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Rui Pedro Soares, provavelmente o único cidadão cuja “password é Socrates2009”, foi há uns anos alçado pelo PS à administração da PT, onde veio a auferir um rendimento anual entre um e dois milhões de euros, sem que ainda hoje se conheçam as extraordinárias qualidades que o faziam merecedor de tão generosa gratificação.
Nos últimos tempos tem sido retratado nas notícias como um dos principais executores de uma sinistra estratégia governamental de domínio, controlo e condicionamento da comunicação social.
Hoje deveria ter sido ouvido pela Comissão de Inquérito ao envolvimento do Governo no negócio da compra da TVI pela PT, tendo aí uma excelente oportunidade para desmentir o que dele se pensa.
Porém, preferiu calar e fazer apenas uma patética declaração na qual quase se limitou ao sacrificium do pedido de desculpa ao "amigo" José Sócrates por, alegadamente, ter utilizado o seu nome em vão.
Para cena do Padrinho só faltou mesmo a pronúncia siciliana e a cabeça de cavalo na cama…
Depois de ouvir a sua curta declaração, pergunto-me se haverá alguém suficientemente crédulo para acreditar na sinceridade e veracidade desse tardio mea culpa, para mais se tiver presente as reveladoras escutas que o ‘Sol’ publicitou, para desgosto da máfia que domina o Pais, seja na justiça, na banca ou na política?
Alguém esqueceu as conversas em que, entre outras, Rui Pedro Soares dizia a Paulo Penedos que “O chefe [Sócrates] diz que é tudo ou nada e que não pode ficar com a fama sem o proveito” (20.6) e que “O Sócrates perguntou-me se não era melhor correr com o Moniz antes da PT entrar” (24.6)?
A razão de ser da sua recusa em responder às perguntas dos deputados é pois fácil de perceber.
Viu o amigo Penedos ser ontem apertado e percebeu que seria hoje confrontado com as suas contradições, mentiras e comprometedoras conversas telefónicas.
Se falasse, a verdade seria um pouco mais esclarecida (a custo, é certo…), na exacta medida em que a sua situação se tornaria um pouco mais complicada. Isto para já não falar da do primeiro-ministro.
Por isso, o boy preferiu defender o “chefe máximo” e calar-se perante os deputados.
Acontece que o seu silêncio diz muito, pois equivale à admissão de que se auto-incriminaria caso falasse sobre a sua participação na negociata da tentativa de compra da TVI pela PT ou, antes disso, pelo Taguspark (entidade da qual também foi administrador).
Ou seja, disse que no processo de compra da TVI foram praticados crimes e reconheceu que tem conhecimento deles, isto se não for mesmo um dos seus agentes, como parece ser cada vez mais o caso.
Créditos da imagem ao We have caos in the Garden.
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