sua precariedade e não se leva muito a sério - o seu deus voa como a água do banho do bebé pela janela fora, inútil e oco como as todas as razões do mundo que não lhe chegaram para resgatar a luz. Acontece que o Deus verdadeiro é o nosso criador e não nosso criado: se O podemos encontrar dentro de nós, jamais O podemos confundir connosco. Através da religião (que tem por função religar, enquadrar, dar sentido) podemos praticar o encontro e a relação com Ele na sua Igreja: pela leitura da Palavra, (as escrituras) pela Oração (relação) e pela Comunhão (Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estarei no meio deles).
Nesta cultura mercantilista, muita gente exige saber o que ganha com Deus, para que precisa Dele. Duma forma porventura simplista eu arrisco uma boa razão: se o Homem o é com as suas circunstâncias, Deus “serve” para nos libertar dessas "circunstâncias", coloca-las sob perspectiva e na sua real importância, alivia-nos as costas dessa malfadada carga: as nossas limitações, inseguranças, derrotas e frustrações.
Aceitar o desafio para a construção dessa Relação redentora é o caminho que Igreja de Pedro nos convida a trilhar. O destino é a libertação de cada um, ou se quiserem a felicidade. Um bom negócio sem dúvida.
* texto inspirado numa recente conversa informal por mim tida com jovens adolescentes
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