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Longa vida ao Sião!

por Pedro Quartin Graça, em 27.04.10

O reino do Sião era, à chegada dos primeiros portugueses ao sudeste-asiático, em 1511, a mais sólida entidade política e territorial da região. O vácuo de poder deixado pelo eclipse da civilização khmer, que florescera e atingira o apogeu nos século XII a XIV irradiando a partir de Angkor; o lento declínio dos reinos vietnamitas (Dai Viet e Champa ) e a permanente conflitualidade intra-birmanesa, possibilitou aos thai – povo de ascendência mongólica e língua sino-tibetana – a consolidação de uma forte consciência identitária que, a prazo, favoreceria a emergência de uma vasta unidade territorial sediada em Ayuthaia. Situada no centro das vastas e ricas planícies fluviais do Chao Phraya – a que erradamente os ocidentais chamaram de “Menam”, que em língua thai significa rio – a capital do Sião, Ayuthaia (a Odiá das crónicas portuguesas) era, em inícios do século XVI, uma das maiores cidades do mundo. Da riqueza do reino, fortalecida pela unidade étnica, linguística e religiosa, resultaram aquela confiança, auto-estima e fortaleza que caracterizam os siameses e ainda fazem dessa sociedade uma das mais sólidas e perduráveis comunidades políticas existentes no planeta. Quando Fernão Mendes Pinto por aí passou em finais da década de 1550, rendeu-se à magnificência, esplendor e operosidade daquela gente tolerante, farta e “idólatra”. Tão impressionantes eram as demonstrações de força do Sião, que os portugueses procuraram ao longo dos séculos XVI e XVII mantê-lo como interlocutor preferencial na região, se bem que, pontualmente, realizassem fracassadas tentativas de jogar no tabuleiro dos birmaneses, que sofriam de endémicos ciclos de ascensão e fragmentação.

 

In:Os Portugueses e o Oriente (1840 - 1940)



2 comentários

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De Maria da Fonte a 28.04.2010 às 06:06

Caro Pedro Quartin

A Arquitectura Antiga sempre me fascinou!
E muitas vezes me perguntei, e pergunto ainda, como foram construídas Pirâmides, como as de Gizé ou da América, e Templos, com a imponência e a beleza de Angkor Wat.

Diz-se que Angkor Wat, é um Templo Indu, e que foi desenhado para representar o Monte Meru, a Casa dos Deuses.

Será que o Povo Khmer, se referia ao Monte Meru, um Estratovulcão, um Vulcão em forma de Cone, que fica a Oeste do Kilimanjaro, a Montanha Branca?

De facto, Angkor Wat, está virado para Oeste, o que não acontece com mais nenhum monumento Khmer.

E eu penso em como tudo seria mais fácil, se tivessemos registos sonoros, dessas épocas.

Angkor Wat, por exemplo, pronuncia-se ANKOR WAT, sem o G.

Na língua Khmer, uma língua mom-khmer, fundem-se sílabas, e Phnom Penh soa como m´Penh, e pronunciam os R mudos, ou como se não existissem.
Trej (Peixe), é pronunciado pelos Khmer como Tej.

Quando li, estas particularides da Língua Khmer, recordei-me dos Alentejanos, e da forma como suprimem letras.
Por exemplo Não Sei , soa: Nã sê.

São associações que forçosamente fazemos, quando reparamos, que pelos Quatro Cantos do Mundo, por onde os Portugueses andaram, sempre existiam Grandes Templos, como Angkor Wat, na Selva do Cambodja, ou o Taj Mahal, em Aga, na Índia.

Aliás, em relação ao Taj Mahal, de Traçado Octogonal, a sua classificação como Mongol, é contestada nalguns meios ligados à Arquitectura, e o Presidente do Instituto Revisionista da Índia, P.N. Oak defende que se trata de um Monumento Indú, um Templo, ou um Palácio, que mais tarde os Mongóis adaptaram.

Oak, defende que o nome original do Taj Mahal, é Tejo Mahalaya, e que teria passado a Taj Mahal, por corrupção fonética.

Será que o Tejo Mahalaya, tem algo a vêr com Trej (Peixe), que em mom- Khmer, se pronumcia Tej?

Não deixa de ser interessante, que o Grande Zimbabwé, um líndíssimo monumento, parcialmente em Ruínas, no Zimbabwé, na Porta de Moçambique, tenha um interior igual à Sala do Capítulo, do Mosteiro de Alcobaça.

E que o Monte Meru, a Oeste do Kilimanjaro, seja ali tão perto.

E depois, das Línguas mon-khmer, faz parte um grupo com um nome muito curioso:
As Línguas Bahnaricas.
Digo que é curioso, porque no Testamento do 2º Almirante das Índias Dom Diogo Colón, a Condessa de Penamacor, vem mencionada como Condessa de Benarico.

E é interessante que Penamacor, se possa dissociar em Pen Amacor.

Se ao menos a Cegueira dos portugueses, não fosse tão grande....

Maria da Fonte
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De Nuno Castelo-Branco a 28.04.2010 às 15:02

Que o Sião volte ao caminho da paz interna, segurança e progresso. No respeito pela sua personalidade de povo livre, jamais colonizado. Song Pracharan!

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