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Abril de 1945 - O afundamento do Yamato

por Pedro Quartin Graça, em 15.04.10

Foi a 7 de Abril de 1945 que o super-couraçado japonês Yamato, o maior e mais poderoso navio de guerra até então a navegar, foi afundado por aviões norte-americanos. O Yamato foi detectado, interceptado e fatalmente danificado enquanto se dirigia para Okinawa, onde os americanos haviam desembarcado 6 dias antes, numa missão aparentemente suicida - partiu para Okinawa sem combustível suficiente para uma viagem de regresso. O objectivo dos japoneses seria enviar este colosso dos mares (de 72000 toneladas) para flagelar a cabeça-de-ponte americana ao largo de Okinawa, destruindo tudo o que estivesse ao alcance dos seus formidáveis canhões de 18.1 polegadas (ou 460 mm), nomeadamente navios de tropas, navios de transporte, navios de apoio. O Yamato não ia sozinho, levava também uma escolta constituída por um cruzador e 8 destroyers, contudo, não tinha qualquer apoio aéreo, dependendo unicamente das armas AA. Todos os aviões disponíveis haviam sido previamente enviados para atacar as esquadras americanas em ondas sucessivas de Kamikazes. Quando o grupo do Yamato foi descoberto, perto de 400 aviões bombardeiros e torpedeiros levantaram vôo dos porta-aviões americanos para interceptar a ameaça. Para além dos aviões, os americanos tinham 6 couraçados prontos para lidar com os navios japoneses que lograssem sobreviver ao ataque aéreo e prosseguissem com a missão. Mas estes não tiveram de intervir. Em poucas horas, a aviação americana afundou o cruzador e 4 destroyers, e cravou o Yamato de bombas e torpedos. O gigante, ferido de morte, adernou e em seguida explodiu, afundando-se e levando consigo 2500 dos 2800 tripulantes. Os americanos perderam apenas 10 aviões e 12 aviadores. O local onde o Yamato repousa foi descoberto em 1985 (pode ser que um dia este grandioso navio venha a merecer a atenção científica e mediática dada, por exemplo, ao Bismarck).

 

Fonte: Fórum Defesa. Consulte aqui



34 comentários

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De Réspublica a 15.04.2010 às 09:57

Este foi um caso em que a superioridade tecnológica japonesa e nazi não lhes valeram de nada, sem combustível cairam face às forças aliadas ocidentais movidas apenas pela sua superioridade moral e valores éticos de justiça e democracia, bem como, no caso dos nazis face aos sovintes que contavam com recursos humanos quase inesgotáveis face ao Reich, ambos capazes das maiores preversões e desrespeito pelo ser humano...
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De Nuno Castelo-Branco a 15.04.2010 às 12:03

Superioridade moral e ética bem pouco fariam contra este navio. O que valeu foi o ataque de 400 aviões carregados de torpedos e bombas pesadas. Ou também acredita na conversa do Mao Tsé Tung que dizia aos soldados que a força "do pensamento" era o bastante para liquidar os tanques americanos na guerra da Coreia? 
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De Réspublica a 15.04.2010 às 12:26

Falo de superioridade moral e ética das democracias e dos seus cidadãos, que lutavam pela sobrevivência do modo de vida ocidental, ou pensa mesmo que foram canhões e aviões que venceram a alemanha nazi nos momentos mais escuros e terríveis da Batalha de Inglaterra, não foram os homens e mulheres da RAF e da defesa civil inglesa, foram os voluntários vindos de todos os países para auxiliar a Livre Inglaterra e as forças militares exiladas, em particular da Polónia e da França Livre, que lutaram ao lado da Inglaterra e da Commwell.
"You ask, what is our aim? I can answer in one word: It is victory, victory at all costs, victory in spite of all terror, victory, however long and hard the road may be; for without victory, there is no survival. (Churchill)"
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De Velho da floresta a 15.04.2010 às 14:40

Caro réspublica, o peso do tempo permite-me ter uma visão mais equilibrada das coisas, por isso na 2ª guerra mundial o meu amigo deve ter em conta que ambos os lados cometeram crimes de guerra abomináveis, pois o conflito não foi entre os bons de um lado e os maus de outro. Nunca se esqueça que a história é feita pelos vencedores.
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De Réspublica a 15.04.2010 às 16:13

Caro Velho tem razão, os aliados orientais (sovietes) comportaram-se do mesmo modo que os nazis, mas sempre inferior ao tratamento vergonhoso e inaceitável dado pelos japoneses aos seus adversários.
Os aliados ocidentais agiram de modo digno e honrável, salvo alguns casos isolados praticados por soldados perante situações extremas, normalmente yankies...
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De Velho da floresta a 15.04.2010 às 17:23

Caro respublica lamento discordar de si, mas os aliados ocidentais como lhes chama, não agiram de modo digno e honrável, fizeram isso sim tudo o que estava ao alcance deles para ganharem a guerra, pois ninguém pode considerar digno e honrável os bombardeamentos maciços das cidades alemãs feitos pelos ingleses e americanos, nem os bombardeamentos nucleares americanos sobre o Japão. Já agora sabe que todos os bombardeamentos feiros sobre Paris, foram realizados antes da sua libertação, adivinhe lá por quem?
Caro Respublica o tema da 2ª guerra mundial é muito interessante e uma das áreas onde pouca coisa existe publicada, é sobre as causas desse conflito, tenho uma extensa biblioteca sobre o tema, constituida principalmente por documentos da época que são muito esclarecedores. Por causa dessa informação é que tenho a opinião, de que não há inocentes no germinar da guerra
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De Réspublica a 15.04.2010 às 17:50

Noman Davies escreveu o livro "A Europa em Guerra 1939-1945", publicado pelas Edições 70/Almedina, sobre o teatro europeu da II Guerra Mundial, veja a pág 82 sobre as questões morais na guerra, foram os aliados ocidentais que usaram as V1 e V2, ou que massacraram civis em Oradou-sur-Glane, que mataram soldados feridos e capturados no blitz sobre a França, quando avançavam sobre Dunquerquer?
mesmo o bombardeamento estretágico foi um mal necessário em defesa da europa, mesmo dos alemães, dresden foi um mal necessário, mas muito inferior aos crimes nazis sobre civis.
Se os aliados ocidentais podem ser condenados por algo foi terem-se aliado aos sovietes, mas como disse Churchill "se Hitler invadir o inferno, encontrarei uma ou duas coisas simpáticas para dizer sobre o diabo!".
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De Velho da floresta a 15.04.2010 às 18:25

Presumo caro Respublica que o meu amigo é omnisciente, pois que as suas respostas são absolutamente categóricas e sem remissão, aliás a sua perspectiva é francamente sectária, pois os crimes de um lado são mesmo crimes, os crimes do outro lado são um mal necessário. Para mim crimes são crimes
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De Réspublica a 15.04.2010 às 21:26

A questão é simples, hoje com uma guerra tecnológica não se justifica atacar alvos civis, mas na II Guerra Mundial para destruir a máquina de guerra alemã foi necessário atacar cidades alemãs, foi um mal necessário, não foram os aliados ocidentais que massacraram populações civis e encarceraram os inimigos em campos de extremínio, logo é diferente um bombardeamento de alvos civis com interesse estratégico do extermínio e destruição de populações civis conquistadas.
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De Rui Crull Tabosa a 15.04.2010 às 22:25

Caro Respública,
Não me querendo imiscuir na sua discuissão com o Velho da floresta, deixe que o alerte para o facto de o bombardeamento de Dresden (e não falo de Colónia, Hamburgo, etc, embora o meu amigo não se deva esquecer que mais de 90% das cidades alemães foram destruídas, o que, mesmo para um justiceiro como o respública, deveri ser um pouco excessivo...) ocorreu em meados de Fevereiro de 1945, a escassos 3 meses do fim da guerra, quanqo já não existia qualquer força militar alemã digna desse nome. A cidade não constituía um alvo militar, não tinha exércitos lá acantonados mas apenas centenas de milhar de ciis fugidos da guerra. Morreram cerca de 25o mil civis, tendo sido usadas bombas de fósforo, que provocavam ondas de calor que corroiam não só as pedras dos edifícios históricos dessa até então bela cidade, mas também a carne das pessoas. Caves houve com centenas de vítimas, na sua maioria mulheres, velhos e crianças, foram convertidas numa 'papa' imensa de carne e sangue humanos, graças ao uso das referidas bombas assassinas. Dresden foi um crime contra a Humanidade e o meu amigo só diminui os seus argumentos quando friamente ignora o horrível sofrimento destas vítimas e das suas famílias.
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De Réspublica a 16.04.2010 às 10:02

Obviamente que Dresden foi um erro, não deveria ter sido realizado, ou pelo menos com essa amplitude, mas não podemos esquecer que Londres foi bombardeada indiscriminadamente durante 5 anos, na França ocorreram actos de barbária contra civis em área ocupada, que os alemães pretenderam exterminar os israelitas, aprte do seu próprio povo em alguns casos, por razões mesquinhas e de inveja, quando Israel foi um dos maiores dinamizadores da economia alemã e tinha orgulho de pertencer à nação alemã, milhares de militares de origem israelita lutaram pelo império alemão, muito foram mortos pelos nazis...
Roma não paga a traidores, mas Berlim nem aos seus fieis...
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De Joao Quaresma a 15.04.2010 às 17:33


Foi o radar.

Sem radar tinham sido esmagados, por muito bons que fossem os Spitfire e Hurricane, os pilotos da RAF (ingleses, canadianos, australianos, polacos, checos, sul-africanos, rodesianos, americanos), e a anti-aérea. A explicacao nao é politica, geopolitica ou estratégica. Reduz-se simplesmente a isto: radar e incompetencia de Goering em deixar de atacar os aeródromos para passar a atacar Londres quando a RAF estava completamente à beira da capitulacao.
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De Réspublica a 15.04.2010 às 17:52

De facto isso também foi relevante...
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De Nuno Castelo-Branco a 15.04.2010 às 18:49

É o sempre presente tema para mais meio século.


João, estou totalmente de acordo com o seu ponto de vista. Se as questões morais têm relevância, estas remetem-se para o consumo interno de cada país. Por exemplo, os alemães achavam-se com a razão moral, devido ao escabroso tratamento recebido em Versalhes. Quando a França foi esmagada em 1814, Talleyrand sentou-se à mesa grande do Congresso de Viena e pôde negociar com os Aliados que por sinal, lhe fizeram concessões, mantendo as fronteiras pré-1789. O mesmo não aconteceu em 1918-19, onde a Alemanha simplesmente recebeu uma intimação, a que se seguiram extorsões de toda a espécie.


O radar fez a Inglaterra vencer a batalha da "invasão que não chegou", assim como a inépcia de Goering ajudou em muito. A ideia de abandonar o ataque aos aeródromos e  linhas de abastecimento, para se  dedicarem a bombardear com aviões médios um monstro urbano (Londres), não lembraria a qualquer militar minimamente apto. Até quem jogue kriegspiels de computador, bem conhece os princípios básicos para uma campanha cm hipóteses de sucesso. Neste campo  da realidade material, pouco contam as fartas declarações de princípios e "superioridades morais" de países que por sinal, tinham uma pesada mão sobre outros, como por exemplo, a Índia do Raj. Não é por acaso que o movimento emancipador indiano (Chandra Bose) era pró-japonès. Na Indonésia holandesa, os japoneses arrancaram as grilhetas que prendiam os pés dos trabalhadores das plantações de borracha...


Existe uma multiplicidade de factores que contribuíram para o desfecho da guerra. Aqui estão alguns: 
1. A referida batalha da Inglaterra, os erros estratégicos de Goering e o radar.
2. A impreparação italiana e a escandalosa incompetência militar do Duce.
3. A neutralidade portuguesa e espanhola que impediram o fecho do mediterrâneo pela Wehrmacht. Com Gibraltar nas mãos do Eixo, a história teria sido muito diferente, para nem sequer mencionarmos Lisboa como uma base de U-boot da Kriegsmarine...
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De Nuno Castelo-Branco a 15.04.2010 às 18:49

<br />4. A descodificação da máquina Enigma (alemã) &nbsp;e do Código Púrpura da marinha japonesa, que permitiu a atempada informação acerca de todo e qualquer movimento da estrutura militar do Eixo, por mais ínfimo que fosse. &nbsp;Há quem avente a hipótese de Pearl Harbour não ter sido surpresa alguma para Rossevelt, dado o estranho caso da atempada retirada dos porta-aviões da base (à qual regressaram 24 horas depois do ataque).<br />5. A gestão da campanha da Rússia, onde as hesitações de Hitler impediram a rápida chegada dos panzer a Moscovo que afinal, era o centro nevrálgico que controlava o império vermelho. &nbsp;Repetiu o mesmo erro em Estalinegrado, quando para aí avançou por razões de "ordem política" (o nome do rival), ao mesmo tempo que fazia um débil ataque ao petróleo do Cáucaso, esse sim, essencial.<br />6. A intromissão do Fuehrer nas decisões meramente técnicas: impediu o ME 262 de iniciar a campanha no início de 1942, visando a sua transformação num bombardeiro (!): impediu a criação de uma frota de quadrimotores estratégicos que levassem a guerra ao coração industrial da Rússia e da Inglaterra; obrigou à enorme dispersão de meios &nbsp;na concepção de blindados, quando o Pz.V Panter lhe dava a hegemonia em qualquer campo de batalha (de longe!); a&nbsp;gestão do capital humano, a força de trabalho, desperdiçado e brutalmente tratado, impedindo a produtividade (de facto, o Reich iniciou a mobilização total após Estalinegrado, 3 anos depois do início da guerra!); o enorme desperdício de recursos com as bombas V, quando existiam projectos praticamente concluídos para uma eficaz defesa anti-aérea composta por mísseis, por exemplo. Podíamos continuar por aí, indefinidamente.<br />6. Crimes de guerra. Caro Respublica, a acção dos Aliados no Pacífico, está muito longe daquilo que as séries televisivas mostram. Os prisioneiros de guerra japoneses não eram bem tratados, o racismo era muito violento e procuraram evitar salvamentos em alto mar ou fazer presos. matava-se e... pronto (a good jap is a dead jap, como diziam). Aliás, no teatro europeu, os crimes foram mútuos e de uma dimensão difícil de conceber. O final da guerra, trouxe o refluxo da maré e a entrada dos Aliados na Alemanha foi uma tragédia de proporções épicas. Devastação de todo o Leste, com a expulsão total da população alemã que vivia há 700 anos para além do Oder-Neisse; saque generalizado na frente ocidental, onde os americanos roubaram inacreditáveis quantidades de obras de arte, copiando Goering no seu pior; o anúncio do Plano Morgenthau que por si, dá à campanha aliada o mesmo tipo de classificação dos processos "dinâmicos" de Himmler; Os bombardeamentos indiscriminados propugnados pelo marechal Harris que para sua sorte pessoal, chegou vencedor ao fim do conflito; o tratamento inqualificável que ingleses e americanos deram à Itália co-beligerante, obrigando a uma mudança de regime através de claríssima fraude "plebiscitária", de acordo com o estipulado com a máfia do porto de Nova &nbsp;Iorque; a traição à Roménia do Rei Mihail I que ousou dar o golpe de Estado de Agosto de 44; a traição à Polónia do governo do exílio (Londres), obrigando à aceitação das absurdas fronteiras actuais; enfim, a lista é colossal.<br />7. A "Resistência". Pouco pesou de facto, para o desfecho da guerra. Na França foi quase uma ficção pós-1945 (por alguma razão a fabi+ulosa série britânica Alo-Alo ainda é interdita ou censurada em França!), embora os grupos se tivessem mostrado mais &nbsp;activos no período anterior à Normandia (1944); era esporádica e mobilizava poucos franceses no terreno e apenas a facção De Gaulle mostrou &nbsp;alguma importância, embora os meios militares fossem totalmente irrisórios. Na Jugoslávia, essa Resistência teve vários matizes, embora hoje já exista uma ideia diferente acerca da pretensa absoluta supremacia comunista que de facto apenas se verificou a partir do início de 44.&nbsp;<br /><br /><br />E por aí fora...<br /><br /><br />Nota: não tente colocar-me uma braçadeira nacional-socialista no meu braço. Não pega e conheço o truque.
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De Velho da floresta a 15.04.2010 às 19:31

Volto a concordar consigo em quase tudo, principalmente na boa tradição anglo-saxónica de abandonar as promesas feitas aos aliados e os próprios aliados, quanto às decisões estratégicamente erradas do lider alemão que cita, por força hoje temos que concordar que assim foram, mas na altura a informação disponivel talvez a isso obrigasse.
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De Réspublica a 16.04.2010 às 10:12

Oh Nuno, acha mesmo, sabe quantas forças militares francesas livres existiam a quando do desembarque da normandia, várias, De Gaulle restaurou o exército francês do nada, a França e a itália foram libertadas com a ajuda Francesa e Polaca.
De facto a Polónia foi traida, mas pelos trabalhistas, que venceram Churchill.
Não houve nenhuma exigência irreal de conquistas territoriais à alemanha em Versalhes, foram apenas obrigados a devolver à Polónia e França os territórios roubados no século XIX pelos Prussianos.
Quantos soldados japoneses eram capturados? Praticamente nenhum ou se suicidavam ou era apenas apanhados para matar os captores. sabe o que fizeram os japoneses na China, já ouviu falar do massacre de Nanquing? Sabe o que fizeram aos soldados aliados que se renderam, por exemplo Singapura? Sabe quantas mulheres ocidentais e orientais foram violadas, estripadas e forçadas a prostituirem-se pelos japoneses? e Por fim sabe o que fizeram os japoneses em Timor, quantos portugueses mataram, só por serem, inclusive, cristãos?
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De Nuno Castelo-Branco a 17.04.2010 às 16:52

Respublica:


O tema França Livre nem sequer merece uma alínea particular.
A  propósito das FFL, digo e repito: eram totalmente irrisórias em termos militares, pelo menos naquilo que fazia decidir a luta. Nem sequer de longe se comparavam a um exército como o da Roménia! Quando em 1944 o Rei Mihai I teve a coragem de executar um golpe de Estado que fez o país mudar de campo, os romenos tornaram-se logo no 4º exército Aliado, logo a seguir ao soviético, americano e britânico. Quantas divisões tinha a França gaullista e a Polónia do governo de Londres?

1. A cedência dos territórios a leste do Oder-Neisse (Conferência de Ialta e princípios já aventados em Teerão) FOI DECIDIDA por Churchill, Estaline e Roosevelt (este último nem sequer fazia a mínima ideia da localização dos mesmos!).
2. Quando me referi a Versalhes, não mencionei conquistas territoriais à Alemanha. O tratamento dispensado à potência vencida - sem sequer ser admitida na Conferência de Paz -, as "reparações" astronómicas, a obrigatória exclusão da SDN, o tratamento vexatório que os franceses deram aos territórios ocupados, a política de extorsão e repressão dos trabalhadores, etc, consistiram nos pontos mais relevantes que alimentaram o nacional-socialismo.
3. Já ouviu falar dos nipo-americanos (Nisei) concentrados em campos no meio do deserto americano?  Aconselho-o a ver a nova série sobre o Pacífico que o Canal de História está a passar. Confirma plenamente: a good jap is a dead one.
4. Sei perfeitamente aquilo que os japoneses andaram a fazer na China, no Sião, Filipinas, Coreia, Timor, Batávia e Singapura.


5. Torna-se perigoso vir falar de preceituados morais, quando estes só deverão ser aplicados selectivamente. Pelo que parece, os crimes de uns desculpabilizam em absoluto, os crimes de outros. Não pode ser.
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De Velho da floresta a 15.04.2010 às 19:21

Caro Senhor Tem razão nos vários pontos por si abordados, se bem que existam mais cambiantes além dos que refere.
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De Anónimo a 15.04.2010 às 13:42

Como é que chamava aquele ministro iraquiano que, enquanto os USA, entravam no território, ele dava entrevistas descontraídamente e dizia que os americanos estavam a caír que nem tordos às portas do areoporto? Que humorista!
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De Velho da floresta a 15.04.2010 às 11:06

Senhor Quartin Graça, o Yamato apesar de ser exactamente o que escreve "o maior e mais poderoso" a navegar, não era isso "até então", pois a classe de super couraçados Yamato construída pelos japoneses, teve dois navios, o primeiro chamado Yamato e o segundo baptizado Musashi , este quando surge sendo mais recente, substitui o Yamato como navio almirante da armada imperial, tendo mantido o guião até à batalha de Leyte em 1944 onde é afundado em combate. Há quem seja de opinião que o Musashi , foi o mais poderoso dos dois, pelo simples facto de ter incorporado algumas melhorias, após a observação do Yamato em acção e pelo facto de o ter substituído como navio almirante.
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De Réspublica a 15.04.2010 às 12:30

Ora uma bela discrição da superioridade naval japonesa, caro amigo Velho, não fosse Midway, a falta de combustível e a morte de Isoroku Yamamoto, e se calhar o Yamato ainda governava os mares...
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De Nuno Castelo-Branco a 15.04.2010 às 18:50

E no momento em que foram lançados à água, o Pacífico já era um oceano para ser dominado pelos porta-aviões. Grave erro estratégico dos sonhadores com a sempre esperada nova Tsushima.
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De Réspublica a 16.04.2010 às 10:13

O facto do Japão ter vários porta-aviões não conta?
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De Nuno Castelo-Branco a 17.04.2010 às 16:57

Contou, no início da guerra. O almirante Yamamoto disse que apenas podia garantir vitórias no primeiro ano da guerra. Não se enganou, dado o enorme potencial industrial norte-americano.
Continuo a pensar que um facto determinante, consistiu no decifrar do Código Púrpura da Marinha Imperial Japonesa. Lendo "sobre os ombros" dos seus rivais, os americanos até puderam - muito antes da guerra - decidir acerca de como actuar. Até lhes serviu para a Conferência Naval de Washington que distribuiu a relação de forças das principais marinhas do mundo. 
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De Carlos a 15.04.2010 às 15:38

Absolvição dos Beatles (os 4 de Liverpool)

Isto só foi possível, graças aos 4 que deram ao Benfica.

Este post é tendencioso

Carlos
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De Mea_Lux a 16.04.2010 às 09:13

Existe uma multiplicidade de factores que contribuíram para o desfecho da guerra. Aqui estão alguns: 
1. A referida batalha da Inglaterra, os erros estratégicos de Goering e o radar.
2. A impreparação italiana e a escandalosa incompetência militar do Duce.
3. A neutralidade portuguesa e espanhola que impediram o fecho do mediterrâneo pela Wehrmacht. Com Gibraltar nas mãos do Eixo, a história teria sido muito diferente, para nem sequer mencionarmos Lisboa como uma base de U-boot da Kriegsmarine...

__________




Interessante, a questão da neutralidade espanhola e portuguesa no possvel diferente desenrolar da II Guerra Mundial.
De facto Portugal e Espanha politicamente eram como se sabe pró-eixo por todas as razões e mais algumas, perfilavam a tendência nacionalista que os colocava aos lado dos italianos e alemães.
Aliás na Guerra Civil espanhola observou-se exactamente isso, quando os 4 países se uniram para bater os traidores "reds" que infiltravam solo espanhol, servos da União Soviética.
Combateram 20.000 portugueses na guerra civil espanhola pelo lado nacionalista - os bastante famosos Viriatos, que posteriormente viriam a fundar a "Legião Verde" que integrada na Divisão Azul se juntou ás Wehrmarcht e depois ás miticas Waffen SS no combate da frente Leste.


Concordo em parte que tudo poderia ter sido diferente na IIWW se o fascismo espanhol e português tivesse entrado em acção para o lado do eixo, ou se os ingleses não fossem uns traidores á raça completamente dominados pelos judeus, tal como os EUA, como se sabe.


Já em 1933 todo o mundo judeu declarou "Guerra" á Alemanha, e aí ninguém abriu o piu, depois admiraram-se...


http://www.whale.to/b/judeawar.gif (http://www.whale.to/b/judeawar.gif)


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De Réspublica a 16.04.2010 às 12:13

Oh tric deixa o anti-semitismo de lado, parece mal, dá ar de burro...
Quanto aos Viriatos estes vieram a formar a Legião Portuguesa, não Verde, os portugueses estiveram do lado dos aliados ocidentais e por pouco que não declararam guerra à alemanha nazi, os comandantes dos navios de abastecimento ingleses que circulavam na gronelândia era portugueses, muitos portugueses apoiaram o esforço de guerra aliado, muitos lutaram no exército e marinha britânicos ou no exército português apoiavam o esforço aliado, em particular na defesa territorial do Portugal insular e/ou na construção da base das lages....
Os ingleses não trairam raça nenhuma, essa foi uma traição exclusivamente alemã, que trairam parte dos seus cidadãos, e o próprio hitler sendo "judeu" traiu o seu próprio povo.
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De Mea_Lux a 16.04.2010 às 12:33

Oh respublica..
1º os Viriatos vieram sim a fundar a Legião Verde, mas o que é que tu sabes sobre isso? um zero redondo, como se vê, a Legião Portuguesa já existia.
A Legião Verde foi formada por voluntários portugueses dentro da Divisão Azul que foram combater os soviéticos na frente leste (41/42) e foram integrados na Wehrmacht e depois em diversas divisões das SS.


2º Negar a clara convergência entre Portugal e Espanha com a Itália e a Alemanha é por demais ridiculo como se sabe. Aliás Portugal sempre viu com entusiasmo a subida de Hitler ao poder. Posteriormente as coisas mudaram pois a coisa começou a ficar preta para o lado do eixo e as posições moderaram-se.
Mas mesmo assim, veja-se bem, quando Hitler morreu em 1945 foram declarados 3 dias de luto nacional com bandeiras a meia-haste de norte ao sul... coisa que fez comichão aos sim, traidores á raça - ingleses, que completamente vendidos e controlados por judeus e maçons combateram contra um povo irmão europeu.


3º Não, os alemães não trairam o seu povo, visto que os judeus não são europeus, os judeus não integram nenhuma nação europeia, são e sempre foram um corpo estranho em todas elas.


4º O Hitler não era judeu, isso é uma falácia para enganar papalvos baseada num mito criado no pós II Guerra Mundial, tal como foi um mito que faziam sabão com os judeus queimados, tal como se provou que o Diário de Anne Frank foi uma farsa.
Com isto, não digo que não tenham sido cometidos actos hediondos contra os judeus, o que abomino naturalmente, eles deviam sim ter sido apenas deportados.
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De Réspublica a 16.04.2010 às 17:43

Ora, claro Tric tens razão, mandam-se para madagascar!!! O anti-semitismo de alguns tolda-lhes o cérebro!!!
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De Mea_Lux a 16.04.2010 às 23:51

Não é preciso chorares.
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De Maria da Fonte a 17.04.2010 às 00:28


Mea Lux

Ora aí está uma questão interessante:

Quem foi Hitler?
Alemão não era. Era Austríaco.
Mas a que famílias pertencia?

Uma,  entre muitas outras questões interessantes que já foram apontadas, como por exemplo a péssima experiência militar de Mussolini, o que não será de estranhar, já que se tratava de um antigo jornalista, e espião Inglês na 1ª Guerra, conforme documentação recentemente encontrada.

Ou o facto de uma das Bombas Nucleares de Truman ter sido lançada sobre Nagasaki, Cidade fundada pelos Portugueses em 1570.
Nagasaki, a Terra dos Ainos, que compartilham um DNA comum com os Pré-Incas Mochitos.

Ou o facto de Hitler ter fundado Bases subterrâneas na Antártida.

E já agora uma pergunta.

Quem lucrou com a 2ª Guerra?

Maria da Fonte
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De Réspublica a 17.04.2010 às 10:23

Oh Maria não lhe dê animo, olhe que o Tric fica ébrivo de anti-semitismo e começa a dizer disparates...
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De Nuno Castelo-Branco a 17.04.2010 às 17:07

Não estou de acordo. A neutralidade portuguesa e a influência de Salazar sobre Franco - prometendo-lhe o fornecimento de bens de 1ª necessidade pelos ingleses -, levou à manutenção do importantíssimo espaço estratégico peninsular fora da guerra. Serviu bem a aliança com a Inglaterra. O que teria sido da navegação em comboio no Atlântico, se os alemães estivessem em Leixões e em Lisboa? O que teria acontecido ao Egipto e todo o Médio Oriente, se Gibraltar estivesse controlada pela Wehrmacht? O que teria sucedido, se controlando o acesso ao Mediterrâneo, Vichy fosse obrigada a deixar os alemães controlar os portos marroquinos? O que teria sucedido à neutralidade turca, se a Alemanha chegasse com os panzer a Bagdade, Mossul e Bassorá? Como ficaria a URSS, a Pérsia e a Índia? Experimente jogar um kriegspiel de computador, coloque estas hipóteses e verá o resultado? Será uma Tottaler Sieg em três tempos.


etc, etc e etc...

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