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Perguntas a que uma mulher não sabe responder…

por Luísa Correia, em 29.04.10

As novas regras do subsídio de desemprego tendentes a pressionar os beneficiários a aceitar QUALQUER oferta de emprego aplicam-se à bióloga a quem proponham um lugar de atendimento na banca do peixe de um supermercado? Ou à economista a quem proponham um posto de vendas numa perfumaria? Ou à jurista a quem proponham uma função de contínua numa repartição notarial? Ou à engenheira informática, a quem proponham um trabalho na condução de eléctricos? Note-se que, para mim, não é questão dos parentes que caem à lama. Nestes tempos de crise, aliás, estamos lá todos. O que queria era compreender se há limites à mobilidade profissional. Melhor dizendo, queria ter dados para poder avaliar os riscos e a rentabilidade, no Portugal vindouro, do investimento em «canudos», por comparação com o mais económico, humilde e adequadamente versátil autodidactismo.



1 comentário

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De xtremis a 29.04.2010 às 12:27

Cara Luisa,


Sobre essa questão dos "canudos vs autodidatismo", por acaso gostava de saber qual o número de licenciados em directo, arquitectura, sociologia, psicologia, etc, etc, per capita, em Portugal.


Acho que iamos descobrir umas coisas engraçadas. Como por exemplo, que existem 0,8 médicos per capita (estou a inventar, claro), mas em compensação, temos 4,3 advogados per capita, e 3,2 arquitectos.


Quero com isto dizer que, na minha humilde opinião, há uma grande "saturação" de licenciados em determinadas áreas, por oposição à escacez noutras. Não estou a dizer que o país não precisa de arquitectos, advogados e outros afins, nada disso. Nem estou a "menosprezar" qualquer uma dessas profissões. Só quero chamar a atenção para o facto de, no meu ponto de vista, ninguém presta atenção às necessidades do país em termos de mão de obra qualificada, e depois fica tudo muito admirado quando


a) os licenciados às pazadas acabam no macdonalds mais próximo;


b) os arquitectos/advogados/outros recém licenciados são explorados cobardemente pelos "gurus" da área, os gajos que estão instalados e têm nome e usam os "miudos" para o trabalhito foleiro e de "sapa", pagando uma miséria, ou às vezes nem isso;


c) no fim de um curso sem saída profissional em Portugal, um jovem decide emigrar ou ir para professor (esta última opção estava muito na moda há uns anos, hoje em dia não sei se ainda é assim).


Conclusão: temos uma (ou duas ou mais) gerações de jovens licenciados que não estudaram o que realmente gostariam (porque foram para este ou aquele curso porque é o que "dá dinheiro" e depois afinal não é bem assim) ou que estudaram o que gostariam mas não têm saídas profissionais.


Há licenciados que estudavam o que gostavam e estão empregados na sua área e a ganhar razoavelmente? Claro que sim. E ainda bem. A questão é que me parece que temos muitíssima gente  nas situações a) b) e c), de tal forma que a economia já está visivelmente afectada por isso.


Digo eu :)

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