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Perguntas a que uma mulher não sabe responder…

por Luísa Correia, em 29.04.10

As novas regras do subsídio de desemprego tendentes a pressionar os beneficiários a aceitar QUALQUER oferta de emprego aplicam-se à bióloga a quem proponham um lugar de atendimento na banca do peixe de um supermercado? Ou à economista a quem proponham um posto de vendas numa perfumaria? Ou à jurista a quem proponham uma função de contínua numa repartição notarial? Ou à engenheira informática, a quem proponham um trabalho na condução de eléctricos? Note-se que, para mim, não é questão dos parentes que caem à lama. Nestes tempos de crise, aliás, estamos lá todos. O que queria era compreender se há limites à mobilidade profissional. Melhor dizendo, queria ter dados para poder avaliar os riscos e a rentabilidade, no Portugal vindouro, do investimento em «canudos», por comparação com o mais económico, humilde e adequadamente versátil autodidactismo.



2 comentários

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De Manuel Dias a 02.05.2010 às 21:53

Parece-me que o que é necessário é uma solução completamente diferente da que é expressa nos vários comentários que li. Os cursos superiores são tutelados quase todos pelo governo. O que faz falta é que este não se demita das suas mais nobres funções e que comece a PLANIFICAR. Doutra forma são os dinheiros públicos que são mal geridos havendo um desperdício não justificável.  Será que os atuais governantes são capazes deste passo? Duvido.
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De Luísa Correia a 05.05.2010 às 14:22

Caro Manuel, planificar é, sem dúvida, das actividades de gestão mais essenciais, mas mais difíceis. Joga com a incerteza do futuro, joga com tempos, necessidades e recursos praticamente imprevisíveis agora que o mundo acelerou o seu ritmo de rotação. Mas, no caso específico que discutimos, essa dificuldade é ainda maior porque joga também com a sensível questão das vocações individuais (o «direito» à felicidade?) E depois há ainda a questão territorial, a concentração urbana e o abandono do interior. E depois há ainda a questão migratória, e a crescente entrega de certos tipos de trabalho a emigrantes. E depois há ainda a livre circulação e competição profissional no espaço europeu. E depois, e depois, e depois… :-)

Também duvido de que os actuais governantes – quaisquer governantes, muito provavelmente - sejam capazes de levar a cabo uma tal tarefa com eficácia.

 

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